Quinta-feira, 17 de Maio de 2012

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 Andréa Freire

Jornalista e psicanalista

08/04/1220h12

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De cada canto um conto


Descobrindo novos contistas e divulgando talentos, o grupo Coesão Poética, de Sorocaba, realiza o 1º Concurso de Conto “Machado de Assis”, com inscrições abertas até o próximo dia 30 de abril.

 

Se você esperava um estímulo para retirar o conto do fundo da gaveta, agora é a oportunidade de revelar sua criação, não fique mais escondido!

 

Uma característica muito prazerosa desse concurso será a leitura dos contos nas eliminatórias! Estive presente na realização do Concurso de Poesia, em 2011, organizado também pelo Coesão Poética, e ouvir os poemas declamados pela interpretação primorosa de Dado Carvalho, um presente ao coração. Estou curiosa para ouvir os contos e me deixar levar pelas histórias dos autores participantes.

 

Podem se inscrever no 1º Concurso de Conto “Machado de Assis”, todos os interessados, com idade mínima de 18 anos e tema livre. O conto deve ser inédito, sem qualquer participação em outro concurso e nem publicado, seja em livro, coletânea, jornal, site, revista, etc.



Libere a sua imaginação e deixe fluir a inspiração!

 

Você pode inscrever até três contos, em língua portuguesa, digitados, com fonte Arial, corpo 12, espaçamento entrelinhas de 1,5 e no máximo, em três laudas.

 

Depois de dar à vida ao seu conto, é só enviar para o email coesaopoetica2011@gmail.com, assinado apenas com pseudônimo. Mas em outro anexo, você deverá registrar seu nome completo, pseudônimo, RG, grau de instrução, endereço completo e telefone de contato.

 

Vale destacar: os três primeiros colocados e o ganhador de menção honrosa serão premiados com troféus confeccionados exclusivamente para o concurso, assinados pela artista plástica Ana Maria Duarte.


Já deixe marcado na agenda, as eliminatórias, com direito à leitura de contos classificados, serão realizadas nos dias 12, 19 e 26 de maio na Oficina Cultural Grande Otelo, Praça Frei Baraúna, às 15 horas, em Sorocaba.

 

O recado está dado! Espero por você neste concurso! Todas as informações podem ser obtidas no blog do Coesão Poética (aproveite e leia os poemas publicados, uma viagem estimulante pelo universo da poesia): http://coesaopoetica2011.blogspot.com.br/

 

Abraço forte, 

aos organizadores e a você.

Andréa Freire

Jornalista e Psicanalista

22/01/1211h40

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Chega de Preservar a Dor


É muito fácil guardar o que nos machucou, até o embrulhamos em papel  impermeável para protegê-lo do tempo e assim fique intacto dentro de nós. Às vezes tiramos da gaveta e deixamos exposto no centro do nosso coração, revivemos o momento e fazemos questão que todos saibam de sua existência. Nos apegamos ao sofrimento... Mas como isso?


 


Comprovadamente, seja pela ciência ou pelo estudo da psique humana, o sofrimento causado pelo trauma ou por situações em que somos atingidos por algo ou alguém, acompanha em nós um sentimento desagradável, ruim, doloroso, negativo. Até mesmo a não realização de um desejo leva à mesma consequência. Assim, essa dor fica guardada dentro de nossa mente. Lembrar do que a causou faz com que a sintamos como da primeira vez, porque assim ela permanecerá, do jeito que estava quando nos atingiu. A dor fica intacta no decorrer no tempo, dos dias, dos meses, dos anos. Muitas pessoas sofrem no corpo as dores guardadas na mente e adoecem. São atingidas pela doenças psicossomáticas. Além de um tratamento medicamentoso, a terapia é um caminho imprescindível para chegar à cura. Identificar a origem do sintoma para depois livrar-se dele.

 

Todos nós guardamos dores dentro de nós, uns mais outros menos. Há quem consegue refletir sobre o fato, compreender de uma forma positiva e assim, superar sem grandes danos. Infelizmente, muitos são os que se tornaram um grande baú de dores. Mágoa, ressentimento, rancor são os embrulhos que colocamos em dores que permanecem tão fortes e intactas dentro de nós. Fazemos questão de mostrar ao mundo. Mas de vítimas, nos tornamos algozes, de nós mesmos! Nós adultos, somos experientes nisso.

 

Perdoar o outro, a vida, a si mesmo, até mesmo um acontecimento, é um passo essencial na superação do mal causado pela dor guardada. Ver o próximo como um ser humano falho feito nós, que a vida contém alegria e tristeza, que o mundo não conspira contra nós, que perdas e ganhos trazem experiências, são maneiras de superar o sofrimento, de amadurecer interiormente, de conhecer de fato a essência de estar feliz.


 


Para finalizar, volto ao começo! Que tal embrulharmos em um lindo papel, protegendo do tempo, das adversidades da vida, das mudanças e do avanço da idade, todas as lembranças bonitas que temos? Alegria, prazer, paz, emoções boas, preservá-las para sempre em nós! Colocar no meio da sala para todo mundo ver os sentimentos positivos que carregamos e o quanto nossa vida, apesar de sofrida e difícil às vezes, também tem belos e felizes momentos!


Andréa Freire
Jornalista e Psicanalista

www.apoetadealcova.com

www.osabordamaturidade.com

22/12/1114h25

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O nascimento de todos nós


Celebro as festas de fim de ano, não fujo da tradição, que na verdade incorporou-se aos meus valores pessoais. Tenho meu modo particular de celebrar as datas, mais espiritualizado.

 

Não sou contra o sentido de presentear, ceias fartas à meia-noite, a fantasia do Papai Noel... não me agrada o consumismo, o sentido restrito da comilança, a exaltação da figura do bom velhinho unicamente...  Natal, originalmente, foi instituído como a celebração do nascimento de Jesus, mais ainda, da vida em si, da nossa proposta de vida nova, de nascer de novo.


A vida que nasce todos os dias! 


Assim vivo o Natal. Com o sentido religioso e espiritual, creio que reviver o sentido do nosso nascimento seja oportuno no fim do ano. Depois da pressão dos mais de 300 dias, com a correria da vida moderna, os problemas a resolver, as dores e os cansaços, enfim, depois de um ano todo em que nos consumimos em lutas diárias, algumas delas sem sentido, nada melhor que nascermos novamente para o ano que se aproxima. Fechar um ciclo, terminar o livro, guardar o caderno de folhas preenchidas com histórias de alegrias e tristezas, perdas e conquistas, deixar que o ano termine para que outro comece, ter em mãos um caderno com folhas em branco para preencher! Desapegar da vida vivida! Deixar ir o passado e chegar o futuro.

 

Não é hipocrisia, é tempo de reconciliação sim, de rever os valores, de escolher por libertar-se do que nos aprisiona... se é tempo de deixar de lado as desavenças e abraçar as diferenças, por que não? Podemos fazer isso diariamente, não tenho dúvida, porém, para os que se encontram na turbulência de um ano inteiro, as datas de Natal e Ano Novo convidam a uma paradinha, à reflexão, uma avaliação interior... e por que não mudar?

 

Psicanaliticamente falando também, resistir à mudança é sofrer ainda mais com ela, porque mudamos todos os dias, nosso organismo, os traços do rosto, o corpo, as emoções, os projetos, as metas, mudamos de rua, de calçada, de casa, de roupa... Por que não mudar os valores quando estes já não têm sentido? Por que não mudar nosso comportamento se ele nos corrompe, nos fere, nos leva a derrota ou a lugar nenhum? Por que não mudar o jeito de olhar a vida, de uma maneira mais ampla, mais ilimitada, sem mágoas ou raiva, sem nos vitimarmos, sem a culparmos? Por que não mudar os conceitos ultrapassados, que nos impedem de seguir adiante e de um melhor relacionamento conosco e com o outro?

 

Para mim, a época do Natal e do Ano Novo reafirma o meu nascimento para o novo, à vida plena, de deixar para trás o que passou e receber o que virá de braços abertos... de acreditar que tudo sim, pode ser melhor, que a vida começa todos os dias... que lutas virão e a vida é feita de movimento, de seguir adiante, do inesperado misturando-se com o planejado, de mudanças de caminhos, de encontros e desencontros, do amor que chega, da paz que se acomoda em mim nos dias difíceis.

 

Aceito o desafio de começar um novo ano... deixar 2011 partir... de nascer novamente para a vida, enxergá-la com olhares de descobridora, reaprender o que for preciso, ser uma aprendiz, que a vida me ensine um novo jeito de andar com as próprias pernas... que todos e ninguém estarão comigo... mas eu sim, serei a minha companhia certa e presente, sempre.

 

Vamos nascer novamente? Está comigo nesse desafio?

 

Tenha um Natal de amor e paz! Que 2012 seja de realizações, com alegria, saúde, fé, esperança, força e tudo mais que precisar.

 

Vamos abrir as janelas para a vida nova!


Forte abraço!

 

Andréa Freire

Jornalista e Psicanalista da ANEP
http://www.apoetadealcova.com/
http://www.osabordamaturidade.com/


Fotos da Cantata de Natal 2011 - Sorocaba/SP - da Ferratini Produções Culturais.

Fotógrafo: Rodrigo Moura

http://www.photolitho.com.br/

03/11/1112h47

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A estrada do conhecer-se


Saber como chegar ao lugar de destino é cômodo e facilitador, nos sentimos seguros, pois há uma considerável redução de riscos.



Quando o caminho é desconhecido, nossa atenção tem que ser redobrada, o trajeto é incerto, procuramos nos prevenir de todos os perigos possíveis, principalmente de nos perder, o tempo de locomoção pode ser mais demorado, buscamos alguém que nos explique detalhadamente a estrada ou nos certificamos de ter um mapa em mão para seguir viagem. Tais atitudes revelam prudência? Insegurança? Medo? Responsabilidade? Preservação? Controle? 


Já as pessoas de alma aventureira buscam justamente o caminho desconhecido, o incerto, o mistério, sair da rotina, são conquistadores de terras nas quais nunca pisaram e despertam desafios. Tais indivíduos costumam apreciar o novo caminho, têm olhos curiosos, cada espaço é especial para sua alma que tem sede do novo, não têm pressa, o processo é tão interessante quanto o fim.  Há quem coloca a vida em perigo, mas a adrenalina de superar-se, de alcançar a meta, de vencer o improvável, é muito maior. Inconsequentes? Corajosos? Seguros? Impulsivos? Livres?


Conheço pessoas que vão sempre aos mesmos lugares. E dizem: “lá eu conheço, me sinto melhor, não há risco de me decepcionar”. Outras que sempre buscam um lugar novo, não vão ao mesmo local com frequência e não existe programa, falam: “na hora decido aonde ir, o que pintar, estou dentro”!


Em qual perfil nos encaixamos? Qual postura defendemos? Cada um possui argumentos para justificar suas atitudes. Não crio aqui o grupo do certo e do errado. Na verdade, quero fazer sim uma analogia à estrada do conhecer-se. Ela não tem um mapa definido, faz-se no trajeto, possui paisagens que nos são familiares e também outras que jamais imaginamos ver, há momentos de segurança e outros tantos de temor, mudança e conversão de rota, paradas no caminho.


A estrada do conhecer-se é uma mistura do novo e do antigo, do conhecido e do incerto, certezas se diluem em “nãos”, encontros acontecem em perdas, a ordem se estabelece no caos, a verdade impera, passado, presente e futuro se entrelaçam e cada um segue seu rumo.


Temos coragem de seguir nessa estrada? O medo do que encontraremos em nós é maior? Sair do comodismo é difícil demais? Admitir fraquezas e a necessidade de ajuda fere nosso orgulho? Nos contentar apenas em ver nossa imagem no espelho não é superficial demais?


Quanto mais nos conhecemos, mais existimos de fato, e não personagens que criamos para nós mesmos, além das pessoas. Temos verdades próprias. Avançamos nossos limites. Superamos barreiras. Fechamos feridas abertas. Perdoamos. Recomeçamos. Nos fortalecemos. Amadurecemos.


Descobrimos novos caminhos na vida, aprendemos a superar frustrações e enfrentar os medos. Somos mais sinceros conosco e com o outro. Resgatamos sonhos perdidos, abandonamos projetos alheios para planejar e realizar o que almejamos. Aceitamos que o inevitável existe, buscamos a novidade, olhamos as mesmas paisagens com uma nova visão, nos preservamos melhor, mas também nos lançamos ao desconhecido.


A estrada do conhecer-se é fundamental para nos realizarmos de fato, como seres humanos. É descobrir o vasto universo interior e compreender que cada um tem o seu, tão belo e tão dolorido quanto o nosso. Que estamos todos juntos nessa viagem de viver, sozinhos ou de mãos dadas.



Andréa Freire
Jornalista e Psicanalista da ANEP
http://www.apoetadealcova.com/
http://www.osabordamaturidade.com/


* Mensalmente, a ANEP - Associação Nacional de Estudos Psicanalíticos realiza o Encontro "Saberes e Dizeres", com temas contemporâneos. Participe! Saiba mais:
http://www.aneppsicanalise.blogspot.com/

28/09/1117h30

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Coesão Poética: poesias e seus autores


Uma festa cultural marcou a final do I Concurso de Poesia realizado pelo grupo “Coesão Poética”, no último sábado, 24, na Oficina Cultural Grande Otelo: música, dança, performance, artes plásticas e muita poesia!



Instalação de Ana Duarte: poesias em garrafas. Que tal beber arte?!


Das vinte obras classificadas, conheça os vencedores do concurso, deguste, admire, deixe as poesias entrarem pelos seus cinco sentidos!


