FOLHAPRESS

Danilo Garcia de Andrade, advogado da modelo Najila Trindade, que acusa Neymar de agressão e estupro, esteve na 6ª Delegacia de Defesa da Mulher, em São Paulo, na tarde desta segunda-feira (10), e disse para delegada Juliana Lopes Bussacos que deixará o caso se a sua cliente não entregar celular ou tablet com vídeo de sete minutos até a meia-noite.

A mulher registrou boletim de ocorrência, no último dia 31, acusando o jogador de estuprá-la no dia 15 de maio em um hotel em Paris. Ela teria imagens que comprovariam isso em seu tablet.

“Vim informar à delegada que eu não tenho o celular, nem o tablet. Ela [Najila] tem até meia-noite de hoje para entregar à delegada ou para mim. Eu me comprometi a trazer. Se não fizer isso até meia noite, eu deixo o caso. Não tem como defender uma pessoa que não entrega suas provas”, disse Andrade.

Em depoimento na sexta-feira (7) no prédio da 6ª DDM em Santo Amaro, zona sul de São Paulo, Najila prometeu entregar o aparelho celular nesta segunda-feira. Ela pediu prazo para salvar arquivos e agenda.

O suposto vídeo estaria em um tablet. No mesmo depoimento, a modelo disse que foi informada pelo ex-companheiro, Estivens Alves, sobre o desaparecimento do seu aparelho.

Alves disse à reportagem, na manhã desta segunda, que esteve no prédio para recolher seus pertences e do filho do casal, mas não confirmou se houve sumiço de objetos. “Eu apenas retirei o que é meu, do meu filho”, disse Alves.

O advogado Roberto Guasteli, contratado por Alves, foi à delegacia nesta tarde informar que o seu cliente foi ao apartamento retirar apenas um tablet de seu filho e entregou no 11º Distrito Policial, em Santo Amaro, um vídeo dele enquanto esteve no local.

“Segundo o Estivens, o tablet da Najila é um rosa e ele apenas retirou um tablet do filho, roupas e alguns pertences. Como tem sido veiculado que ele teria levado o tablet da Najila, ele está se defendendo das acusações. Ele vai prestar depoimento na quarta-feira”, diz Guasteli.

O vídeo de sete minutos seria a íntegra de um vídeo de pouco mais de um minuto, que vazou na última quarta-feira e mostra uma briga entre ela e o jogador no hotel. Em entrevista ao SBT na última quarta, a modelo diz que atraiu Neymar para filmá-lo no segundo encontro e comprovar que havia sido estuprada e agredida pelo atacante no dia anterior (15 de maio).

Em seu celular, que é aguardado pela polícia, a modelo também diz que há fotos e prints de conversas com Neymar e com uma amiga, com quem teria conversado sobre o que ocorreu entre ela e o jogador em um quarto de hotel em Paris.

Danilo é o primeiro advogado que se apresentou à delegada Bussacos. Antes dele, a modelo contratou José Edgard da Cunha Bueno Filho que, em vez de procurar a polícia, sugeriu buscar um acordo diretamente com Neymar.

Em carta, assinada por Bueno Filho e publicada pela TV Globo no último dia 3, o advogado diz que a primeira história, contada por Najila, relata uma relação consensual e que durante o ato Neymar teria ficado agressivo.

“No dia 31 de maio de 2019, a senhora registrou um boletim de ocorrência no qual capitulou o fato ocorrido como estupro, ou seja, alegação totalmente dissociada dos fatos descritos escritos por você aos nossos sócios, já que sempre afirmou que a relação mantida com o Neymar foi consensual, mas que durante o ato ele havia tornado-se uma pessoa violenta agredindo-a, sendo esse o fato típico central (agressão) pelo qual ele deveria ser responsabilizado civil e criminalmente”.

Em outro trecho, a carta diz: “por raiva ou vingança, vossa senhoria relatou no boletim de ocorrência registrado em 31 de maio de 2019 fatos descritos em desacordo com a realidade manifestada aos seus patronos, ou seja, compareceu à delegacia relatando que teria sido vítima de estupro quando, na realidade que nos foi demonstrada e ratificada por várias vezes, vossa senhoria teria sido vítima de agressões”.

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