A pouco mais de um ano, a Prefeitura de Sorocaba, por meio as Secretaria de Segurança e Defesa Civil (Sesdec), lançou uma plataforma digital de segurança pública chamado Botão do Pânico. Esse aplicativo tem por finalidade ajudar mulheres vítimas de violência doméstica em Sorocaba.

Nesse período o Botão do Pânico tem mostrado números bem significativos. Para o Perfeito José Crespo, a iniciativa é uma das melhores do Brasil: “O Botão do Pânico de Sorocaba é um meio de ajudar mulheres vítimas de violência, visto que a Guarda Civil Municipal (GCM), quando acionada, desloca-se no tempo médio de dois minutos até o local da denúncia”, conclui o Prefeito. Atualmente o aplicativo possui 331 mulheres cadastradas.

Segundo dados divulgados pela Sesdec, em 2018 o aplicativo foi acionado 59 vezes, dessas, 10 foram enganos e 49 foram efetivados com 7 presos e 4 liberados. Em 2019, foram 88 acionamentos no total, sendo 35 enganos e 53 efetivos. Destes, 12 foram presos e 6 liberados.

Como funciona

A mulher que se sentir violentada deve procurar a polícia para registar Boletim de Ocorrência (B.O). Com o B.O em mãos, a mulher deve se dirigir ao Fórum e apresentar o caso a justiça que é responsável por liberar a medida protetiva após avaliação do caso. Em seguida a vítima é encaminhada ao Centro de Referência da Mulher – Cerem, que está vinculado à Secretaria de Igualdade e Assistência Social (Sias) para realizar o cadastramento no sistema Botão do Pânico.

Nesse atendimento realizado pelo Cerem, a vítima recebe todas as orientações sobre sua participação no programa de proteção e como utilizar o aplicativo que está conectado direto no seu aparelho celular.

Caso o botão seja acionado, imediatamente um aviso com a exata localização da vítima é enviado ao Centro de Operações e Inteligência (COI), da Guarda Civil Municipal (GCM).

O Cerem está localizado na Avenida Juscelino Kubitschek, 400, no Centro. A unidade presta atendimento gratuito especializado e contínuo às mulheres acima de 18 anos e residentes em Sorocaba de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. As mulheres que sofrem agressão também podem acionar a Central de Atendimento à Mulher pelo número 180.

Foto: Júlio Salvo

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