Os vencedores foram presenteados com os belos troféus assinados pela artista plástica e poeta Ana Duarte, criados especialmente para a ocasião.




Parabéns ao grupo pela realização deste evento que incentiva e valoriza a arte da poesia e seus criadores!


Este espaço é dos poetas! Aprecie sem moderação...

 

Abraço,

Andréa Freire

Jornalista e Psicanalista

 

Primeiro lugar:




ESTE É O NOSSO RIO

José Manuel Ortega Blaz

 

Ouvi falar do Rio do Peixe,

do Iperó, em Araçoiaba,

do poluído Tietê,

do famoso Piracicaba.

Já vi tanto rio imundo;

para ver pedrinhas no fundo,

hoje é no Rio Sorocaba.

 

É da ponte de Pinheiros

que eu fico observando

as águas que vão correndo

como um espelho brilhando.

Muitos anos se passaram;

um presente aos Sorocabanos

que tanto estavam esperando.

 

As águas já não corriam,

estavam escuras iguais a um cimento.

O nosso rio quase morto

passou por um tratamento.

O Sorocaba teve sorte,

escapando assim da morte,

melhorou cem por cento.

 

Há muitos anos atrás,

quando os tropeiros chegavam,

wra na beira do rio

o lugar que eles pousavam.

Tropas do sul e do norte,

também boiada de corte.

Compradores negociavam

com amor e muito esforço.

 

Também criatividade.

Nada resiste ao trabalho

quando se tem boa vontade.

A cidade ficou mais bonita,

o rio é um cartão de visita

para quem vem de outras cidades.

 

Quando quero comer um peixe,

não precisa desespero.

Eu sento em cima do tubo,

não corre esgoto no bueiro,

não demora quase nada.

Traíra já está fisgada,

o meu salmão brasileiro.

 

Tem pista de caminhada.

A ciclovia não tem fim.

Eu pedalo bem cedinho,

não tem orvalho e capim.

Vejo garças por todo lado,

com o pescoçinho espichado,

corpinho de manequim.

 

Nas margens, mata e gramado.

A barranca nunca racha.

O rio desassoreado

corre dentro de sua caixa.

Tudo verde, é uma beleza.

É um quadro da natureza;

não se apaga com borracha.

 

 

Segundo lugar:

 



REFLEXÃO

Nathália Terziani

 

Espelho, espelho meu,
já nem sei mais quem sou eu.
A face que encontro agora
nunca antes me apareceu.

Espelho, espelho meu,
já lhe disse uma vez ou duas
sobre minhas ideias um tanto quanto seminuas:
descobriram-me! E não sei como aconteceu...

Espelho, espelho meu,
minha fala emudeceu;
embranqueci como cera
diante de algo que me ocorreu

Espelho, espelho meu,
seria só o espelho
que me parece estilhaçar
ou seria eu?

Terceiro lugar:


 


A ROSA E AS ROSAS

Josias Gomes

 

O amor verdadeiro é rosa

Mesmo a rosa não sendo rosa

Tem de haver rosas!

 

Toda tarde, trazia nas mãos uma rosa.

Não importava a cor da rosa.

Era uma rosa!

E uma rosa morena, esperava por esta rosa.

Rosa cheirosa, cheirosa a rosa.

Seus olhos brilhavam ao ver a rosa,

rosa maravilhosa, maravilhosa a rosa.

E o amor se fez em rosas.

Rosa viçosa, viçosa a rosa.

Rosa formosa, formosa a rosa.

E o espinho de quem trazia a rosa

não incomodava a rosa

porque o sincero amor é rosa.

Palavras de amor em pétalas de rosas

caiam sobre o corpo da morena rosa

e desse corpo floral nasciam botões de rosas

brancas, amarelas, vermelhas e rosas.

Formou-se então, um jardim de rosas.

E quem os vê suspiram, que belas rosas!

Por amor e por poder dar-te uma rosa,

agradeço-te e digo-te, nosso amor e a nossa felicidade vestem-se de rosas.

Por ter nascido simplesmente de uma rosa,

minha pequena e grande... morena rosa!

 

Prêmio de Menção Honrosa:



Recebendo o troféu da poetisa Cassia Amaral


BELEZA INDÔMITA

Carolina Meneghin Guimarães Casconi

 

O vento soprava manso e quente...

fazendo com que os longos e negros

cabelos de Ayuponã flamulassem ao léu.

O suave perfume de rosas e jasmins

que exalava de suas densas madeixas

flutuava com a brisa,

deixando quem por ali passasse inebriado..

Ah, bela índia de pele amendoada,

cujos olhos têm o doce negro da jabuticaba madura,

cujo olhar fere mais que suas fechas..

Leva-me para teus braços

e neles deixa-me repousar,

pois sei que logo, tão logo,

meus dias hão de findar.

 

Fotos: Rodrigo Moura

http://www.photolitho.com.br/

 

Conheça mais do “Coesão Poética” e veja a cobertura do evento:

AQUI.

 

23/09/1111h37

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Sempre Poesia!


 

Que prazer estar entre poetas! Que aura e energia poderosas nos envolve... o sorriso de alma se expressando, olhos como espelho interior das emoções.


Conheci os integrantes do “Coesão Poética” através da amiga poeta Cassia Amaral, mulher que exala versos quando solta a voz e os gestos.



Cassia Amaral


Estive nas duas eliminatórias do concurso de poesia realizado pelo grupo nas dependências da Oficina Cultural Grande Otelo (Sorocaba), com a presença dos participantes.


Ouvir uma a uma, tentando acompanhar o (a) poeta em seu caminho de versos foi uma contemplação pelos cinco sentidos. Corações abertos, entregues, transbordando uma porção valiosa de si mesmos, revelando-se, encontrando-se...


Declamadas pelo poeta Dado Carvalho e sua voz densa, macia, capturando os sentimentos do papel, as poesias chegaram sem ruídos aos nossos ouvidos.



Dado Carvalho


E nesses encontros pude ainda rever com mais tempo a amiga, que admiro, artista plástica e poeta Ana Duarte, mulher da arte em sua essência, da transcendência, com quem vivi momentos inesquecíveis durante o projeto multimídia “Terra Rasgada”. Que saudade boa...



Ana Duarte


Tive a oportunidade de conhecer um pouco da veia criativa dos membros do “Coesão Poética” e que diversidade! A poesia é assim, muitas!



Córdoba Junior


Fiz uma pequena viagem no tempo, ao ver a poesia de Ana Duarte datilografada no papel sulfite. Que sensação deliciosa, que conexão com minha juventude, quando aos 16 anos comecei a entregar minha alma ao papel... a sinfonia das teclas da máquina de escrever... minha companhia pela madrugada adentro... Hoje digito no computador meus versos, o que ainda considero mágico, com a aura de uma criação nascendo, o big bang poético.


O grupo “Coesão Poética” tem muitos projetos, com apoio da administração municipal, deverá realizar mais atividades e até mesmo a publicação de livros. É um espaço no qual todos os poetas podem participar, de Sorocaba e região.



Jairo Valio


O presidente, também músico compositor, Oswaldo Biancardi Sobrinho, fala com firmeza e segurança dos propósitos do “Coesão Poética”, à frente do grupo, demonstra a seriedade com que a poesia deve ser tratada, não sisuda ou pesada, mas de respeito e consideração merecidos... aos poetas, ele também estende os braços.



Oswaldo Biancardi Sobrinho


Enfim, por tudo que disse, é possível perceber o quanto fui bem recebida pelo grupo! Meu amigo, fotógrafo e poeta Rodrigo Moura também está entusiasmado e envolveu-se como eu com tudo que partilhamos nos dois encontros.


Que tal participar do “Coesão Poética”? O grupo se encontrará no Parque da Biquinha (Av. Comendador Pereira Inácio, 1112), no próximo dia 1º de outubro, às 14h30, para um sarau aberto à apresentação dos presentes.


Mas antes, você pode participar da grande final do concurso de poesia do “Coesão Poética”, neste sábado, 24, às 14h30, na Oficina Cultural Grande Otelo (Praça Frei Baraúna), com apresentação de performances, música e dança.


A comissão julgadora do concurso é formada pelo amigo querido, diretor, ator e dramaturgo, Julio Carrara (outro encontro prazeroso que tive, alguém que admiro há anos pelo seu trabalho com o teatro e agora como autor de radionovela pela RBN Sorocaba, AM 1080), Nicanor Pereira da Silva e Angelis Toral.



Julio Carrara, Nicanor Pereira e Angelis Toral


Conheça mais sobre o “Coesão Poética” acessando o blog: http://coesaopoetica2011.blogspot.com/

 

Fotos de Rodrigo Moura:

http://www.photolitho.com.br/

 

Abraço,

até a próxima,

 

Andréa Freire

Jornalista e Psicanalista

www.apoetadealcova.com

www.osabordamaturidade.com

31/08/1113h53

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Que tal conhecermos a psique humana?


Quem se interessa pela psique humana, busca o autoconhecimento e reflete sobre a sociedade atual, tem agora a oportunidade de mensalmente tirar suas dúvidas, buscar um diálogo franco e direto, ainda, de conhecer conceitos e posições diversas sobre temas contemporâneos que permeiam a vida de todos nós.

 

O Encontro “Saberes e Dizeres” foi lançado no último dia 25 de agosto, com o tema “O Ser Humano e a Afetividade”. Uma realização da ANEP – Associação Nacional de Estudos Psicanalíticos.



Os convidados Daniel Lopes, Inácio Marchette, Sérgio Hübner, Marcia Frati e eu mediando o debate


No próximo dia 29 de setembro será discutido sobre “A Sexualidade na Atualidade”, com a presença de convidados debatedores (em breve, divulgação completa). O evento acontecerá a partir das 19 horas, no mesmo local: Livraria Espaço Alexandria, Avenida Barão de Tatuí, 1377, em Sorocaba.



A Livraria Espaço Alexandria é o nosso espaço para a reflexão de temas atuais



Profissionais da Psicologia, Psicanálise, advogados, fotógrafos, entre outros, formaram o público atento


Desta vez, convido você a ver a cobertura do Encontro “Saberes e Dizeres” no Blog da ANEP: http://www.aneppsicanalise.blogspot.com/

 

Vale lembrar: a ANEP oferece formação em Psicanálise e ainda atendimento individual e em grupo.


 

 

Abraço

Andréa Freire

Jornalista e Educadora

Cursando Especialização em Psicanálise pela ANEP


Fotos de Rodrigo Moura:

www.photolitho.com.br



18/08/1119h12

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O Ser Humano e a Afetividade


Verdade comprovada pela ciência, no ventre de nossa mãe sentimos tudo que ela sente, somos receptores do que envolve seu mundo. Alegria, tristeza, susto, alívio, paz, tormento, aceitação, recusa... não escolhemos o que chega até nós, simplesmente recebemos tudo!


Depois que nascemos, o calor, o cheiro, a voz, o toque, de nossos pais, em especial da mãe, são fundamentais para que reconheçamos o universo exterior, a existência de outros seres além de nós mesmos, se faz nesses primeiros contatos o conhecimento primordial da afetividade, fundamental na formação de nossa personalidade.


Nos primeiros anos de vida ela vai se cristalizando em nós. Até os sete anos forma-se o conceito pessoal de afetividade. Como a recebemos do seio familiar e do primeiro convívio social (a escola) nos marcará ao longo da vida.


Na adolescência, a afetividade é vida ou morte. A intensidade nos engole a tal ponto que amamos e odiamos tudo. É uma mistura de bom e ruim, ao mesmo tempo em que rimos, choramos.


Observo: pessoas que pouco foram tocadas em sua formação (ainda crianças), não trocaram carinho com os pais, não ouviram ou verbalizaram palavras de amor, têm dificuldade de demonstrar afetividade.


Já as que transitaram com desenvoltura pelos abraços e beijos dos pais, expressaram sem medo seus sentimentos, aprenderam a lidar com o amor e o ódio, que reconheceram em si e no outro a afetividade, não têm dificuldade de expressá-la quando jovens e adultos.


Não precisamos estudar Psicanálise para entendermos e comprovarmos o importante papel da afetividade em nossa vida.


Desde a primeira demonstração de afeto na humanidade até os dias de hoje, a sua expressão tem passado por mudanças. Entretanto, seja qual for o avanço da ciência e da tecnologia, não é possível comprar afetividade na farmácia da esquina, estalar os dedos e preencher o vazio de sua falta, nem mesmo as propagandas vulgarizando-a conseguirão tirar dela toda sua profundidade.


Conhecer nossa afetividade é primordial para nosso reconhecimento quanto pessoa, em atos e palavras, pensamentos e emoções. Superar conflitos, sanar problemas de relacionamento, aprendendo a dar o melhor de nós ao outro.


Que tal refletir com mais profundidade sobre isso? Você tem a oportunidade!


“O ser humano e a afetividade” é o tema do encontro “Saberes e Dizeres”, que a ANEP – Associação Nacional de Estudos Psicanalíticos, no próximo dia 25, quinta-feira, das 19 às 21 horas, no Espaço Livraria Alexandria, em Sorocaba, Avenida Barão de Tatuí, 1377, entrada franca.


O assunto será discutido pela psicanalista Marcia Frati (diretora da ANEP), o médico e psicoterapeuta Sérgio Hübner, o psicanalista Daniel Lopes e o empresário Inácio Marchette, com a participação do público presente.


É uma oportunidade excepcional para discutirmos sobre afetividade com prismas diferentes, enriquecendo o debate. Você que vê a Psicanálise como algo complicado ou coisa de louco, vai se surpreender em compreender o quanto ela está inserida em nossa vida.


