Quem é o irmão de Lula que a CPMI das fraudes do INSS quer ouvir
Trabalhos da comissão começam nesta terça-feira, com pedidos de ex-ministros dos governos Dilma, Lula e Bolsonaro a serem ouvidos sobre o rombo na Previdência
Reprodução A CPMI do INSS começa seus trabalhos nesta terça-feira (26). Entre os nomes cotados pela oposição a serem ouvidos em depoimentos a respeito das fraudes envolvendo a Previdência, está o de Frei Chico, irmão do presidente Lula.
Quem é Frei Chico?
José Ferreira da Silva, irmão mais velho de Lula, ocupa a vice-presidência do Sindnapi (Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos), uma das entidades no foco das investigações.
O Sindnapi consta entre as entidades suspeitas de envolvimento em esquema de fraudes contra os aposentados e pensionistas.
Rombo de milhões envolvendo o Sindnapi
Conforme o relatório da Polícia Federal, o Sindnapi teve aumento "incomum" em arrecadação com o INSS, saltando dos R$ 17 milhões em 2019 para R$ 90 milhões em 2023.
Governistas de Lula tentam blindar Frei Chico
Já com estratégia, os governistas buscam blindar os depoimentos de Frei Chico. Entre os argumentos, está o de que o foco das investigações não deveria mirar apenas em Frei Chico, por ser irmão do presidente. Além disso, não haveria razões para diretores da entidade serem ouvidos - já que há um presidente do sindicato.
Ex-ministros de Lula, Dilma e Bolsonaro na lista
A comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI) que vai investigar as fraudes no INSS receberá nesta terça-feira (26) o plano de trabalho do relator, o deputado Alfredo Gaspar (União-AL). A comissão também deve votar 35 requerimentos. A reunião está prevista para as 9h.
O relator quer convocar os ex-ministros da Previdência Social: Eduardo Gabas, do governo Dilma Rousseff; José Carlos Oliveira, do governo Bolsonaro (quando a pasta se juntou à do Trabalho); e Carlos Roberto Lupi, do atual governo Lula).
Dez dos ex-presidentes do INSS também podem ser convocados - todos da Era Lula, Dilma, Temer e Bolsonaro.
Rombo de bilhões
Investigações da Polícia Federal e da CGU apontaram em abril um esquema que cobrava mensalidades irregulares de aposentados e pensionistas. Os valores eram descontados dos benefícios sem autorização. Os desvios investigados, referentes ao período de 2019 até 2024, na ocasião foram estimados em R$ 6,3 bilhões.
Em julho, o governo federal editou medida provisória que abriu crédito extraordinário ao Orçamento da União de R$ 3,3 bilhões para ressarcir os prejudicados (MP 1.306/2025).
CPMI
A CPMI terá 180 dias para investigar as fraudes. O pedido de criação da CPMI foi apresentado em 12 de maio pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e pela deputada Coronel Fernanda (PL-MT).
A comissão foi criada em junho, com a leitura do pedido durante sessão do Congresso. O requerimento teve o apoio de 223 deputados e 36 senadores — número superior ao mínimo exigido (um terço da composição de cada Casa). A comissão mista é formada por 15 senadores e 15 deputados



COMENTÁRIOS