O vídeo publicado na página pessoal do prefeito José Crespo (DEM), em que ele se posiciona sobre os e-mails trocados entre ele, secretários municipais e a ex-assessora Tatiane Pólis, anexados no inquérito policial que investiga o Falso Voluntariado na Prefeitura de Sorocaba e a prática de crimes de Usurpação da Função Pública, desmentiu posicionamentos anteriores do próprio prefeito com relação ao início das atividades da “voluntária”. Além de confirmar a veracidade dos documentos, divulgados em primeira mão pelo IPA Online, o prefeito informou uma quarta data diferente para o início das atividades de Pólis como voluntária.

No vídeo gravado no gabinete do Paço Municipal nesta quinta-feira (18), ponto facultativo na Prefeitura, o prefeito reconhece a veracidade dos emails e, por volta de 1 minuto e 20 segundos, afirma que Tatiane Pólis iniciou seu trabalho voluntário em 2019. “Isto é com relação a um trabalho dela que ela passou a fazer, tão logo veio como voluntária, no mês de janeiro agora de 2019”. Veja o vídeo abaixo.

A versão do prefeito contrasta com suas respostas oficiais logo no início da crise do Falso Voluntariado, em fevereiro deste ano. Segundo a Prefeitura na época, em 13 de dezembro de 2018 a ex-assessora já era voluntária.

Porém, o termo de voluntariado de Tatiane Pólis apresentado pelo prefeito José Crespo à imprensa era datado de 17 de dezembro, já contrariando o próprio e-mail da Secretaria de Comunicação e Eventos, que dizia que a assessora já estava no voluntariado do Paço desde o dia 13 de dezembro.

Os e-mails entregues por Eloy de Oliveira à polícia civil, que já foram rastreados e checados pelos agentes e confirmados pelo prefeito Crespo no vídeo, mostram mensagens em que Tatiane Polis já era citada como “assessora de imagem” e desempenhando funções em atividades desde o início daquele mês.

Em um e-mail datado de 2 de dezembro, o prefeito destaca a ideia da “assessora de imagem” de criar o projeto “Prefeito por 1 dia”, onde alunos da rede municipal seriam escolhidos para atuar como prefeito da cidade. O projeto seria coordenado por Eloy, com a ajuda da “assessora”, e foi elogiado em outro e-mail pelo secretário de Educação de Sorocaba, André Gomes. “Ótima ideia! Parabéns, Tatusca! Parabéns, Prefeito! Eloy, conte comigo!”

Reprodução

Outra mensagem, de 8 de dezembro e publicada ontem pelo IPA Online, mostra que Crespo novamente trata Taty Pólis como ‘Doutora’ e passa para ela orientações sobre um esquema denominado ‘Gedai’, que tem como objetivo defender a postura dele nas redes sociais. Tal esquema já havia sido combinado com o ex-secretário Eloy e tinha o propósito de “melhorar” a condição de Crespo à opinião pública para a reeleição.

Eloy de Oliveira denunciou à polícia que Tatiane Pólis receberia um pagamento de R$ 11 mil mensais da agência de publicidade contratada pela Prefeitura, a Estação Primeira da Propaganda (Dgentil), para desempenhar as tais funções “voluntárias”. Todos os envolvidos negam os pagamentos.

Documento apresentado é ilegal

De acordo com o termo de voluntariado assinado por Crespo e Tatiane Pólis, ela trabalharia como voluntária em assessoria e consultoria em gestão comercial, administração, marketing e comunicação e teria como local base de serviço o endereço da Prefeitura de Sorocaba. Apesar de o termo indicar que a ex-assessora pode cumprir 5 horas semanais em dias variados, denúncias indicam que ela passava a maior parte do dia na prefeitura.

Além disso, o termo não apresenta carimbo da prefeitura, nem assinatura da secretária da Secid (obrigado por lei Lei nº 6.406, de 4 de junho de 2001, e foi regulamentado pelo decreto 22.930). Ela nunca foi incluída no cadastro de voluntários da Secretaria de Cidadania. O termo também desrespeita a lei federal 9.608/98.

A lei, citada em uma resposta pela Prefeitura como a que regeria o voluntariado de Tatiane, no entanto, considera serviço voluntário a atividade que tenha objetivos cívicos, culturais, educacionais, científicos, recreativos ou de assistência à pessoa. No caso da ex-assessora, no entanto, o documento cita que ela trabalharia como voluntária em assessoria e consultoria em gestão comercial, administração, marketing e comunicação, atividades incompatíveis com o preceito da lei federal citada.

O caso da ex-assessora, se comprovada a influência em atos e ações do Executivo Municipal, é tipificado como crime no Código Penal Brasileiro, em seu artigo 328, de usurpação da função pública, ou seja, exercer ou praticar ato de uma função que não lhe é devida. A punição se dá quando alguém, indevidamente, utiliza uma função pública alheia, praticando algum ato ou vontade correspondente.

Taty Polis registra o prefeito José Crespo durante reinauguração da UPH da Zona Norte

O prefeito José Crespo (DEM) foi indiciado, em outubro de 2018, por crime de responsabilidade na nomeação da ex-assessora, no caso do “Diploma Falso”. Tatiane Pólis foi condenada por apresentar diploma falso para ocupar o cargo de assessora do Executivo. Em 2017, Crespo chegou a ser afastado do cargo por 45 dias, em virtude do caso.

Tatiane Pólis foi condenada pela Justiça, em outubro de 2018, pelo uso de diploma falso. A decisão do juiz da 1ª Vara Criminal, Jayme Walmer de Freitas, condenou a ex-assessora a quatro anos de prisão em regime aberto e a pena será revertida em multa e prestação de serviço.

9 Comentários

  1. Kkkkk O problema da mentira é o esforço para lembrar qual foi a versão contada kkkkk parece que Odorico Paraguaçu caiu em contradição nas suas próprias mentiras kkkkkk

  2. crespo ta mais enrolado doque panqueca kkkkkkkkkk so falto jogar o molho em cima e o queijo ralado.kkkkkkkkkkkk RC tambem e outeo que logo logo ta tomando cafe la em aparecidinha

      • RC me fale seu nome, o presídio e a cela que vc estará preso juntamente com o mequetrefe do seu papi

        Vou mandar entregar algumas porções de pão de queijo da Padaria Real lá para vcs.

        Kkkkkk

      • Tadinho…. dai o bagulho que você estava fumando passou o efeito, e você acordou…kkkkk

  3. […] Crespo atacou a ligação de Eloy com Sorocaba em um momento de crise em seu governo, ao acusá-lo de mentir e ser “mentor de esquema de corrupção” após o ex-titular da Secom denunciar, durante depoimento à Polícia Civil, o salário de R$ 11 mil a Tatiane Polis, que atuava como voluntária para o prefeito, e vários e-mails que demonstram o poder de atuação que ela tinha ao lado do chefe do Executivo. […]

  4. Kkkk ele só cai em contradição, já vi umas 32 versões, tem problema mental tadinho, nossa que vergonha nossa cidade está passando…

  5. O problema da mentira é o esforço para lembrar qual foi a versão contada kkkkk parece que Odorico Paraguaçu caiu em contradição nas suas próprias mentiras kkkkkk

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