Por Vanderlei Testa

“Salomão, o bebê está se mexendo e chegando!”. Calma Meire. A menina está feliz porque sabe que é amada por nós. Acho que chegou a hora de irmos ao hospital São Severino, diz Salomão. O médico marcou o parto lá. E o casal Meire e Salomão Pavlovsky, ansiosos, porque depois da primeira filha Cecilia era a vez da menina Tânia nascer.

Tânia, Meire e Cecília

Era o dia 9 de fevereiro. Uma data ensolarada com céu azul em Sorocaba. O destino era o bairro Santa Rosália sob a proteção da santinha italiana protetora da família Pereira da Silva, dona da Cia Nacional de Estamparia que, em homenagem a Severino Pereira da Silva, o patriarca da família, construiu o hospital, um dos poucos da cidade naquela época, além da Santa Casa.

Na maternidade entre vários meninos e meninas que nasceram nesse dia, uma era a Tânia. Paparicada, chegou a este mundo toda fofinha e com cabelos castanhos. No quarto, a mamãe Meire e o papai Salomão estavam orgulhosos em carregar no colo pela primeira vez o bebê que iria se juntar a irmãzinha no lar dos Pavlovsky. Berço novo, mamadeira, fraldas e roupinhas cor de rosa na gaveta perfumada com o aroma do perfume da mamãe.

O tempo foi passando. Agora a Tânia já estava em idade escolar, estudando no Instituto Santa Escolástica. Aprendia as primeiras letras com as professoras e irmãs do colégio, além da formação cultural à sua vida, muitos ensinamentos cristãos de respeito e amor ao próximo. A Escola Padilha e o Getúlio Vargas completaram o ciclo de estudos da jovem Tânia. Em casa a mamãe Meire e o papai Salomão, pessoas especiais ao meu olhar de amigo da família, abençoavam as filhas com uma educação ímpar.

Tânia a nossa homenageada aqui, na sua juventude conheceu o Pedro, natural de Campinas que estudava medicina na PUC em Sorocaba. Ele, filho da professora Therezinha e do médico cardiologista Pedro que registrou o filho no dia do seu nascimento em 10 de maio com o seu nome Pedro Luiz Dutra Megale. Foi um encontro de almas gêmeas sintonizadas com uma energia divina que permanece inalterada entre Tânia e Pedro nestes 33 anos de casados.

Namoro, noivado e casamento. Sempre muitos discretos, Tânia e o Pedro Megale se uniram em uma cerimônia reservada a seus familiares na capela da Catedral Metropolitana NS da Ponte. Umas trinta pessoas viveram esse momento sublime do matrimônio assistindo e dando bênçãos ao casal que se beijaram em frente ao altar como um ato simbólico de cumplicidade eterna. Na singeleza daquele dia romântico, como em um conto de fadas, as alianças e promessas do compromisso deram início à vida conjugal e familiar gerada por Therezinha e Pedro, Meire e Salomão.

A experiência da mamãe Meire agora era passada para a recém- casada Tânia. Em pouco tempo depois, a espera do bebê aguardado com sonhos em nove meses de gestação da Tânia resultou na chegada da menina Thais. A felicidade nascia no lar Pavlovsky Megale no primeiro chorinho da Thais, afeto dos avós, pais e familiares.

Thaís e Tânia

Quatro anos depois, mais uma gestação e o menino Fernando nascia deixando Tânia e Pedro extasiados com o casal de filhos. Imagino até que ele, como médico cardiologista sentiu sua frequência do coração pulsar diferente. E a Tânia uma especialista em comunicação pelas raízes da Rádio e TV de seus pais, sentiu as ondas sonoras do pulsar do filho Fernando em seu ventre como uma música de ninar a embalar seu coração de mãe. Hoje Fernando estuda e mora em São Paulo, capital.

Em outro salto no tempo, chegamos ao dia 6 de julho de 2019 com este artigo. Desejei fazer destas palavras uma história poética como é a vida do casal e filhos. É assim que sinto ao ver essa família. Há simplicidade, serenidade e respeito mútuo entre todos.

Guardo com carinho os momentos que convivi com o Salomão em vida. Aprendo com a dona Meire e filhas. Perguntei a Thais nesta semana o que pensa e sente de seus pais e finalizo com suas palavras que tocam na sensibilidade de filha, um sentimento aos pais que brota de um coração agradecido por ter nascido com o irmão Fernando neste lar abençoado por Deus: “ O que valorizo em meu pai é que ele é um homem com fé cristã, faz trabalho voluntário, bom humor (é extremamente engraçado e alegre), valoriza os amigos e pacientes e se dedica muito a medicina, trabalhando e estudando diariamente, além de participar de congressos para se manter sempre atualizado.

“O que valorizo em minha mãe é a força feminina, usando a minha avó como exemplo, que sempre trabalhou (as mulheres da família trabalham muito), empresária dedicada, e mãe generosa que amamos muito”.

E como em toda história de princesas e príncipes, acredito que Tânia e Pedro serão felizes para sempre!

 

 

Vanderlei Testa é jornalista e publicitário

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