A proposta da organizadora, a psicanalista Márcia Frati, é de que o encontro “Saberes e Dizeres” seja mensal, sempre com um tema diferente. O de setembro já está escolhido: “A sexualidade na atualidade”. Imperdível também!


Quero aproveitar para parabenizar e agradecer o empresário Rodrigo Bérgamo, da Livraria Espaço Alexandria, pelo espaço aberto e por abraçar essa ideia de maneira tão incentivadora, valorizando o projeto e colocando o local (belíssimo) à disposição da ANEP.

Espero por você lá!


Conheça a ANEP:

http://aneppsicanalise.com.br/ e http://aneppsicanalise.blogspot.com/

 

Abraço

Andréa Freire

Jornalista e Educadora

Cursando Especialização em Psicanálise pela ANEP

www.apoetadealcova.com
www.osabordamaturidade.com


09/08/1118h44

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Louise Bourgeois e a arte salvadora!


Louise Bourgeois


Encontra-se no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, a exposição “Louise Bourgeois – O Retorno do Desejo Proibido”, até o próximo dia 28 de agosto, com entrada franca. As obras da artista plástica nos levam à uma viagem pela psicanálise pura. Aliás, as criações têm íntima ligação com a psique da própria autora. “A arte é uma garantia de sanidade”, afirmou.



Rejeição - de Louise Bougeois

A francesa Louise Bourgeois (1911 – 2010) elaborou seus conflitos no fazer de suas obras, pelas suas mãos extravasou suas dores, seus traumas, sua superação; deu o formato plástico às teorias de Freud e Jung; contou sua história densa em revelações contundentes; criou conceitos e formulações da psique. As obras de Louise Bourgeois foram confeccionadas com metal, madeira, tecido, linhas, agulha, entre outros materiais.


Arco da Histeria - de Louise Bougeois

Pulsões de vida, morte, ódio, amor, medo, angústia, comuns no ser humano, estão presentes nas criações de Louise Bourgeois. Há referências à sua infância e relação com os pais.



A Destruição do Pai - de Louise Bougeois


A artista plástica fez análise com um discípulo de Freud entre as décadas de 50 e 80, Dr. Henry Lowenfeld. A psicanálise extravasou o consultório, penetrou em suas obras, despertou-lhe o interesse de aprofundar-se no estudo da psique, e o fez, lendo Sigmund Freud, Carl Jung, Melanie Klein, Anna Freud, Wilhelm Reich, entre outros.


No Instituto Tomie Ohtake estão suas obras emblemáticas, “Aranha”, é uma delas, em homenagem a sua mãe.



Aranha - de Louise Bougeois


A visita à exposição foi uma experiência única, pois pude exercitar a análise psicanalítica por meio das obras de arte. Cursando Especialização em Psicanálise, com o conteúdo apreendido pude ir além de uma apreciação superficial da exposição. O passeio cultural psicanalítico foi promovido pela ANEP – Associação Nacional de Estudos Psicanalíticos, com a presença de colegas e diretores.


Na ocasião, ainda tive o prazer e a oportunidade de me aprofundar mais na história de Louise Bourgeois, ao assistir o espetáculo sobre a artista plástica, apresentado por Denise Stoklos, “Faço, Refaço, Desfaço”, apresentado no mesmo local.


Não se preocupe se você não tem conhecimento da Psicanálise, a disposição em mergulhar no universo da exposição, de assimilar a arte reflexiva e questionadora, de arriscar novos olhares sobre a natureza humana, serão o suficiente para que tenha uma experiência no mínimo interessante.



Dar ou Tomar - de Louise Bougeois


O estranhamento faz parte de um primeiro olhar sobre as peças e instalações, porém, quebrando a rigidez na observação, você aproveitará da liberdade que Louise Bourgeois lhe oferece para conhecê-la (e que tal arriscar-se no autoconhecimento pelo caminho da arte?).

 


Serviço:
“Louise Bourgeois – O Retorno do Desejo Proibido”
Até o dia 28 de agosto de 2011
Terça a domingo, das 11 às 20 horas
Entrada gratuita
Instituto Tomie Ohtake
Avenida Faria Lima, 201
Entrada pela Rua Coropés, Pinheiros, São Paulo

Abraço,

Andréa Freire

Jornalista e Educadora

Cursando Especialização em Psicanálise pela ANEP


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www.twitter.com/apoetadealcova

01/08/1123h58

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A beleza da longevidade



Uma das autoras, Elisabeth Rodrigues, na abertura
da exposição "O Sabor da Maturidade"


Por muito tempo, amadurecer significava exclusivamente envelhecer. Ficar idoso era uma sina fatídica. Quantas vezes ouvi que restava apenas esperar as doenças chegarem, cuidar da casa, tomar conta dos netos, assistir ao futebol pela TV, acompanhar a novela, se acomodar em uma rotina sem projetos.



Izabel Negrette, autora da exposição

Longevidade é um conceito novo entre nós, brasileiros, estamos vivendo mais, a expectativa de vida, em média, é de 73 anos. A chamada terceira idade está buscando a prevenção de doenças, o bem estar da mente e do corpo, atividades físicas e intelectuais. Quantas pessoas da maturidade voltaram a estudar, entraram na faculdade, realizam sonhos da juventude, cantam, encenam, expõem o dom literário, estão sonhando e realizando.


É a beleza da longevidade! Estamos na época de reconhecê-la. O tempo não é um inimigo da idade, ao contrário, está a seu favor. A maturidade traz mais experiência e conhecimento, favorece a sabedoria, é o tempo de dedicar-se a si mesmo.



Assunta Bottosso escreveu sobre o "Amor"


Nesta postagem quero justamente mostrar essa beleza, envolvida com a arte e a literatura, mulheres que encantam com as palavras, com a força de viver, com um olhar aberto para o novo, valorizando a própria história e se colocando no mundo como pessoas que têm muito a oferecer para a família e a sociedade.


A abertura da exposição “O Sabor da Maturidade” alcançou minhas expectativas. Em torno de 30 pessoas estiveram presentes, todos os lugares foram ocupados. Foi um reencontro com minhas ex-alunas, desde o fim do curso “Cenas da Vida em Foco”, ministrado na Universidade da Terceira Idade (Uniso), em 2010. Celebramos a beleza da longevidade!



Espaço recebeu  público atento


A palestra, evento de abertura, “Superando os conflitos da terceira idade”, despertou interesse e participação do público. A psicanalista Marcia Frati abordou o assunto com leveza, com sua devida importância, tratando de tópicos que orientaram para uma maturidade de qualidade.



Marcia Frati em palestra na Livraria Espaço Alexandria


Convido você a visitar a exposição “O Sabor da Maturidade” e saborear as belas fotos de Rodrigo Moura que inspiraram as palavras sensíveis de Assunta Bottosso, Alzira Camargo, Carmen de Abreu, Cecília Rocha, Izabel Negrette, Edna Holtz, Elizabeth Rodrigues, Eliza Silva, Lucia Rodrigues, Regina Ferreira e Sonia Correa.


Saiba mais aqui: www.osabordamaturidade.com



Eu e Lucia Rodrigues junto ao seu texto


A exposição pode ser vista até o dia 14 de agosto, no Espaço Livraria Alexandria, Avenida Barão de Tatuí, 1377, em Sorocaba.



Edna Holtz fala sobre Paz


Abraço,

Andréa Freire

Jornalista e Educadora


Fotos de Rodrigo Moura

www.photolitho.com.br


Eliza Silva com sua neta


Com as autoras Sonia Correa, Cecília Rocha e Assunta Bottosso



23/07/1112h12

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A Terceira Idade Em Alta!


Mulheres da terceira idade falam de assuntos que fazem parte do nosso cotidiano, com a sensibilidade de contemplar uma fotografia e expressar na palavra seus sentimentos e pensamentos, compondo assim a exposição “O Sabor da Maturidade”.

 

A abertura do evento será nesta terça-feira, 26, no Espaço Livraria Alexandria, Avenida Barão de Tatuí, 1377, Sorocaba, às 16 horas, com a presença das participantes. A exposição poderá ser vista até o dia 14 de agosto.

 

São 11 mulheres que se inspiraram em 11 imagens do fotógrafo Rodrigo Moura, para escrever sobre Liberdade, Humanidade, Fé, Sonho, Sabedoria, Desprezo, Morte, Universo, Vida, Luz e Amor.

 

Como organizadora do evento, é um prazer promover a beleza da maturidade, valorizar o talento, a vida no ápice da experiência, enfim, partilhar de vidas tão ricas em aprendizados, histórias de lutas e conquistas.

 

São autoras dos textos: Alzira Camargo, Assunta Bottosso, Carmen de Abreu, Cecília Rocha, Edna Holtz, Elisabeth Rodrigues, Eliza Silva, Izabel Negrette, Lucia Rodrigues, Regina Ferreira e Sonia Correia. Elas escreveram sem uma exigência de estilo literário, mas com a proposta de expressar-se livremente.

 

As fotografias são retratos do cotidiano, paisagens, lugares, vistos por um olhar artístico... imagens que também falam conosco, despertando sensações em quem as vê... mas é claro, é preciso dizer, a arte só é contemplada na sua essência com o olhar de sensibilidade....




"E viva a modernidade!
Puro engano, quanta ilusão
Vivemos na geração da tal tecnologia
Exigimos ser experts e de tudo saber
Mas com a verdadeira vida.... perdemos a ligação". Cecília Rocha

Foto de Rodrigo Moura


Vale dizer que a exposição nasceu do curso que ministrei na Universidade da Terceira Idade, em 2010, “Cenas da Vida em Foco”, no qual discutíamos assuntos relacionados à sociedade e à maturidade. Você pode conhecer esse trabalho acessando AQUI.

 

Na abertura da exposição, teremos a palestra “Superando os conflitos da terceira idade”, com a psicanalista Márcia Frati, diretora da ANEP – Associação Nacional de Estudos Psicanalíticos. Ela abordará a superação da solidão e o distanciamento dos familiares, como resgatar a identidade pessoal e a importância de atividades sociais para uma vida melhor.

 

Quero lembrar que administro um blog voltado à terceira idade, que nasceu na época do curso e depois o ampliei para a participação de colunistas. Se você trabalha com esse público, entre em contato, mostre o que faz. Se é da terceira idade, partilhe sua história, a atividade que desenvolve, participe com sugestões e comentários: www.osabordamaturidade.com

 

Por fim, finalizando sobre a exposição, agradeço o apoio de Rodrigo Bérgamo e o sempre atencioso Renan, da Livraria Espaço Alexandria, que abraçaram o evento. A parceria com o amigo e fotógrafo Rodrigo Moura, que disponibilizou as imagens. A adesão da psicanalista Marcia Frati, diretora da ANEP, que prontamente aceitou o convite. E o apoio da Multiplic na impressão das fotos.

 

“O Sabor da Maturidade” foi destaque no programa Em Alta, de Alex Ruivo, já disponível na internet. Você pode assisti-lo acessando Vídeo no Youtube


Também estivemos com Lyla Leite, no programa “Viver a Melhor Idade”, pela TV Votorantim: www.tvvotorantim.com.br . Em breve disponibilizarei no Youtube.

 

O convite está feito! Espero por você na exposição!

 

Abraço

Andréa Freire

Jornalista e Educadora

 

Serviço:

 

Exposição ”O Sabor da Maturidade”

De 26/07 a 14/08/2011

Na Livraria Espaço Alexandria

www.espacoalexandria.com.br

Avenida Barão de Tatuí, 1377, Sorocaba.

 

Abertura – 26/07/2011 às 16 horas

Palestra “Superando os conflitos da terceira idade”

Com a psicanalista Marcia Frati – diretora da ANEP – Associação Nacional de Estudos Psicanalíticos

www.aneppsicanalise.com.br

 

Fotos de Rodrigo Moura

www.photolitho.com.br

06/07/1110h15

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O Sabor da Maturidade


Há quem diga do gosto amargo, sem sabor... de ser idoso. Outros, já afirmam a doçura, o frescor, do gosto da vida na terceira idade. Talvez nem um nem outro especificamente, mas os dois, dependendo da situação em que se encontram. A vida é assim, momentos de céu aberto e sol, em outros, tempestade com vento, dando-nos a sensação de que as nuvens estão prestes a cair sobre a nossa cabeça.

 

O Sabor da Maturidade, para mim, é agridoce...




Ainda não tenho rugas e cabelos brancos como minha mãe, mas inevitavelmente vislumbro meu amadurecimento a cada década. Encarar esse processo é fazer parte da dinâmica da vida, ativa, em constante movimento. Acompanhar o ritmo desse poder, sem combatê-lo, mas tirando de sua essência a força vital para avançar, é obter das adversidades aprendizados para melhor viver... aprender, ensinar, sem perder o olhar de descobridor, curioso, de todo dia, criança ou idoso, sempre com algo novo.

 

A terceira idade vem ganhando um novo perfil e sendo encarada de forma diferente por diversos setores da sociedade, visto que a expectativa de vida aumentou, a média nacional chega a 73 anos, portanto, o público cresce, é um consumidor em potencial, muitos são chefes de família, milhares deixaram a imagem de “velho” para uma postura mais jovial, em busca de conhecimento, praticando atividade física, viajando em excursões, enfim, o idoso de hoje não quer viver num casulo.



 

Ultrapassado? Não, agora universitário. Cansado? De maneira alguma, atleta. Acabrunhado? Negativo, desfila pelo salão. A maturidade tem muitos sabores. Cada um prova do que mais lhe atrai.

 

Claro, ainda há os que tomam o fel, esquecidos em asilos, solitários, excluídos da família, esta também é uma realidade, mesmo com o movimento de inclusão do idoso na sociedade.  Mas que tenha seus dias contados!

