Câmara rejeita projeto de Crespo que doava área de Hospital para servir de garagem

Reprodução TV Câmara

A Câmara Municipal vetou, por unanimidade, a doação da área onde seria construído o Hospital Municipal de Sorocaba para a concessionária que vai gerenciar o BRT-Sorocaba, na sessão extraordinária realizada na tarde desta quinta-feira (28). A intenção da Prefeitura era de que o terreno fosse utilizado como garagem. Os vereadores chegaram a apresentar diversas emendas ao projeto, como a implantação de uma Unidade de Pronto Atendimento, o pagamento de aluguel mensal e a doação de 30 ambulâncias.

O vereador Francisco França (PT) do PT ocupou a tribuna para falar sobre o projeto e agradecer aos colegas pelo consenso entre eles para que o projeto fosse rejeitado. O líder do prefeito, vereador Irineu Toledo (PRB), também votou contrário ao projeto, justificando que as emendas inviabilizariam o projeto.

Outros vereadores que se manifestaram sobre a doação do terreno fizeram críticas ao modelo utilizado em Sorocaba para o transporte público, que não permite a ampliação de empresas e aumento da concorrência, o que geraria menor custo para a população devido à concorrência. Os parlamentares também reclamaram do valor da tarifa e do aumento concedido no passe estudante.

A vereadora Fernanda Garcia (PSOL) criticou o modo como tem sido feita a instalação. “Nós não tivemos uma estudo apropriado das áreas. É mais um problema que temos em Sorocaba de falta de planejamento”, explicou a parlamentar.

O Projeto de Lei 169/2018 já esteve em pauta por outras quatro vezes para apreciação dos vereadores, mas saiu de discussão em dezembro, após um empasse na apresentação de emendas. Duas delas, dos vereadores Péricles Régis (MDB) e Rodrigo Manga (Dem), preveem o pagamento de um aluguel pelos 20 anos de concessão (não inferior a 0,5% do valor do imóvel mensalmente), a construção e manutenção de uma Unidade de Pronto Atendimento e a doação de 30 ambulâncias.

No último dia 13 de dezembro, o Ministério Público acatou uma representação do vereador Francisco França (PT) para investigar irregularidades presentes no Projeto de Lei. O MP recomendou que o referido projeto não fosse mais pautado pela Câmara Municipal até que todos os esclarecimentos sejam apresentados.

França apontou que a área foi desapropriada, inicialmente, para construção de um hospital público na Zona Norte de Sorocaba, tendo saído do orçamento da Saúde a verba para tanto, o que veda sua doação è empresa privada. Ele também considerou que não houve desafetação da área, de imóvel para uso especial para de uso comum, desvio de finalidade pela concessão à empresa privada e que não há no projeto indicação se essa doação irá repercutir na tarifa técnica de remuneração do Transporte Coletivo.

O terreno tem uma área total de 26 mil m² na avenida Ipanema, no bairro Ipanema Ville. Ele foi adquirido em 2013 por R$ 13 milhões, com o objetivo de sediar o Hospital Municipal de Sorocaba, que ainda não saiu do papel mas pode ser encontrado no site da Prefeitura Municipal, pelo link http://www.sorocaba.sp.gov.br/ppp/hospital-de-clinicas-de-sorocaba/.

Em julho de 2018, a Secretaria de Planejamento e Projetos divulgou que fará a concessão da área da garagem da antiga concessionária Transportes Coletivos Sorocaba (TCS) para a empresa que irá gerir o BRT (Bus Rapit Transit). A concessão prevista será por um período de 20 anos.

13 Comentários

  1. Poxa mas se a empresa que for administrar o brt .construir uma unidade de pronto atendimento. E doar 30 ambulância. Que mal tem isso?

    • Não teria mal algum, acontece que nessas condições a empresa perde o interesse no negócio. Ela quer “de mão beijada”. Querem a área e nao oferecem nada em contrapartida. Já estão ganhando a concessão por 20 anos e ainda acham pouco. É mole?

      #FORACRESPO

  2. Como é que esse sujeito quer doar o que nem dele é? Santa paciência povo sorocabano!

    #FORACRESPO

    • Quem comprou foi o Pannunzio, seguramente também não foi com o dinheiro dele, um terreno para fazer um hospital, num terreno que esta contaminado.
      Pensamento caipira, não adianta ter mil alqueires, se vc não tem como plantar.
      Nosso excelentíssimo prefeito quer fazer uma troca, apenas isso.

