“Estar na Moda é Combater o Trabalho Precário e Infantil”. Este é o tema do projeto sorocabano lançado oficialmente na manhã desta sexta-feira, 30, na Câmara Municipal de Sorocaba durante sessão solene de iniciativa do vereador Francisco França (PT). Elaborado pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Vestuário de Sorocaba e Região o projeto foi selecionado entre as dez iniciativas do Edital “Combatendo o Trabalho Infantil na Indústria da Moda”, lançado pelo Fundo Brasil de Direitos Humanos em parceria com o Instituto C&A.

Além de Francisco França, que presidiu a sessão, compuseram a mesa de honra as seguintes autoridades: o desembargador do TRT da 15ª Região e presidente do Fórum de Combate ao Trabalho Infantil e Estímulo à Aprendizagem, João Batista Martins César; secretário de Igualdade e Assistência Social, Paulo Soranz; presidente do sindicato Paula Proença, procurador do Ministério Público do Trabalho, Juliano Alexandre Ferreira; a presidente do Conselho Municipal da Criança e Adolescente; Angélica Lacerda, e Cida Trajano, da Central Única dos Trabalhadores (CUT). O presidente do Legislativo, Fernando Dini (MDB), e a vereadora Iara Bernardi (PT) também participaram da solenidade.

Em seu discurso, Francisco França lembrou o engajamento de seu mandato em defesa dos trabalhadores. “Hoje estamos empunhando mais uma dessas bandeiras, que remontam dos primórdios, que é o combate ao trabalho precário e infantil. É uma chaga social que ainda precisa ser combatida”, afirmou, destacando a satisfação em apoiar o premiado projeto “de grande importância ética, social e humanitária”, como frisou. Já o desembargador João Batista Martins César reforçou a importância do projeto como forma de conscientização de toda a comunidade. “A inciativa é feliz, pois, já no nome, nos chama a atenção. Nos mostra que precisamos ser consumidores conscientes”, disse, destacando ainda a necessidade de denunciar o trabalho infantil pelo Disk 100.

O Projeto – Com duração de doze meses, o Projeto “Estar na Moda é Combater o Trabalho Precário e Infantil” propõe o diálogo com empresas, sociedade e trabalhadores sobre a importância de enfrentamento do trabalho precário e em especial infantil na indústria da moda. O projeto prevê a realização de debates e estratégias de confrontar o problema. A presidente do sindicato, Paula Proença lembrou que a proposta foi selecionada entre mais de cem inciativas no país. “Esse lançamento é apenas o início entre várias etapas que vão acontecer e espero contar com a colaboração de todos”, disse.

Também representando o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Vestuário, Fernanda Moreira falou sobre a atuação do sindicato que representa 2664 trabalhadores, em 96 confecções, sendo 74% mulheres. Lembrou que historicamente Sorocaba e Votorantim foi polo de grandes indústrias do setor têxtil e que a desregulamentação e mudanças no setor levaram ao fechamento de grande e médias empresas, transferindo a atividade para o ambiente doméstico, onde não há fiscalização.

Segundo levantamento do sindicato de anos atrás, empresas de fora de Sorocaba contratavam costureiras sem proteção social, exigindo rapidez na entrega das encomendas. “As costureiras, mesmo trabalhando em extensas jornadas, dificilmente conseguiriam cumprir os prazos e então entravam em cena os ajudantes, que geralmente eram seus filhos menores”, destacou. Nesse contexto, o sindicato proibiu, por meio de convenção coletiva, o trabalho em domicilio em Sorocaba e Votorantim, o que, porém, não colocou fim à atividade.

Ao encerrar a sessão solene, o vereador Francisco França convidou o sindicato para apresentar na Câmara, no próximo ano, ao fim dos trabalhos, os resultados do projeto. Também convidou a todos para conferirem no saguão do Legislativo uma exposição sobre a história do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Vestuário. O evento, que contou com apresentações musicais de Elaine Buzato e Valter Silva, da Companhia Tempo de Brincar, foi transmitido ao vivo pela TV Câmara (Canal 31.3; Canal 6 da NET; Canal 9 da Vivo) e pode ser vista na íntegra no portal da Casa.

1 Comentário

  1. Projeto menores vendendo drogas em Rodovias até msm seus bairros etc ninguém faz que vergonha…. menores tem que trabalhar sim partir 14 anos idade …. agora vender drogas menores pôde vai entender

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