 

Sou apaixonada pela terceira idade, desde sempre, na proximidade com meus avós, no interesse por suas histórias e lições de vida, pela valorização da origem, enfim, tenho experiências muito gratificantes.


Uma delas é o blog que criei, quando ministrava o curso “Cenas da Vida em foco: reflexão e ação”, na Universidade da Terceira Idade – Uniso, no primeiro semestre de 2010. Os textos produzidos pelas minhas alunas eram postados a cada aula. Após ampliar o blog, estou convidando colaboradores para ter uma atualização diária, os assuntos são diversos, com destaque para a partilha de experiências da ex-aluna, a amiga Lucia Marina Rodrigues, mulher da ciência que se descobriu na criação literária.

 

O espaço é aberto para quem queira se manifestar sobre a terceira idade e gostaria de contribuir para nosso espaço.

 

Convido você, a fazer uma visita, conhecer O Sabor da Maturidade, comentar, participar conosco, sua contribuição será bem vida, seja jovem ou idoso, a vida se encontra, se entrelaça, um tem muito a aprender com o outro!

 

Acesse:

www.osabordamaturidade.com

 

Abraço

Andréa Freire

Jornalista e Educadora

25/06/1112h11

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“Luz, sombra e formas”


A imagem é poderosa, pode expressar sons, exalar odores, revelar silêncios, falar conosco, tal é seu alcance de persuasão em nossa mente.

 

O olhar sensível capta as senhas, desvenda os códigos, enxerga as nuances, seja de quem fotografa a imagem ou a contempla. Aliás, ver e enxergar: essencial para ambos.

 

 

A exposição do fotógrafo Rodrigo Moura, traduz o que digo em “Luz, Sombra e Formas”, no Depois Bar e Arte, até o próximo dia 30 de junho. “Espero que as fotos despertem uma sensação e reflexão bem pessoais, se comuniquem com quem as vê”, diz ele. Para quem tem  olhos atentos e sensibilidade de portas abertas, estabelece essa comunicação.

 

Seu olhar poético registrou estátuas, insetos, traços geométricos, luzes, cenas de uma cidade em movimento, objetos que aparentemente não têm o que dizer, porém, ganham sentido para o fotógrafo e à pessoa que pousa seu olhar sobre a imagem.

 

 

São mais de 30 fotos, coloridas ou em preto e branco, todas possuem uma sensação implícita e um propósito de existir.

 

Esta é a primeira exposição de Rodrigo Moura, formado em Direito, mas apaixonado pela fotografia desde jovem. Com ela veio a poesia e atualmente está escrevendo contos com personagens inusitados.

 

Aliás, nesta exposição ele apresenta o mini conto “O Homem Atado”, com ensaio fotográfico utilizando bonecos, um homem e um rato, simbolismos para abordar a luta interior do ser humano para se adequar ao mundo que o cerca.

 

 

 

 

 

Um pouco do seu trabalho pode ser conhecido em sua página na internet: www.photolitho.com.br . Lembrando que ele é colaborador deste blog na cobertura de eventos aos quais compareço.

 

Vale a pena visitar a exposição, ouvir uma boa música e curtir o ambiente aconchegante do Depois Bar e Arte, que fica Rua Cônego Januário Barbosa, 123, centro de Sorocaba. Informações: (15) 3234 7082.

 

Abraço,

Andréa Freire

 

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11/06/1113h21

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Que tal viver no domingão?


O seu domingo não precisa ser um tédio assumido, sentado diante da TV, dormindo depois de um bom prato de massa, reclamar da segunda-feira no fim da tarde e dormir com cara de quem vai para a forca no dia seguinte!

 

Para quem quer aproveitar cada minuto de folga, sem ficar babando no travesseiro, que tal acordar de manhã, curtir o silêncio do dia, sem o vai e vem de carros, sem precisar correr com o café, planejar o dia a seu gosto? Sair da rotina do trabalho estressante, desligar o botão do compromisso e dispensar o tédio.

 

É fácil reclamar: minha cidade não tem nada! Tão cômodo acusar a vida de não oferecer oportunidades que certamente nos fariam felizes: uma viagem a Buenos Aires, ilhas de Fernando de Noronha, maravilhar-se com Dubai, curtir o acarajé da Bahia, se encantar com os Lençóis Maranhenses, ler um livro num café parisiense, e a lista de sonhos aumenta a cada ano...

 

Porque existe gente assim mesmo, tornando suas férias, seus fins de semana, uma ode à fantasia do “se fosse assim, eu estaria curtindo”. Mas não é! E deixa para o futuro apoteótico “aquele” fim de semana, planejado há anos, que ainda vai chegar! 


Para que sair caminhar? Comer pastel de feira?! Perder meu tempo em não fazer nada no shopping? Imagina, fritar no sol do Parque Campolim! Esperar na fila para ver aquela peça? Nem pensar. O quê? Pagar tudo isso por um espetáculo desse?! Que roubo! Por que sair? Não tenho nada para fazer fora de casa. Melhor ficar aqui e fazer o que melhor entendo: reclamar! Ô coisa boa, falar mal dos outros, da vida, da família, dos amigos, do governo, de Deus, da má sorte, arre, e no finzinho, curtir uma peninha de si mesmo.

 

Quem já não foi um pouquinho assim? Você não? Parabéns! Aos demais, hoje é o dia ideal para se divertir, deixar o fim de semana te levar, curtir o tempo devagar, sair caminhar e deixar o sol esquentar a pele no frio (a chuva parou!), prestar atenção no céu, na paisagem que passa despercebida pelo vidro do carro, deixar-se contagiar pelas pessoas alegres, sentar na grama para ver um show, conhecer um novo amigo na fila do teatro, levar as crianças (finalmente!) para correrem no Zoo, andar de bicicleta (que acumula pó no quartinho da bagunça), ler um livro embaixo daquela árvore próxima, “esquecer” o relógio na gaveta, trocar a cozinha por um restaurante, deitar na rede e curtir uma boa música, finalmente olhar e ver o que a cidade lhe oferece, e aproveitar!



Na verdade, o bem estar começa dentro de nós, o fim de semana é consequência dos nossos atos, fantasia só alimenta ilusão e não faz parte da realidade, o que é possível pode ser o melhor naquele momento, receber e não exigir, é ser presenteado pelo inesperado.


Quebrar a rigidez de valores é possível. Comecemos agora. Que tal? Tire a cara amarrada do rosto e a marca da gravata apertando o pescoço, respire fundo, quebre a rotina e saia para curtir o seu fim de semana. Abra a porta da sala, ligue o carro, pegue o ônibus e vá a lugares que ainda não conhece, faça programas que lhe pareceram tão simplórios até agora, arrisque no inesperado, mas aberto para tirar sempre o bom de tudo.

 

Neste fim de semana, uma busca rápida na internet te leva a programas de teatro, dança, música, de graça ou pagos, depende do seu bolso, mas seu lazer depende da sua vontade!

 

Dia dos namorados, música e paixão no Parque Campolim (Sorocaba/SP)! O projeto “Metso Cultural Música Brasileira" traz o Trio Corrente e Mônica Salmaso, neste domingo, 12,  às 11h00, de graça! Instrumentistas de primeira e uma cantora talentosa para um domingão de emoção. Que tal? Solteiro ou namorando, é uma boa pedida, deixar-se envolver pela energia positiva da música e pela alegria de quem sabe curtir um bom domingo! Se informe: http://www.mdainternational.com.br/



Aliás, domingo musical é o que não falta no Parque Campolim, com direito a redes sob as árvores, deitar na grana, curtir um bom papo com repertórios ecléticos, começar e terminar o dia com arte e lazer. Com a produção de Carlinhos Madia, o “Domingo no Parque” (fotos) é realizado Prefeitura de Sorocaba. Oferece música, exposição fotográfica, oficina de pintura, livros disponíveis para ler, um parque amplo e a oportunidade de curtir um dia divertido. Veja as próximas apresentações aqui: http://www.domingonapracasorocaba.com.br/



E tem festa junina, ainda! Dá uma voltinha no Google e encontre seu programa para o fim de semana. Ou consulte a agenda de entretenimento do Portal.

 

Vamos parar de reclamar e curtir nosso fim de semana!? Eu estou nessa, e você?

 

Abraço,

 

Andréa Freire

Jornalista, Poeta e Educadora

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Fotos: Rodrigo Moura www.photolitho.com.br

11/06/1112h49

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O paganismo de Fernando Pessoa em Sorocaba


 

Para quem, como eu, ama a obra de Fernando Pessoa, mais do que o prazer de seus versos, procura adentrar na criação do poeta lusitano, compreende a importância do livro que Ernesto de Melo e Castro lançará em Sorocaba nesta sexta-feira, 3 de junho, às 19 horas, no salão de eventos da FUNDEC. “O paganismo em Fernando Pessoa e sua projeção no mundo contemporâneo” é o título da obra.




Lembro-me quando o entrevistei em 2009, para o programa de rádio Cruzeiro Educação e conversamos sobre o livro, resultado de estudo e pesquisa deste ensaísta, ícone da infopoesia e influente poeta.


Falar do paganismo na obra de Fernando Pessoa encontra resistência em terras lusitanas. Os “donos” do poeta sem fronteiras procuram limitar seu universo. Entre eles literatos e acadêmicos que se colocam no domínio da obra de Pessoa, “permitindo” que conheçamos o que eles julgam próprio para divulgação.




Fernando Pessoa é tratado como um objeto dessa elite e, portanto, manuseado como convém a ela. Qualquer indivíduo, ainda que um homem de íntegra carreira literária e acadêmica como Ernesto de Melo e Castro, que tenha voz contrária ao discurso dominante encontra mãos que a querem calar.


Falar do paganismo na obra do poeta português não é denegrir sua imagem ou constrangê-lo. As restrições do grupo lusitano são desnecessárias. Mas enfim, como a liberdade está onde nos encontramos, terras brasileiras recebem a recente obra de Ernesto de Melo e Castro. O lançamento é promovido pela Academia Sorocabana de Letras e Editora Annablume. Seremos presenteados pela presença do autor e a oportunidade de receber essa obra em solo tropeiro, somos mesmo ousados! Parabéns à Academia Sorocabana de Letras por realizar esse evento em parceria com a editora!


Não quero perder este lançamento, será mais uma oportunidade de encontrá-lo, sempre prazerosa, como foi das outras vezes. Aqui você pode acessar a postagem que fiz sobre Ernesto de Melo e Castro quando esteve na Semana Internacional de Literatura, evento organizado pela Academia Sorocabana de Letras, em 2010. Você também pode curtir um pouco de Fernando Pessoa no site: www.multipessoa.net


Logo abaixo, você acompanha as palavras do próprio autor sobre seu livro, “O paganismo em Fernando Pessoa e sua projeção no mundo contemporâneo”.


Abraço,


Andréa Freire

Jornalista, Poeta e Educadora

 

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SOBRE ESTE ENSAIO (PALAVRAS DESNECESSÁRIAS)

 

Tenho quase oitenta anos. Idade suficiente para provavelmente, tudo o que é importante já ter sido feito, incluindo a escrita que iniciada com cerca de 16 anos, nunca, ininterruptamente, deixei de fazer, como complemento inseparável da leitura. Uma paixão só.


Este livro que contém um ensaio e alguns textos que lhe são anexos, seria desnecessário, se não pensasse que ele é, porventura, o meu melhor ensaio e o seu tema uma inusitada releitura de um autor que nunca me abandonou, sem no entanto me influenciar na criação da poesia.Os meus mestres são Camões e os poetas barrocos portugueses. Mas Fernando Pessoa, ele, andou sempre comigo na totalidade da sua obra em vários tipos de verso e em prosa. Sim, da prosa de teoria, porque é na prosa que se encontram os fundamentos da sua obra poética.


Quem me chamou a atenção para isso foi Ángel Crespo, quando realizava uma originalíssima compilação de textos em prosa de Pessoa, por ele traduzidos para o castelhano, sobre a noção de paganismo, fundamentando a invenção dos heterônimos e respectivas obras poéticas. O que permite, criticamente, dispensar como supérfluas e superficiais, as já usuais tentativas de explicação psicológica, psicanalítica, etc., etc., inclusive as dadas, por certo ironicamente, pelo próprio Fernando Pessoa aos seus contemporâneos.


Só anos mais tarde, já depois da morte de Ángel Crespo, compreendi a necessidade de estudar os muitos textos de Pessoa sobre paganismo e neo-paganismo, escritos entre 1915 e 1918, quase todos já publicados, até em edições críticas, mas que praticamente ninguém ainda estudou seriamente, quanto ao conteúdo teórico e poético, mas também sociológico e cultural, como eu penso que merecem. Foi desse trabalho que ninguém me encomendou, além de mim próprio, que resultou, após alguns anos de estudo, o ensaio que agora entrego à leitura de quem o desejar ler...

 

                                                               E.M. de Melo e Castro

São Paulo 2011-02-06

29/05/1118h37

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Anselmo Duarte e o Coletivo Alecrim


Recentemente tive o prazer de conhecer o belo teatro em homenagem ao cineasta Anselmo Duarte (1920 – 2009), ator, roteirista e cineasta que nasceu em Salto/SP, mas tornou-se um filho ilustre do Brasil, já que ganhou a Palma de Ouro e o Prêmio Especial do Júri no Festival de Cannes em 1962, com o filme O Pagador de Promessas.




Amante do cinema que sou, foi um prazer contemplar o belo troféu, imaginá-lo nas mãos de Anselmo Duarte, pensar em toda a energia que envolve essa peça, a força da história que permanecerá para sempre. Assisti O Pagador de Promessas, me emocionei, e ainda hoje quando vejo cenas do filme, sinto o impacto da primeira vez.