      • Deixa de ser desinformado. A verdade vc sabe mas usa de artimanhas para tentar ludibriar as pessoas que leem o seu comentário. Atitude baixa por sinal, usar de argumentação mentirosa.
        1 – O governo Pannunzio não comprou aquela área. Ali pertencia a empresa TCS que faliu e foi desapropriada.
        2 – Foi licitada uma empresa para averiguar a contaminação do solo por 28 mil e a empresa apos 3 meses de análise constatou que a área NÃO está CONTAMINADA.

        #ForaCrespo

      • O que tem o caipira seu imbecil?? Agronegócio é o que gera mais riqueza para o país e vc vem com asneira??
        Bairrista e provinciano é a forma de “gestão” do seu papi.. mentalidade retrógrada, desatualizada e só o.asno do filhote do maduro que não enxerga!! Se isso que falo fosse errado, o índice de aprovação deles seria maior que o do molusco que está na cadeia, com índice de aprovação milhares de vezes maior que seu prefeito preferido!! Cara consegue ser ruim demais, perder pra um cara preso!!! Vá ser ruim assim no inferno!!! Acorda!!!

      • Você deve ter déficit cognitivo , só pode .
        Vou explicar , quando eu disse que não adianta ter mil alqueires, se você não tem como plantar, por metáfora é o seguinte.
        Não adianta termos o terreno la para construir o hospital se o local esta contaminado e não pode ser construído, não tem nada com agronegócio, você não consegue associar crê com lé e se acha o dono da verdade.

      • S.r. Raul, entendo que o texto é longo e complicado, assim vou separara um naco do referido texto para ler.
        O terreno tem uma área total de 26 mil m² na avenida Ipanema, no bairro Ipanema Ville. Ele foi adquirido em 2013 por R$ 13 milhões, com o objetivo de sediar o Hospital Municipal de Sorocaba, que ainda não saiu do papel mas pode ser encontrado no site da Prefeitura.
        Veja no texto escrito pelo redator diz que foi comprado.
        Se não conseguir entender agora, peça ajuda

      • Rc, sugiro que o senhor se informe melhor, pesquise, e nao acredite em qualquer informação que recebe.
        Esse terreno, pertencia a massa falida da TCS. A empresa faliu deixando dívidas, esse terreno tem valor superior aos 13 milhões. O governo naquela ocasião tomou uma medida CORRETA, despropriando essa área. A área nao é contaminada como o senhor disse. E ficou na promessa de se tornar o novo Hospital Municipal de Sorocaba. O senhor seu padrinho, manteve a promessa em sua campanha, inclusive criticando o governo anterior, so que agora tambem nao cumpriu sua promessa. Por fim seu comentario é descabido. Resta saber se é proposital, devido ao seu caráter duvidoso, ou se é desinformação mesmo.

        Boa noite

    • Nem separando o texto, um pedacinho só e vc não consegue ler e entender ?
      Vou separar em tamanho menor , veja se consegue agora, força, vai que você consegue….
      “Ele foi adquirido em 2013 por R$ 13 milhões”

      • Falar contigo é perda de tempo, vc não sabe a diferença de uma compra e uma desapropriação. Sugiro ir até o padrinho e pedir para o excelentíssimo lhe dar uma aulinha rápida. Vc é inteligente irá entender rápido. É fácil! Outra sugestão é vc pesquisar, nesse mesmo periódico no dia 14/06/2018 o título da matéria diz: Terreno desapropriado por Pannunzio para hospital pode ser cedido a empresa BRT. Mas isso nem é tão importante assim, o problema é que o senhor é teimoso. Existe uma ligeira diferença entre compra e desapropriação.

        Abraço RC

        Como está o carnaval do Crespo?
        400 mil para cair uma chuva dessa em cima? Será que algum corajoso vai assistir essa porcaria?

        Kkkkkkkm

        #ForaCrespo

  3. Parabéns a Câmara Municipal.
    Hospital é mais necessário que uma garagem de ônibus.
    A empresa privada que adquira um local com recursos próprios para armazenar sua frota.

  4. E o atraso pra lá de suspeito das obras do BRT? Ninguém comentou nada? Quase seis meses desde o início e absolutamente NADA foi feito, mas as parcelas do empréstimo com certeza entraram no caixa da prefeitura. Isso ainda vai virar caso de polícia, aliás, mais um, o da assessora abnegada foi só o primeiro.

Comments are closed.