Tia de criança morta por suspeita de espancamento pelos pais quer proteger outro filho do casal

Os pais presos, Phelipe e Débora

Uma das irmãs do homem que foi preso com a esposa, suspeito de espancar e matar a filha de cinco anos, em Itapetininga, vai pedir a guarda do filho do casal de quatro anos. A tia paterna, que prefere não ser identificada, pretende contratar um advogado para dar entrada no pedido entre terça-feira (6) e a manhã de quarta-feira (7).

Os pais, Débora Rolim da Silva, de 24 anos, e Phelipe Douglas Alves, de 25 anos, presos no último sábado (3), viviam com três crianças, entre elas a Emanuelly, que morreu após ser espancada. A suspeita é que os ferimentos foram causados pela dupla. Além dela, o casal tem um menino de 4 anos e outra menina de 9 anos, filha de Débora com outro homem.

Depois da prisão do casal, as crianças foram acolhidas em um abrigo. Segundo a tia, a menina mais velha já saiu do abrigo e foi morar com o pai, mas o menino continua no abrigo.

Denúncia nas redes sociais

Pelas redes sociais, uma jovem identificada como Anny Martins conta que foi babá de Emanuelly, por três meses. Na página do Facebook, a jovem postou fotos da menina com vários hematomas nos olhos.

De acordo com a postagem, a foto foi tirada em janeiro de 2017. Na ocasião, questionou a a mãe sobre os ferimentos no rosto da criança; foi informada que a menina tinha caído da escada e se machucado. Porém, perguntou para irmã mais velha e soube que Emanuelly tinha sido espancada pela mãe.

Ainda na postagem, a babá conta que levou a criança até o Conselho Tutelar, mas depois dessa situação foi demitida. Uma equipe de conselheiros foi até a casa do casal. A mãe foi ouvida e negou a agressão. A criança foi levada ao Instituto Médico Legal (IML) e algum tempo depois o casal mudou de residência.

A prisão

O casal foi preso depois que a menina Emanuelly foi levada a uma unidade de saúde com vários hematomas. Os pais alegaram que ela caiu da cama e entrou em convulsão. O pai, Phelipe, tem registros de violência doméstica.

Nos primeiros anos de vida, a criança ficou em um abrigo devido à negligência e uso de drogas pelos pais. A mãe entrou com recurso e conseguiu recuperar a guarda, mas em 2016 perdeu de novo. No ano passado, a guarda foi novamente passada para a mãe após ela voltar a morar com Phelipe.