Anselmo Duarte não nasceu famoso, não chegou ao mundo com o filme nas mãos, cresceu como um menino comum, mas tornou-se um homem que, com certeza, fez do seu sonho a sua vida, de si mesmo, o sonho realizado. Um homem que partiu de uma pequena cidade do interior para viver na história cultural de nosso país.


Fiz esse preâmbulo para falar da razão que me levou à Sala Palma de Ouro, em Salto: o espetáculo “Guerras do Alecrim e Manjerona”, do "Coletivo Alecrim", sob a direção artística de Regina Claro. Para mim, diante de tanta representação deste lugar, foi uma escolha ideal para a estreia do grupo.




Projeto aprovado pelo PROAC 2010 (Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo), “é uma transcrição em dança da obra de autoria de Antonio José da Silva. Foi escrita originalmente para teatro de bonecos, provavelmente no final de 1736, sob encomenda, para ser encenado no Carnaval de 1737 em Lisboa (Portugal)”, conforme descreve o programa do espetáculo.


A montagem, que une dançarinos e atores, tem sua encenação calçada no processo de pesquisa em dança contemporânea e preparação corporal. Interessante combinação, ao imaginarmos tal peça escrita para teatro de bonecos no século 18, transcrita para a dança e encenada em 2011.


Aqui faço a ligação imaginária de uma linha do tempo, a liberdade que a arte propicia principalmente para quem não tem medo de ousar, de sair da zona de conforto e realizar o sonho que acredita.



O espetáculo “Guerras do Alecrim e Manjerona” traz ao palco um tema atual, mesmo que nascido de uma crítica à sociedade portuguesa, com uma trilha sonora de compositores barrocos, contado por jovens artistas num figurino de época, utilizando recursos corporais a fim de provocar novas experiências, “moldando e direcionando os corpos para uma linguagem estética na produção das intenções de movimentos e criando, assim, com mais clareza, os vínculos dos personagens entre si e com a platéia”. Nada complicado, simples de entender ao assistir o espetáculo, feito para ser visto em sua amplitude.


O “Coletivo Alecrim” é composto por cinco atores dançarinos e cinco atrizes de diferentes cidades da região de Sorocaba: Votorantim, São Roque, Salto de Pirapora, Pilar do Sul, além de Paulínia. Passou por um teste de avaliação dentre 60 candidatos em novembro de 2010 e assim foi aprovado pelo PROAC. Ao longo desse tempo está desenvolvendo atividades no Estúdio Regina Claro, em Sorocaba, e assessorado pela Ferratini Produções Artísticas.


Não resisto ao clichê ao lembrar de Milton Nascimento, “todo artista tem que ir aonde o povo está”, para dizer que o espetáculo será visto em outras cidades, uma proposta louvável, já que seria mais tranquilo uma temporada num lugar fixo. Quem tem a experiência de palco, direção e produção, sabe o trabalho que dá apresentações em lugares diferentes, cada local um espetáculo “novo” (levando-se em conta luz, tamanho do espaço, marcação de cena).



Por que comecei falando de Anselmo Duarte e termino com “Guerras do Alecrim e Manjerona”? Porque a ousadia e a fé na arte que move o coração ligam duas épocas, duas linguagens artísticas, dois sonhos. Não foi mera obra do acaso ou de uma escolha que o palco “Palma de Ouro” foi o ponto de partida do projeto... que a mesma energia que impulsionou Anselmo Duarte impulsione o “Coletivo Alecrim”, além fronteiras!


As fotos são assinadas pelo fotógrafo Rodrigo Moura (www.photolitho.com.br).


Abraço a todos.


Andréa Freire

Jornalista, Poeta e Educadora

 

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Serviço:

“Guerras do Alecrim e Manjerona”, de Antonio José da Silva – Coletivo Alecrim


Sinopse – a peça satiriza a rivalidade existente entre os ranchos carnavalescos, o “Alecrim”e a “Manjerona”que animavam Lisboa no século 18 e o enredo gira em torno das peripécias de dois caça-dotes que tentam conquistar o amor de duas ricas irmãs. Os múltiplos disfarces usados, assim como a confusão de identidades e as tentativas frustradas, típicas da farsa teatral, vão se acumulando até que, ao final, tudo acaba bem para os protagonistas.

Agenda – dia 03/06 em Cerquilho; 04/06, Votorantim (Auditório Francisco Beranger, 17h e 20h); dia 05/06, em Tatuí e 11/06, em Sorocaba (Usina Cultural, 20h30). Entrada franca.

Informações sobre os locais de apresentação com Fábio Ferraz e Lucio Martini – (15) 3017 4142 e fabio@ferratini.com.br

 

Ficha técnica:

Elenco – Fabio Arthuso, Marcio Murat, Eduardo Barros, Chico Ribeiro, Juan Robert, Carmem Machado, Lidi Nascimento, Renata Rocha, Telma Tessilla e Joana Prieto.

Direção Artística e Concepção Coreográfica – Regina Claro. Pesquisa Musical – Lucio Martini. Adaptação de Texto – Fabio Ferraz. Cenografia – Lucio Martini e Fabio Ferraz. Desenho de Figurinos – Silvana Rojo. Confecção de Figurinos – Darci Bordieri. Cenotécnico – Alexandre Carvalho. Produção – Ferratini Produções Culturais.

22/05/1121h26

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Autoconhecimento para uma vida melhor



“Existo, onde não penso”. A frase é do pai da Psicanálise, Sigmund Freud. Não importa o quanto conheçamos de nós mesmos, há territórios escondidos em nosso interior e caminhamos entre eles. Por isso, às vezes tomamos direções erradas sem entendermos o motivo, temos reações que não condizem com o que acreditamos e os valores que julgamos ter.

 

O autoconhecimento é tão imprescindível para nosso amadurecimento, para superarmos obstáculos e tribulações, ultrapassar limites que nos impedem de viver plenamente, de termos uma relação mais sadia conosco e com as pessoas ao redor. Neuroses, distúrbios, transtornos, surgem de traumas, sentimentos mal resolvidos, situações quem nos machucaram e simplesmente “esquecemos”, desejos não realizados que levaram às frustrações que se acumularam a cada dia... 

 

A saúde do corpo é imprescindível. Mas e a da alma? Como cuidamos da nossa mente? Reconhecemos em nós uma vida interior que quer ser ouvida, compreendida, conhecida? Como reagimos ao “não” que recebemos? De que forma superamos a decepção? Gritamos mais que silenciamos? Fazemos sempre a nossa vontade ou sempre a vontade dos outros? Valorizamos nosso ser?

 

Incrível como o ser humano é sempre mais interessante, misterioso, surpreendente e importante que qualquer avanço tecnológico. Perder esse foco é mecanizar tudo, é robotizar as pessoas. Uma sociedade é definida pelos seres humanos que a compõem. Uma psique mais saudável reflete em uma sociedade com menos conflitos.

 

A família na qual os membros têm diálogo, conversam abertamente, perdoam, compreendem fraquezas e limites, não desistem de ficarem juntos mesmo com tantas diferenças, fortalece a saúde da nossa sociedade, infelizmente, tão doente psiquicamente.


Em breve, quero falar um pouco mais sobre esse caminho intrigante chamado "autoconhecimento".

 


 

Até mais,

Abraço.

 

Andréa Freire

Jornalista, Educadora, Poeta

25/03/1111h05

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Vamos de “láláiá”? É som do bom!


 

O palco do Teatro Municipal de Sorocaba brilhou o talento da compositora Marcia Mah, com o lançamento de “láláiá”, recente trabalho em cd/dvd. Saí de lá com a alma transbordando arte da boa, arte do bem!


Marcia Mah estava inteira: corpo, alma e espírito, talento, voz e criação! A apresentação mostrou o talento da compositora, a veia de samba da melhor qualidade, a música regional encantadora, a sensibilidade de uma artista que transmite verdade no que canta. 



As músicas são poéticas e os arranjos primorosos, um encontro de dons, de dedicação e zelo pela música!


Delicada e forte, doce e carismática, Marcia Mah preencheu o palco com sua luz, acompanhada de pares luminosos, coral, dançarinos, músicos, todos que levaram meus ouvidos ao deleite...


Falando sobre o cd/dvd, o encarte é belíssimo, de um bom gosto indiscutível, ilustrado por Júlio Veredas e com o designer gráfico de Cleber Giovanni. O cd e dvd têm qualidade e arte, com todas as letras, som e visual!


Parabéns a toda produção do show, à iniciativa sempre importante do SESC Sorocaba em promover a apresentação, ao público que retribuiu o grande presente que recebeu com aplausos e manifestações animadas. “láláiá” foi um projeto aprovado pela LINC – Lei de Incentivo à Cultura, de Sorocaba.

 



A seguir você acompanha uma pequena entrevista com Marcia Mah, na qual ela fala sobre “láláiá”. E já adianta, tem em vista um novo trabalho, mais intimista. Mas agora vamos de “láláiá”!?

 

As  belas fotos desta postagem são de Rodrigo Moura. Veja mais do espetáculo em sua página: www.photolitho.com.br

 

1. As composições foram feitas exclusivamente pensando no DVD/CD ou você já as possuía e delas concebeu o trabalho?
Marcia Mah: Exatamente, elas foram surgindo como respostas a uma investigação sobre a questão da brasilidade, e dessa forma, ganhavam unidade, mesmo interagindo os diversos gêneros. Desde o início eu tinha a ideia do roteiro, começando com o cortejo e terminando com a umbigada. Referendando uma característica da cultura popular, que é a sua relação com o sagrado e o profano.


2. Qual seu processo de criação? Se envolve com a melodia, escreve a letra se inspirando nela... como é esse processo com o arranjo musical também?
Marcia Mah: A primeira ideia vem do tema, pode ser uma frase, uma sensação, uma imagem, em seguida a melodia vem vestindo aquela emoção, depois é só trabalho de ajustar tudo, métrica, ritmo, encadeamento. Quando estou cantarolando ou assoviando, é porque está pronta, aí nessa altura já sei que instrumentação eu quero, que sonoridade vai abraçar essa criatura. Então acontece outra coisa mágica, que é o olhar do arranjador, que é calmo e acertivo no seu embalar. O processo de criação é feito nascimento, depois o bonito é ver fazendo parte da vida de outras pessoas! 



3. Sua proximidade com compositores da excelência do samba é notória em suas apresentações durante sua carreira, visto a homenagem que fez a Adoniram Barbosa em 2010. Percebo que você bebeu nesta fonte para ter todo esse conjunto de criação. Ao longo de sua vida, de sua carreira, eles contribuíram, indiretamente, para torna-la essa compositora de samba?
Marcia Mah: Sem d
úvida, nós refletimos toda energia que nos ilumina, esses mestres nos indicam caminhos pra perceber a vida, ser discípulo já é um grande passo!


4. A poética das letras está em sintonia com a poética da melodia. Que casamento! Algumas foram feitas poemas primeiramente?
Marcia Mah: Em geral a letra sai na frente, depois a melodia, é quem manda, e vai fazendo cortes até ter uma forma sintética que é o que dá força à canção.

5. A valorização da cultura regional é um traço forte de seu último trabalho. Daí também vem a força de sua interpretação? De todo o conjunto de criação?

Marcia Mah: A interpretação está ligada com a verdade. Há um discurso em toda forma de arte, e ele só convence quando é sincero. Eu busco trocar essa emoção com a platéia.




6. Marcia Mah por Marcia Mah: "láláiá" é a sua alma artística exposta? O sangue musical que corre em suas veias?
Marcia Mah: "láláiá", é o contracanto presente em vários ritmos brasileiros, da moda de viola, do samba, do baião... é meu lado brincante. Vejo nele uma alegoria que retrata todo meu encantamento com a cultura popular, mas já começo a pensar em um próximo trabalho, esse sim, mais intimista, onde me observo por entre o espelho. Mas por enquanto eu quero é láláiá!


Veja o trailler:

"láláiá" - Marcia Mah


Depois de um período de ausência, é bom retornar com o blog e principalmente falando de um trabalho que tenho admirado. Nos encontraremos novamente em breve!

 

Abraço,

Andréa Freire



 

Serviço:

“láláiá” – CD/DVD

Valor: R$ 25,00

À venda em Sorocaba nos seguintes locais: Transa Som - Depois Bar -  Livraria Alexandria - Espaço Sal da Terra.


Para quem não mora em Sorocaba, deve entrar em contato pelo site www.marciamah.com.br para envio pelo correio (será cobrada a postagem).


Participou do show de lançamento o mesmo elenco da gravação, entre eles: Ricardo Anastácio da Viola Tropeira, artistas do Núcleo de Cultura Popular Leão da Vila, Quarteto Pererê, músicos e arranjadores José Marcos, Beto Corrêa, Fábio Gouvea, Luizin do Bandolim, Álvaro Mestre Ramos, Rodrigo Moura, Ramon Vieira, Carlinhos Black e os bailarinos Lacyle Arcanjo, Jocylene, Telma Tessila, Romário   Amantino, João Alves, Juliana Souza e no coro Dona Marta, Marquinhos Pereira, Renata Rocha. Iluminação de Claudinei de Jesus Rosa e assistência de produção Kátia Pensa. 



21/01/1115h46

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As panelas e Astraças


Se você recebesse de sua irmã uma panela velha como herança, o que faria? Celebraria fazendo o prato predileto dela? Buscaria na lembrança tudo o que viveram ao redor e longe daquela panela velha? Ou simplesmente, por consideração, a deixaria guardada no fundo do armário até que outra pessoa a colocasse no lixo?

