As cidades da Região Metropolitana de Sorocaba (RMS) terão um Protocolo de atendimento às pessoas em situação de risco, documento padronizado que norteará os procedimentos que as cidades seguirão quando no atendimento às pessoas que se encontram nas ruas.

O assunto foi a pauta principal do 3º Encontro de Assistência Social, promovido pela Prefeitura de Sorocaba por meio das Secretarias de Igualdade e Assistência Social (SIAS) e Secretaria de Relações Institucionais e Metropolitanas (SERIM), nesta terça-feira (6).

No encontro, ficou definido que as cidades da RMS terão a incumbência de sugerir as regras para formatar o documento, que só deve ficar pronto depois de uma próxima reunião ainda a ser agendada.

Em seu discurso de abertura do encontro, a Secretária de Igualdade e Assistência Social (SIAS), Cíntia de Almeida, falou da necessidade que a “região tem em se envolver em torno de normas únicas para que as prefeituras possam dar o mesmo encaminhamento às pessoas em situação de rua”.

Cíntia lembrou que a SIAS já fez um cadastramento prévio das pessoas em situação de rua, mas não há como confirmar um número exato, já que trata-se de uma população flutuante, que vai de uma cidade para outra. “Das pessoas que consentiram fazer o cadastramento conseguimos registrar 572”, disse.

Cíntia lembrou que, de acordo com levantamento feito por sua pasta, dentro do grupo de pessoas que está vivendo nas ruas há inclusive aqueles com nível universitário e outros que mal conseguiram terminar o curso de graduação, mostrando, claramente, que nessa situação se encontram pessoas de todos os graus de escolaridade, e que as ruas não são obrigatoriamente reduto de pessoas com baixa escolaridade.

“Não é por isso que faremos distinção entre as pessoas que têm ou não um grau de escolaridade maior. Todos estão na mesma situação”, ressaltou a secretária.

É o que também defende o Secretário de Relações Institucionais e Metropolitanas de Sorocaba (SERIM), que vem trabalhando junto aos municípios da região para a criação de um protocolo único de atendimento a essas pessoas.

Marinho Marte, que representou o prefeito José Crespo (DEM) no encontro, reforça que ”essa questão em particular não é um problema, e sim de uma situação que precisa ser resolvida por todos os municípios, daí a necessidade de que essas cidades adotem as mesmas medidas, já que todas as cidades têm que atuar de forma conjunta”, ressaltando que as pessoas em situação de rua migram de uma cidade para outra, o que se faz necessário que os municípios tenham uma estratégia única de atendimento, seja recolocando no município ou levando-as para suas cidades de origem.

Tanto Marinho Marte quanto Cíntia de Almeida ressaltaram que “resolver essa questão vem de uma determinação do governo Crespo para que haja integração com os municípios da região”.

A mesa de honra foi formada por Marinho Marte – Secretário de Relações Institucionais e Metropolitanas, Cíntia de Almeida (Secretária de Igualdade e Assistência Social, Alzira Aparecida de Almeida Guimarães de Paula – Diretora de Proteção Social Especial de Itu (representando o Prefeito da Estância Turística de Itu – Guilherme dos Reis Gazzola e o Secretário de Promoção e Desenvolvimento Social – César Benedito Calixto) e Gétero Augusto de Campos – Secretário de Trabalho de Assistência Social de Tatuí (representando a Prefeita de Tatuí – Maria José Gonzaga).

O encontro também foi acompanhado pela ouvidora da Prefeitura de Sorocaba, Marina Pereira, e por representantes das cidades de Itu, Tatuí, Ibiúna, Itapetininga, São Miguel Arcanjo, Votorantim, Cesário Lange, Mairinque, Cerquilho, Salto de Pirapora, Piedade, Iperó, São Roque, Sarapuí, Pilar do Sul e Tapiraí.