A gerente geral da Ofebas, Patricia de Oliveira Peixoto, foi ouvida nesta terça-feira (25) pela CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) das funerárias, presidida pelo vereador Vitão do Cachorrão (MDB) e com relatoria do vereador Fausto Peres (Podemos).

O depoimento da gerente foi rápido e ela respondeu todas as perguntas dos vereadores.

Questionada se o velório é mais caro do que o tratamento do corpo com formol, Patricia foi clara que esse trabalho custa R$ 700,00. Os vereadores disseram que receberam várias denúncias e ela pediu que fossem encaminhadas para a empresa por escrito.

Já em relação de como é feito o atendimento para as pessoas carentes que pedem o velório gratuito, ela explicou que primeiro é realizado todo o procedimento e que depois de uma semana a assistente social entra em contato com os parentes do falecido.

Outra explicação fornecida por Patricia é que a Ofebas não trabalha com floriculturas e sim aluga um espaço para uma empresa, sendo que para cumprir a lei, ela adquira a coroa de flores e depois desconta do aluguel da empresa.

Já o gerente geral da Ossel, Leandro P. Garcia, talvez prestou um depoimento rápido e considerou que um dos problemas é que a empresa não tem condições técnicas para avaliar se a pessoa que pede o serviço funerário gratuito é carente ou não.

Para Garcia, a Prefeitura é quem deveria fazer a avaliação se a pessoa tem direito ao serviço gratuito, baseado na questão se ela recebe algum auxílio de distribuição de renda.

O vereador Wanderlei Diogo cobrou de Garcia uma posição da Ossel se a empresa vai instalar fraldário, sala de alimentação e de descanso, conforme uma lei de sua autoria. O gerente da empresa informou que já está sendo implantado esses benefícios.

Somente as oitivas de Patricia e Garcia foram transmitidas pela TV Legislativa. As outras foram realizadas no período da manhã na sala de reunião. Segundo o presidente da Comissão, todas as pessoas foram ouvidas no mesmo dia, para que nenhuma pudesse se comunicar com a outra e mudar os depoimentos.

Vitão do Cachorrão considerou os depoimentos bons e destacou que o contrato da Prefeitura com as funerárias deveria ser reavaliado para trazer mais benefícios para a população.

LISTA DE PESSOAS OUVIDAS – Além de Garcia e Patricia, a CPI das funerárias ouvia as seguintes pessoas: Rafael Ricardo – Responsável na época pelo acompanhamento dos contratos; Oduvaldo Arnildo Denadai, Secretário da Época; Fábio Moreira Pilão, Secretário; Rafael Negreli – Responsável pelos contratos de licitação; e Edith Maria Di Giorgi, ex-vice-prefeita na época