 

Parece irreal receber uma panela velha de herança... Mas o fato é que um dia isso aconteceu e tornou-se o mote para a criação dramatúrgica assinada por Débora Brenga. “Astraças e suas quinzenas” cumprirá uma temporada de apresentações em Sorocaba, no espaço cultural Chalé Francês.

 

Estive no lançamento do espetáculo, no Frans Café, ao qual compareceram autoridades da cultura, artistas, amigos e familiares dos envolvidos na produção. Foram montadas instalações com as panelas, o figurino e as fotos do processo criativo.






Minha impressão: a apresentação de Débora Brenga revelou uma mulher poética, de reflexões profundas, observadora da vida, apaixonada pela obra concebida, encantada com a natureza humana tão densa, envolvida em sombra e luz, conflitos e pureza, tão nua e tão escondida.

 

“Cinco mulheres que sonham sonhos secretos demais e vivem sob o mesmo teto e partilham problemas reais e não tão reais assim, cujo entorno parece perdido no mundo, em um tempo escuro por demais. Cinco mulheres vivas ou mortas, loucas ou equilibradas, rudes ou sensíveis demais, que tentam entender esse mundo e essa vida que as cerca, às vezes luminosa, às vezes sombria demais. Porque tudo na vida e na morte das mulheres claras da Família Astraças é sempre por demais”, assim Débora define as personagens.



Débora Brenga e Jairo Leme


Acredito que encontraremos nesta peça teatral vestígios da nossa realidade, histórias que ouvimos, sentimentos que nos marcaram, pessoas que conhecemos, sonhos e ilusões que tivemos. Apesar de a história se passar durante a pós-abolição, os figurinos serem de época e a maneira de falar de outro século, os conflitos das mulheres da Família Astraças são atemporais.

 

Vale destacar o local da apresentação. O charmoso Chalé Francês restaurado recentemente, com certeza, nas suas paredes, invisíveis, estão marcas do tempo e de pessoas que passaram por ele. Aliás, o lugar tem capacidade para 40 pessoas, porém, o espaço cênico montado e a interpretação, acredito, poderão compensar a falta de mais lugares.

 

Uma novidade foi o ator Jairo Leme se apresentar como Xavier Filho. Além de atuar, ele assina a concepção e a direção do espetáculo. Esta “dualidade” atiçou minha curiosidade. Xavier Filho e Jairo Leme são a mesma pessoa?! O que Xavier diz de Jairo e vice-versa? Enfim, brincadeira à parte, de fato gostaria de saber!

 

Ah! Muito legal a proposta de diálogo entre duas expressões presentes na montagem: cinema e teatro. Um começa e outro termina, se misturam, trocam de lugar, se relacionam.

 

Eu disse no início da postagem que o mote da história é real. Aconteceu assim: um testamento do século 17 é rapidamente citado no livro “O Rosto de Shakespeare”, de Marjorie Garberm que diz:  “(...) uma tal de Katherine Sampson que morreu em 1682 assim distribui suas quatro panelas de aquecer, que eram usadas com brasas para aquecer os lençóis... no inverno: a melhor delas fica para a irmã mais velha, a segunda melhor, para a segunda irmã, e assim vai até a quarta. Quatro panelas para quatro irmãs”.



Elenco: Solange, Regina, Lidi, Maria Helena e Carmem


O convite está feito: “Astraças e suas quinzenas”, texto de Débora Brenga e direção de Xavier Filho. Primeira montagem do grupo Panã Paná Cia. de Arte, patrocinada pela LINC – Lei de Incentivo à Cultura. Apresentações até 20 de fevereiro, sábados e domingos, em duas sessões: 19h00 e 21h00, entrada gratuita (o convite deverá ser retirado 30 minutos antes do espetáculo). Local: Chalé Francês, na Rua Souza Pereira, em frente à estação ferroviária.

 

E Débora Brenga, uma pergunta que espero resposta: por que "Astraças"?

 

Abraço, até a próxima semana.

Andréa Freire


Fotos: Rodrigo Moura

Veja mais imagens em:

www.photolitho.com.br

 

“Astraças e suas quinzenas” – Panã Paná Cia. De Arte


Elenco: Solange Solis [Flora]; Maria Helena Barbosa [Judite]; Regina Claro [Catarina]; Carmem Machado [Marcela]; Lidi Nascimento [Alba] e Jairo Leme [Ernesto].


Texto: Débora Brenga. Preparação Corporal: Regina Claro. Preparação vocal: Mariane Gusmão. Trilha original: João Leopoldo. Cenografia: Alexandre Carvalho. Assessoria de Moda: Jéssica Pássaro. Costura: Zinha Bordieri. Edição de Imagens: Olívia Brenga. Operação de Som: Isadora Lomardo. Fotos: Digon Diniz. Produção Administrativa: Lidi Nascimento. Produção executiva: Ricardo Devito. Assistência de Direção: Chico Ribeiro. Concepção e Direção: Xavier Filho.

28/12/1023h28

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Para todo ano velho um ano novo!


Não importa a década, a política vigente, a poupança, o investimento, a promoção, o carro velho, a perda, a riqueza, a pobreza, o milênio...

1940, 50, 70, 80, 90... 2010! Jovens idealistas, velhos analistas, crianças olhando para o céu, casais separados, amores e desamores, sonhos e realidades...

Não importam a moda, o comportamento, as regras, os tabus, a modernidade e a caretice! Gente de todas as cores, idades, rostos e tamanhos... não importa o tempo... Sempre, no coração, o desejo de um ano novo, prevalece!

 

Por isso escolhi o vídeo desta postagem, de 1976. Jovens tão parecidos e diferentes com os de hoje, mas na linha do tempo unidos pelo mesmo querer: de vida nova!

 

Com mesa farta, sem champanhe, na taça de 1,99, no cristal centenário, com a cara lavada, o rosto surrado, a boca suada, o cabelo melado, o perfume vencido, a roupa de grife, o sapato alto, o chinelo velho, a cerveja no congelador, a água no copo... seja como for, o sobrenome que tiver, é gente, é sonho, é esperança! Ainda que debaixo dos escombros da tristeza, lá na pontinha do coração, uma pequena chama permanece, que diz: seja feliz, novo ano.

 

Enfim, eu e você, no maior requinte do clichê, celebramos o ano novo! Contamos os dias, respiramos fundo, suspiramos, rimos, aguardamos o novo ano... 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1, 0!

 

Nós sempre queremos mais. A novidade que seduz! O encantamento de recomeçar! Porque somos humanos, gente, criaturas e criadores, buscamos a criação ininterrupta e sempre inédita de viver!

 

Que façamos de 2011 a felicidade que buscamos, a realidade que planejamos, o ano que esperamos! Feliz vida! Deus nos abençoe!

 

Nos encontramos no ano que vem!

 

Abraço,

Andréa Freire





22/12/1022h52

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O Natal do encontro


Desejo que neste Natal você tenha um encontro especial com a Vida, nas luzes de amor, paz, esperança, fé, alegria e união!

Como a estrela de Belém indicou o caminho aos três reis magos, a Presença de Deus ilumine seus passos para caminhar em 2011.

A Verdadeira Vida e a Verdadeira Felicidade não estão nas vitrines, mas dentro de cada um de nós, para serem conquistadas diariamente.

Feliz Natal de Jesus a você!

Espero que goste do vídeo abaixo, não tem cantos natalinos, nem Papai Noel ou uma manjedoura. Mas está repleto de Natal!

Abraço, até breve.

Andréa Freire.


MOMENTOS from Fullsix Portugal on Vimeo.

20/12/1011h48

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A Gaiola das Loucas


Para quem gosta de um bom programa em São Paulo, sugiro assistir ao espetáculo “A Gaiola das Loucas”, no Teatro Bradesco, localizado no Shopping Bourbon (Perdizes). Claro, se você curte musical, comédia e não se incomoda com a temática gay! A produção é puro entretenimento, entretanto, nas entrelinhas há o que nos faz refletir. Enfim, esta é minha dica para quem gosta de programas na metrópole cultural.



Miguel Falabella é um showman, simpático, de presença vigorosa, o grande responsável pela adaptação brasileira do musical francês. O elenco mostrou afinação, coreografias e figurinos interessantes, um conjunto de vozes que se harmonizam, iluminação e cenários compõem a montagem inspirada na Broadway. A orquestra formada por 14 músicos é uma atração especial executando ao vivo a trilha sonora.

 

Diogo Vilela mais uma vez demonstra seu potencial como ator, se equilibrando bem no salto alto, não fazendo feio ao cantar, natural com as roupas e a maquiagem, enfim, uma atuação digna dos elogios. Aliás, todos os atores e bailarinos, sem exageros, afetações exacerbadas, estão no ponto certo. O Teatro Bradesco é um espetáculo à parte. Perfeito para a montagem. Belo, imponente, confortável.

 


“A Gaiola das Loucas” tem duração de duas horas e quarenta minutos, com intervalo de quinze minutos e classificação a partir de 12 anos. Os números que envolvem a montagem são grandiosos: 40 trocas de roupas, 300 figurinos, 100 perucas, 350 mudanças de luzes e cinco painéis de led são responsáveis pelo colorido cenário. Ah, gostei da versão das músicas para o português.

 

Para quem, como eu, assistiu apenas a versão de “A Gaiola das Loucas” para o cinema, uma produção França/Itália (1978), com magistral interpretação de Ugo Tognazzi e Michel Serrault, tem a oportunidade de assistir ao musical com nosso toque brasileiro.


 

Sinopse: Georges (Falabella) é dono do Cabaré “A Gaiola das Loucas” e vive com Albin/Zaza (Vilela). Um dia o filho de Georges, fruto de um caso quando jovem, Jean Michel, diz que vai casar-se com Anne e precisar apresentar a família aos pais da noiva, filha de um político extremamente conservador. Claro, Georges deve passar por heterossexual. Mas o que fazer com Zaza? Se você ainda não conhece a história, descubra. Para você, que sabe de cor e salteada, divirta-se com o musical. Ah! Vale destacar a atuação engraçadíssima de Jacob (Jorge Maya), mordomo/governanta que sonha em se apresentar no Cabaré do patrão.

 

Ingressos e informações sobre a produção: compra e detalhes.

 

Entrevista no Portal Estadão: acesse.



Espero que a temporada permaneça em 2011.

 

Abraço, até breve.

 

Andréa Freire.

10/12/1015h03

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O Noel do samba e a cultura


“Pois esta vida não está sopa

Eu pergunto com que roupa
Com que roupa... eu vou?
Pro samba que você me convidou”.

Com que roupa? [Noel Rosa]


Se estivesse vivo, o poeta de Vila Isabel completaria 100 anos neste 11 de dezembro. Noel Rosa, do menino nascido no Rio de Janeiro ao célebre sambista brasileiro, alcançou a reverência de crítica e do gosto popular.



Viveu intensamente, compôs igualmente: são mais de 200 canções. Despediu-se jovem. Foi um cometa que passou e deixou sua marca indelével na música popular brasileira. Sua existência entre nós durou pouco, 26 anos (11 de dezembro de 1910 a 4 de maio de 1937), mas o suficiente para fazer história, deixar seu nome gravado na arte verde e amarela.


Seu nascimento não foi fácil. Parto difícil que levou o médico a usar um fórceps, provocando o afundamento da mandíbula do frágil bebê. Por isso os traços inconfundíveis de Noel Rosa.



Engana-se quem pensa no poeta sambista como um pobre rapaz que recorreu à música para tentar ser “alguém na vida”. Noel Rosa nasceu em família de classe média, estudou no tradicional colégio São Bento e entrou para a Faculdade de Medicina, entretanto, o coração de artista bateu mais forte.


Sim, Noel Rosa foi boêmio e polêmico: noitadas regadas a cerveja, sereno de muito samba, amantes e uma paixão avassaladora pela prostituta de cabaré Ceci, mesmo casado com Lindaura (foto). Morreu vítima da tuberculose.



Vida pessoal à parte, pois não foi o que contribuiu para a memória musical de nosso Brasil, Noel Rosa é uma figura admirável. Ele compunha com o coração, os olhos e os ouvidos. Vivia cada canção. As letras do poeta de Vila Isabel têm vida. Ele deu uma contribuição fundamental na legitimação do samba de morro, entre a classe média e o rádio, principal meio de comunicação em sua época, fato de grande importância.


Infelizmente, 100 anos de Noel Rosa não ganharam as honras merecidas. Em tempo de indústria cultural e produção de massa, oferecendo ao povo mediocridade, músicas perecíveis e um falso talento musical, o notável compositor brasileiro foi pouco lembrado. Manifestações pontuadas foram promovidas, no Rio de Janeiro, reportagens na imprensa, em Sorocaba e, talvez, dezenas delas lideradas por admiradores de Noel Rosa.



Mas e em nível nacional? Por que não? Onde está o Ministério da Cultura? Aliás, que Ministério da Cultura? Mas esta é outra discussão. Enfim, o órgão que deveria valorizar a cultura brasileira, promovê-la, dignificá-la, encontra-se silencioso. Não apenas Noel Rosa, outros compositores, escritores, pintores, enfim, brasileiros responsáveis pelo tesouro cultural que hoje temos, são ignorados. Um projeto cultural poderia oferecer aos jovens de hoje o conhecimento da arte verdadeira, a que contribuiu para a edificação da nossa cultura.


Se não somos nós, cidadãos, lembrarmos constantemente de nossos admiráveis artistas, mantendo vivas suas obras, passando de geração para geração, estariam mais esquecidos. Se dependessem de nossos representantes, escolhidos para cargos que na prática não incentivam em nada a cultura, seriam enterrados sob o lixo “artístico”.


