Vocês já perceberam como tem muitos casais que namoram por anos a fio e que quando finalmente casam, essa relação dura pouquíssimo tempo? Refletindo sobre isto chego a uma única conclusão: a convivência do dia-a-dia morando sob o mesmo teto é algo extremamente complicado.

Isto me fez lembrar daquele ótimo filme estrelado por Jennifer Aniston e Vince Vaughn, Separados pelo Casamento, onde acontece exatamente isto: detalhes da rotina da vida a dois fazem com que eles terminem o relacionamento, transformando a vida um do outro num verdadeiro inferno. É claro que no filme a gente dá boas risadas, mas na vida real, é realmente difícil conviver com uma pessoa tão diferente de nós.

Acredito mesmo que várias questões possam influenciar para que a rotina na vida a dois se transforme num caos até que fique insuportável: criações, valores e até mesmo religiões distintas são fatores que pesam na dinâmica de um casal. Vou dar um exemplo: um homem que viveu a vida toda na casa da mãe, com comida na mesa, roupa lavada e cama arrumada, não vai, de uma hora para outra, depois de casar, contribuir com os afazeres domésticos de uma casa assim, num estalar de dedos. Infelizmente tem muito homem por aí achando que ao invés de uma mulher se casou com uma empregada ou pior ainda… Com a mãe dele!!! Conheço diversas mulheres que já passaram por essa situação.

O ex-marido de uma amiga muito próxima a mim implicava com ela por tudo: que a louça não estava bem lavada, que a camisa dele não estava bem passada, que a casa estava suja. Ao mesmo tempo, ele não contribuía em nada: não arrumava a cama, não passava um aspirador, não estendia uma roupa. E ainda cobrava dela, que tinha um bebê de 6 meses e amamentava, que estivesse linda, plena, de salto alto e fio dental pronta para uma noite de sexo selvagem. Menos né? Nem preciso contar aqui o que aconteceu… Ela se encheu e mandou ele contratar uma empregada e pediu o divórcio. Hoje a casa pode não estar tão arrumada, tem pia suja na cozinha do jantar que só será lavada no café da manhã e talvez a máquina de lavar esteja cheia de roupas para serem estendidas no varal… Mas em compensação, sobra amor, felicidade e leveza na vida desta mulher, que descobriu que é uma mulher de verdade, completa, que tem muito mais a oferecer do que uma casa limpa e arrumada.

Mas é claro que o casamento tem o seu lado bom também… Não acredito que seja uma instituição falida como muitos pregam. Há o companheirismo, o amor, a dedicação de casais que dão o exemplo, mesmo sendo pessoas tão diferentes. Tive essa experiência dentro de casa com meus pais, que ficaram casados por 49 anos… E foi “até que a morte nos separe” mesmo… Claro que passaram por diversas crises, mas souberam, com muita sabedoria, lidar com todas elas. Conheço casais mais jovens também, que sabem enfrentar essa questão da rotina no casamento com maestria. Assim como sei de homens que mandam muito bem, contribuem nos afazeres domésticos, no melhor estilo Rodrigo Hilbert, nosso sonho de consumo. Tudo é uma questão de adaptação e estar disposto. Acredite.

Então, minha querida, o conselho que eu te dou é: tenha muita paciência e muita conversa com seu parceiro. A rotina do dia a dia é desgastante mesmo e se não houver estes dois itens, a relação vai ladeira abaixo rapidinho. Porém, o mais importante é: pare e pense se você, dentro de sua casa, tem a colaboração de seu companheiro ou se somente é cobrada por dar conta de tudo, incluindo cuidar da casa e dos filhos, e dele, e ele não faz nada, somente coloca dinheiro em casa (existem homens que ainda usam isto como justificativa para não fazer sua parte em casa, pasmem!). Especialmente se o seu trabalho é este, o de mãe e dona-de-casa, um recado especial para você: se valorize, você realiza o trabalho mais difícil e mais recompensador do mundo (o de mãe) e aquele que nunca tem fim (o de dona-de-casa).

Então as palavras são valorização, colaboração, dedicação, comunicação e companheirismo. Nunca se esqueça disso.

Até a próxima semana.

Grande beijo,

DIVS

1 Comentário

  1. Respeito e companheirismo é a chave. Já fui casada com um folgado de criação que pensava que eu era mãe-empregada, culminando logicamente num divórcio. Mas, há esperança mulheres e homens, pois hoje vivo uma relação de respeito e companheirismo, onde meu namorido não se sente menos homem em me ajudar nas tarefas e ainda as faz cantando. 🙂

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