Sei que a discussão é polêmica, não se faz apenas com este simples desabafo, envolve outras questões, não se resume em mocinhos e bandidos. Por isso, peço desculpa pelo tom e se estou errada. Mas na democracia da expressão que hoje vivemos, sinto-me à vontade e consciente de minha responsabilidade para reclamar ações culturais eficazes, em nível nacional.


100 anos de Noel Rosa. Um século do poeta sambista. Enquanto ele ainda vive entre nós, o “rebolation” tem seus dias contados, como todos os produtos descartáveis da indústria de massa. O povo merece mais. Ministério da Cultura, honre seu nome!


 

Encontrei um site legal que celebra os 100 anos de Noel Rosa com 100 canções do mestre do samba. Indico:

 

http://noelrosacentenario.wordpress.com/

 

Até breve, abraço.

Andréa Freire

 

Enquanto isso...

 

“Seu garçom faça o favor de me trazer depressa
Uma boa média que não seja requentada
Um pão bem quente com manteiga à beça
Um guardanapo e um copo d’água bem gelada

Conversa de Botequim [Noel Rosa e Vadico]


03/12/1010h54

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Tempo e Poesia


Se você fizesse um filme sobre sua vida, que momentos escolheria? Das fotos guardadas, quais ganhariam movimento na tela? 


O vídeo abaixo utilizou mais de mil fotografias para contar a vida de um homem, da infância à maturidade. Vale a pena assistir, não apenas pela tecnologia utilizada, mas para refletir sobre a própria história e resgatar da memória os momentos bons que foram esquecidos! 



The PEN Story from PENStory on Vimeo.


Inspirada no vídeo, escrevi a poesia abaixo. E você, como se relaciona com o tempo?


"Tempo

Atrasa as horas

Avança os dias

Mas não se rende

Aos caprichos dos cabelos

Ao apelo do sorriso

Não entrega os ponteiros

Para o coração aflito

 

Corre o tempo

Atravessa pontes

Desvenda segredos

Ilumina chegadas

Consola desencantos

Determina a verdade

Entrega a mentira

Embala sonhos

Desfaz planos

 

Tempo

Criança solta no vento

Olhos descansando no horizonte

Sem idade

Finito

Primeiro choro

Último suspiro

Infinito

Viver

Tempo"


www.apoetadealcova.com


IMAGEM POÉTICA



"Existem vários caminhos para o mesmo destino".

Foto e frase de Rodrigo Moura

www.photolitho.com.br


Tenha um bom fim de semana! E conceda a si mesmo o melhor do seu tempo...


Abraço, até breve.


Andréa Freire

26/11/1016h40

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Fernando "multi" Pessoa


A Praça da Luz está iluminada por versos do português eterno: Fernando Pessoa. Os odores de suas poesias tomaram conta do marco histórico da cidade de São Paulo. Com sua arquitetura inglesa do início do século 20, o prédio da Estação da Luz é, por si só, pura poética. Após processo de restauração e adaptação, o local recebeu um dos pontos culturais valiosos da capital paulista: o Museu da Língua Portuguesa, inaugurado em março de 2006.



 

A mostra “Fernando Pessoa, plural como o universo” pode ser visitada até o dia 30 de janeiro de 2011. O Museu da Língua Portuguesa está lusitano. Para os admiradores de Pessoa, a exposição é um túnel do tempo, uma entrada para o universo longínquo do poeta português, ainda que não mergulhemos nas constelações misteriosas e intocáveis, é uma viagem à alma de Fernando (para sempre complexa).

 

Os amantes da poesia misteriosa, pagã, mística, crua, intensa e intocável, do poeta multi, buscarão o prazer silencioso e lento na leitura dos versos em paredes, espelhos, cabines, sobre a areia ou em uma grande mesa de madeira. Aprecia-se Fernando Pessoa no silêncio de si mesmo, na ausência do mundo ao redor, ignorando as vozes e os passos, ficando apenas ali, diante um do outro: a poesia e o (a) amante. No olhar demorado, com gestos contidos e suspiro profundo. Foi assim que fiquei mais de duas horas e, confesso, outras mais não me cansariam.




A exposição traz versos de Fernando Pessoa e seus heterônimos conhecidos: Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos, acompanhados de Bernardo Soares. A mostra é multimídia, utiliza sons, luzes, composição plástica, fotografias, espelhos, cabines poéticas, para cada espaço no qual Fernando Pessoa é reverenciado.

 

Para visitar “Fernando Pessoa, plural como o universo” peço, não tenha pressa, não fique preso ao relógio, não se preocupe em fotografar tudo, entre em outra dimensão do espaço-tempo, para que de fato, aprecie os versos e deixe-se tocar pela poética. Monitores simpáticos e bem informados, como o Ian (com quem conversei por longos minutos), são fontes interessantes para dialogar sobre o poeta português.


A alma de Clarice Lispector já deitou-se no Museu da Língua Portuguesa. Uma exposição belíssima, digna de levar seu nome, com um acervo diversificado, revelou um pouco de sua vida pessoal, por meio de cartas e bilhetes, como também, manuscritos originais, pertences, livros, revistas, um pouco muito valioso de suas obras. Outra Mostra inesquecível para mim.

 

Mais de Fernando Pessoa em: www.multipessoa.net




Esta é minha dica cultural aos amantes da poesia, estudantes, professores ou curiosos.

 

Aproveitem! Até a próxima.

 

Andréa Freire

 

www.apoetadealcova.com

www.twitter.com/apoetadealcova

 

Exposição “Fernando Pessoa, plural como o universo”

Até o dia 30 de janeiro de 2011.

De terça a domingo, das 10 às 18 horas.

Praça da Luz, s/nº
Centro - São Paulo - SP
(11) 3326-0775

Ingressos: R$ 6,00

Estudantes com carteirinha pagam meia-entrada.

Professores da rede pública com holerite e RG, crianças até 10 anos e adultos a partir de 60 anos não pagam ingresso.

Não há venda antecipada de ingresso.

Aos sábados, a visitação ao museu é gratuita.



23/11/1017h00

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O teatro e a informação


“A arte de sorrir cada vez que o mundo diz não”! [Guilherme Arantes]

 

O dente que sorri satisfeito por estar limpo, a bactéria com o plano maligno de causar a cárie, os amigos escova e fio dental, são as personagens da história que ensina os cuidados com a saúde bucal. Alunos do curso de Odontologia da Unip/Sorocaba sobem ao palco para viver um pouco na arte o que estudam na vida real. Sem experiência anterior com o teatro demonstram que levam jeito para entreter o público e passar a mensagem proposta. Os estudantes atuam ao lado da cirurgiã-dentista Adriana Barros, diretora da APCD Sorocaba, que mostrou uma veia artística para atuar e cantar.


“Era uma vez um dente perfeito” foi escrita e dirigida pelo cirurgião-dentista Carlos Alberto Muzilli, vice-presidente da Associação Paulista de Cirurgiões Dentistas – Regional Sorocaba. “O roteiro também teve o apoio do Hamilton Sbrana e Dimas Vieira, diretores de teatro com trabalhos reconhecidos na cidade”, conta Muzilli.



Na foto, Dr. Muzilli com o elenco: Samir Chervencov, Silvia Martin, Adriana Barros, Fernanda Puertas, Eliane Amaral e Samara Pires.


A primeira apresentação aconteceu como um ensaio aberto, para familiares, dentistas e público interessado, no dia  16 de novembro, na sede da APCD Sorocaba.




O figurino criativo, alegre, colorido e com sonoplastia dinâmica, tornam o enredo bem humorado e envolvente, para crianças, jovens e adultos. Os atores cantam, dançam e interagem com a platéia, enquanto esclarecem sobre os malefícios das bactérias que causam a cárie, a importância de escovar os dentes e usar fio dental.




No final da apresentação, elenco e diretor conversaram com o público, ouviram sugestões, responderam perguntas, com o objetivo de amadurecer ainda mais a montagem. O espetáculo tem potencial para crescer, com a experiência teatral do Dr. Muzilli, colocada em prática à frente do grupo. A platéia aplaudiu e assinou embaixo, apoiando a iniciativa!


O que é imprescindível dizer refere-se ao objetivo deste trabalho: informar sobre cuidados com a boca através do teatro, utilizar a arte para tratar com leveza e humor, de um tema sério e essencial, pois diz respeito à saúde do ser humano.




Desde criança é preciso ter a consciência de que nosso bem estar tem relação também com a boca, que existe câncer bucal, a bactéria da cárie pode ser transmitida, a placa bacteriana causa doença na gengiva, o mal hálito pode ser proveniente da má escovação, enfim, há ainda uma série de orientações e informações relacionadas à Odontologia que ainda não são conhecidas por um grande número de pessoas. Entretanto, começar pela higiene bucal e partir para a prevenção é um caminho essencial para qualidade de vida.


Segundo o cirurgião-dentista Carlos Alberto Muzilli, a proposta é transformar a montagem em um projeto, desenvolvido pela APCD Sorocaba, abrangendo escolas, associações, entidades e público interessado. Assim que tiver novidades haverá uma divulgação do projeto.




Leia: presidente da APCD Sorocaba, Dr.José William, em seu blog, fala sobre a iniciativa e a contribuição da arte para a Odontologia.


Veja mais fotos e o comentário do fotógrafo que registrou a apresentação, Rodrigo Moura: www.photolitho.com.br.

Ele me acompanha nas "andanças" culturais de Sorocaba.


Estive muito ausente, mas com os compromissos urgentes e intensos resolvidos, voltarei à frequência normal das postagens. Mais novidades na próxima sexta-feira, 26.


Abraço e espero por você!

06/11/1012h13

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Lembranças


No filme “Brilho eterno de uma mente sem lembranças”, Joel quer apagar as memórias deixadas do relacionamento perdido, excluindo tudo que se relaciona à mulher amada, o sofrimento deixaria de existir. Um tratamento experimental oferece a solução. Porém, durante o processo em que as lembranças são “deletadas”, Joel tenta impedir que Clementine deixe de existir em sua vida.

 

Em “Para sempre Alice”, a personagem central do livro sofre com a ausência de suas memórias. “Meus ontens estão desaparecendo e meus amanhãs são incertos. Então, para que eu vivo? Vivo para cada dia. Vivo o presente”. Aprender a viver sem as lembranças, existir sem elas, é o desafio de Alice.

 

Há quem tenta apagar as lembranças como se assim fosse possível excluir os fatos ruins da vida. Outros, “morrem” com elas, na amargura, ficam presos no passado, “deixando de existir” no presente. Às vezes é preciso tratar as feridas, para que a enfermidade seja curada.

 

Quando as memórias são lições aprendidas, entendemos que fazem parte de quem somos hoje, são experiências (boas ou más) que resultaram na pessoa na qual nos transformamos.

 

As lembranças têm cheiros, sentimentos, formas, texturas, temperaturas... São contraditórias e extremamente definidas, despertas por uma paisagem, a capa de um livro, a cor do céu, o dia da semana, uma música, um recado no meio da bagunça... São acordadas pelo calendário que marca o momento em que tudo aconteceu... Manifestam-se em sonhos e pesadelos, dançam conforme a música e mesmo o silêncio são lembranças.

 

As lembranças são assim para mim: um filme projetado em minha cabeça ou imagens do livro da minha vida.

 

E para você?

                                                             

O vídeo abaixo fala de lembranças... e da falta delas.

 

http://www.youtube.com/watch?v=lzElM6cl374&feature=player_embedded

 

Um abraço, até breve...

 

Andréa Freire

A Poeta de Alcova

28/10/1013h43

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Conto ou crônica? Os dois!


Nas minhas “andanças” culturais, parada “obrigatória” na palestra de Míriam Cris Carlos, na Oficina Cultural Grande Otelo. Noite quente sorocabana, sexta-feira, quase fim de semana, só poderia ser um prazer cultural!




Míriam Cris Carlos é graduada em Letras, mestre e doutora em Comunicação e Semiótica, professora / pesquisadora do programa de Mestrado em Comunicação e Cultura da Universidade de Sorocaba. Autora de “Quase tempo”, “Comunicação Antropofágica”, “Arteiras Sorocabanas” e “A pele palpável da palavra”.

 

A crônica, representada pelos autores Rubem Braga, Érico Veríssimo e Dalton Trevisan, foi o tema da palestra. De acordo com Míriam, na contemporaneidade há uma grande mistura entre as formas literárias. Por isso ela escolheu esses escritores,”pela singularidade de suas obras, que misturam a crônica, o conto e até mesmo a poesia na prosa, como é o caso de Rubem Braga”.




Público atento. Interessado. Cheiro de literatura no ar... brisa de inspiração...


Míriam Cris Carlos propôs justamente a discussão sobre a “validade da categorização da literatura em gêneros”. Se antes era “cada um no seu quadrado”, os conceitos pré-estabelecidos seguidos à risca, a “ditadura” da categorização afrouxou, hoje há uma “misturança” que se harmoniza, a crônica, o conto, a prosa e a poesia compartilham de um mesmo espaço.


 

Vou dar meu pitaco: não tenha medo de ousar, de "sair do quadrado". Mas conhecer a técnica narrativa, se aprimorar e saber o que está fazendo também é importante no resultado da inspiração.


Que tal um pouco de literatura brasileira?


Rubem Braga


Érico Veríssimo


Dalton Trevisan



 

Até breve...

 

Andréa Freire

Fotos do evento: Rodrigo Moura [www.photolitho.com.br]

23/10/1012h00

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A poesia digital de Ernesto de M. e Castro


A poesia é a vida de Ernesto de Melo e Castro, poeta, pesquisador e professor português, que recentemente esteve na Biblioteca Municipal de Sorocaba ministrando uma palestra na Semana Internacional de Literatura, evento organizado pela Academia Sorocabana de Letras.




Com certeza tal iniciativa é louvável, digna de apoio e participação. Não apenas este grande nome da poesia integrou a programação, outros igualmente importantes e essenciais dentro da contribuição cultural oferecida, seja para Sorocaba, o país ou o mundo, estiveram presentes.


Falando sobre infopoesia - o objetivo desta postagem -, é claro que foi um prazer e uma oportunidade de conhecimento assistir a palestra de Ernesto de Melo e Castro, zeloso, dedicado, simpático, apaixonado pelo que faz. Um homem de 78 anos que continua experimentando a poesia em suas manifestações.




“Quando olho para trás vejo que toda minha vida foi conduzida sempre pela ideia da inovação, da diferença e do futuro”, disse. Só para lembrar: ele foi pioneiro na vídeopoesia e responsável por introduzir a poesia concreta no país de origem, Portugal. Foi teórico e praticante da poesia experimental portuguesa nos anos 60. Na década seguinte, com seu primeiro computador, escreveu seu nome na história da vídeopoesia mundial. Como professor em atividade, Ernesto de Melo e Castro não tem limites para sua criação.


“São as coisas que desconhecemos que irão definir nosso futuro”, afirmou sabiamente. Com certeza baseado numa vivência que comprova tal colocação. O computador para nós, hoje, é tão comum quanto uma caneta. Quando jovem, não, o poeta português deparou-se com uma invenção extraordinária, desconhecida. E foi ela que determinou seu futuro. “Os fatores que determinam nosso futuro são improváveis”: frase instigante para filosofarmos.


Ernesto de Melo e Castro também falou sobre a discussão em torno do fim do livro. Disparou: “Essa discussão é uma bobagem. Por muitos séculos ele vai ser insubstituível”, prevê. “As novas tecnologias acrescentam, não eliminam as já existentes”.  Lembrou de Gutemberg: “ele foi genial, reuniu as condições técnicas para imprimir em papel”. E acrescenta: “ele morreu pobre e endividado, temos uma dívida com ele”. Alguém discorda?


Sobre a vídeopoesia e a infopoesia Ernesto foi questionado: “o EU do poeta, onde fica”? E respondeu: “Fica no lugar onde exatamente sempre esteve: dentro do Eu do poeta”!


Na palestra ele falou um pouco do origem do uso do computador para criar poesia. E fez referência à poesia concreta. “A poesia concreta é o psico-estético da atual poesia digital, ou seja, da infopoesia e da videopoesia”.




Ernesto de Melo e Castro explicou que “a poesia concreta lê-se ideogramaticamente, de uma só vez, instantaneamente, é um signo total, para ser vista e apreciada num todo”. Ideograma: conjunto completo de signos que entre si se articulam significativamente. Só depois vêm as interpretações possíveis.


Mais uma vez o encontro com o poeta português foi uma oportunidade de contato com o conhecimento e a sensibilidade, mesmo que a linguagem poética usada por ele não nos seja comum ou reflita nossa produção. Entretanto, sem dúvida alguma, coopera para que sejamos poetas mais ousados, intuitivos, abertos ao novo e entendermos que há diversas formas de poetizar.


Vale registrar a presença dos professores Geraldo Bonadio (em foto ao lado de Ernesto) e Myrna Atalla, membros da Academia Sorocabana de Letras, e do diretor de área da cultura: maestro Jonicler Real.




Infelizmente o auditório não estava lotado, ao contrário, sobraram muitos lugares vagos.  A Semana Internacional de Literatura foi divulgada na imprensa, por isso me questiono: onde estavam os poetas e amantes da poesia? onde encontravam-se estudantes e universitários de Letras? ou talvez o horário não tenha sido favorável a este público?


Mas isso não apaga o valor do encontro e muito menos a qualidade do conteúdo apresentado. Parabéns à Academia Sorocabana de Letras pela iniciativa e desejo que se repita ininterruptamente. É um estimulo à leitura e valorização da literatura.

 

As fotos são de Rodrigo Moura, fotógrafo que contribuirá para cada texto, com o olhar através da lente de sua Nikon.  

 

Conheça seu trabalho:

www.photolitho.com.br

 


Abraço, até terça...


Andréa Freire

19/10/1012h01

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Simplesmente eu, Clarice Lispector




“O que sinto eu não ajo.
O que ajo não penso.
O que penso não sinto.
Do que sei sou ignorante.
Do que sinto não ignoro.
Não me entendo e ajo como se me entendesse”.

Clarice Lispector

 

Quando o espetáculo começou, minha expectativa encontrava-se intacta, dominada, a ansiedade conhecida que antecede um momento desejado e é o prelúdio de um sonho tornando-se realidade. Apagaram-se as luzes... no palco, um facho de luz, surgindo nele, devagar, como se um túnel do tempo se abrisse, Clarice Lispector.


Cabelo, roupas, traços, gestos, Beth Goulart ficou guardada sob a pele branca, para que a autora, reconhecidamente um ícone de nossa literatura, surgisse em alma e imagem diante de nós.


Estou falado da peça teatral “Simplesmente eu, Clarice Lispector”, com adaptação, direção e interpretação de Beth Goulart, uma artista densa, intensa, renovada, se descobrindo e se revelando, em uma interpretação primorosa, que merece e recebe todo o respeito do público.


Cenário: essencial e completo. Iluminação: criativa e limpa. Figurino: um charme. Confesso, Beth Goulart me surpreendeu. Não a tinha visto antes no palco. Ouvi os comentários elogiosos. Mas como disse no início, minha expectativa foi tomada por um salto inesperado, uma admiração latente, uma novidade da novidade, enfim, o espetáculo superou tudo o que eu imaginava.


Talvez quem me conheça pense: “oras, mas ela adora Clarice Lispector, só poderia amar o espetáculo”.  Engano. Por admirar e respeitar Clarice Lispector, não seria “qualquer coisa” que me agradaria. Ao contrário, ver suas palavras vulgarizadas e maculadas numa interpretação tosca, faria meu interior se rebelar e com certeza, estaria expondo toda minha indignação.


Auditório lotado do Teatro Renaissance (SP), num domingo nublado, com cheiro de nuvens e gosto de palavras novas. Público silencioso, compenetrado, respondendo na medida certa, trocando energia positiva e transcendente.


O espetáculo “Simplesmente eu, Clarice Lispector” traz trechos das obras: Perto do Coração Selvagem, Amor, Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres, Perdoando Deus.


Aliás, Beth Goulart costurou as cenas perfeitamente, não há sobra ou falta, nem quebra ou rigidez. O texto flui com a atriz, ora em movimentos doces e sutis, ora em gestos pesados, fortes e tristes. Ela domina o palco, todos os espaços, emana a magia do teatro.


Sim, chorei. Não sozinha... nem piegas... Sorri, ri... com calma e sentido. Não sozinha...


Clarice Lispector não é para ser entendida, e sim sentida. Não fala com nossa inteligência, dialoga com o coração. Não trata do que não conhecemos, fala da vida. Sente Clarice Lispector, quem sente a si mesmo.

 

Ao final da apresentação, Beth Goulart conversou com a platéia, emocionada, contagiante... falou do segundo olhar que a peça propõe... sobre si, o outro e o mundo... e a partir deste novo olhar, ver o melhor, o bem, de transformação, amar...

 

Não perca!  “Simplesmente eu, Clarice Lispector”, com Beth Goulart, no Teatro Renaissance (SP).

 

Compre o seu ingresso aqui.



Um pouco das obras de Clarice Lispector e sua história, acesse:

 

http://claricelispector.blogspot.com/


Trechos da peça no Youtube:


http://www.youtube.com/watch?v=Y9bYBQO62K4

 

Em breve postarei sobre a exposição “Fernando Pessoa, plural como o universo”, no Museu da Língua Portuguesa, Estação da Luz, SP.

 

Foi um prazer falar com você...

Até sexta.

 

Abraço.


Andréa Freire


16/10/1001h06

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Sou colega de Ernesto de Melo e Castro!



O poeta e professor português Ernesto de Melo e Castro (foto) estará em Sorocaba no Seminário Internacional de Literatura, que acontece de 18 a 22 de outubro, na Biblioteca Municipal. A notícia fez meus olhos saltarem, pois vê-lo novamente é um prazer puramente poético! 

 

Tive a oportunidade de entrevistá-lo, em 2009, para o programa de rádio Cruzeiro Educação, no qual trabalhava como produtora e repórter. Ele esteve na cidade para um evento realizado por uma faculdade local.

 

Para quem não o conhece, segue uma breve apresentação:

 

Pioneiro na vídeopoesia e responsável por introduzir a poesia concreta no país de origem, Portugal, o poeta e professor Ernesto de Melo e Castro é a poética em pessoa. Desde a tenra idade apaixonou-se pela poesia e ainda estudante escrevia versos, que o seguiram até adulto, quando passou a teórico e praticante da poesia experimental portuguesa nos anos 60. Na década seguinte, com seu primeiro computador, escreveu seu nome na história da vídeopoesia mundial.

 

Ao me apresentar ao poeta renomado e reconhecidamente um ícone internacional da poesia, a tensão – própria de uma admiradora (escondida atrás da jornalista) – se esvaiu em seu aperto de mão, com jeito gentil e educado. Um sorriso me deixou à vontade. Depois de combinarmos a entrevista, falei que admiro seu trabalho, porque também sou poeta, modestamente, é claro. Pois neste instante, ele deu uma paradinha em seu passo e disse: “Você escreve poesia! Ah, então somos colegas! Será uma conversa de poeta para poeta”. Perceptível: ele ficou mais à vontade.

 

O quê? Imagina... colega de Ernesto de Melo e Castro!? Demonstrei minha surpresa e logo um jeito de me colocando no meu lugar, claro! E ele? Sorriu discordando de mim... falei: o senhor é que é gentil. E ele insistiu! Por fim, concordei, somos “colegas”.

 

Claro que amei a reportagem! Nem preciso falar que fiquei maravilhada com a presença forte e terna daquele homem, poeta, professor, artista ousado, desafiador, com sensibilidade transbordando pela pele e pelos sentidos...

 

Depois, ainda tive a oportunidade – para poucos – de acompanhar uma aula sua. Vi alguns de seus trabalhos, ouvi dele próprio como foi o surgimento da infopoesia, seus elementos, a criação...

 

Na ocasião, ele contou-me a respeito do livro polêmico que pretende lançar sobre o poeta, também português, Fernando Pessoa. Imperdível! Vou deixar você com curiosidade!

 

Nesta postagem disponibilizo sonoras da entrevista que fiz com Ernesto de Melo e Castro. Na primeira, ele fala como professor e destaca a visão poética no ensino. A seguir, ressalta a contribuição da poesia na comunicação entre professor e aluno. Na terceira sonora, Ernesto de Melo e Castro diz que a tecnologia será mais utilizada na produção poética. E por fim, ele faz uma relação dos sentidos com a poesia.


Eu não vou perder:

Ernesto de Melo e Castro em Sorocaba

Seminário Internacional de Literatura

Dia 20 – Biblioteca Municipal (Alto da Boa Vista)

14h00 - Auditório - Palestra-debate “Infopoesia, por que e para quê?”, com Ernesto Manuel de Melo e Castro

Veja programação completa:

http://www.jornalipanema.com.br/novo/Cultura/SEMINARIO+INTERNACIONAL+DE+LITERATURA+COMECA+DIA+18+EM+SOROCABA+.html


A seguir, Ernesto de Melo e Castro. Aproveite... 

 

Sonora 1:

http://www.4shared.com/audio/bLFnWYaM/Profl_Ernesto_Sonora_1.html


Sonora 2:

http://www.4shared.com/audio/v8-yKQdJ/Profl_Ernesto_Sonora_2.html


Sonora 3:

http://www.4shared.com/audio/zPMKEKMb/Profl_Ernesto_Sonora_3.html


Sonora 4:

http://www.4shared.com/audio/EDESzIyG/Profl_Ernesto_Sonora_4.html


Abraço...

até terça-feira...


Andréa Freire


13/10/1018h49

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O Feriado da Criancice


Não sei como passou o feriado, mas o meu foi dedicado a duas crianças espertas e alegres. Estive do jeito que adoro, correndo pela casa, jogando bola, no meio de brinquedos, carregando uma garotinha dengosa e rolando na cama com um garoto arteiro. Fomos três crianças no feriado: de 2, 3 e 40 anos, sem muita diferença quando juntas.

 

Ser tia é tudo de bom, tem seu estresse de vez em quando, mas é claro que a melhor parte fica para os tios e os avós. Mas não deixo escapar uma correção quando necessária! Dar carinho sim, mimar não. Sei que há uma linha tênue em que me equilibro, por isso não deixo de ficar atenta.

 

Mas o que eu gostaria de falar mesmo nesta curta postagem tem relação com a criança interior que vive dentro de nós adultos. Quem experimenta da experiência de deixa-la se manifestar, liberta-se de algumas chatices que temos na vida adulta: a roupa bem passada, o sapato limpo, o cabelo arrumado, rosto maquiado e o corpo ereto no sofá. Entre nós, se falta um componente, algo está errado! Posso estar exagerando, mas tenho uma certa razão.

 

Pode parecer piegas, mas ergue a mão quem concorda: faz um bem danado ser criança por alguns instantes. Deixar o paletó, a gravata, o sapato alto, o cabeleireiro e jogar-se no tapete da sala, sem relógio, nem calendário, muito menos o limite. Sabe o tal do “semancol”? Então, ele fica esquecido na carteira.

 

Assim eu passei meu feriado, na maior parte do tempo, criança. E posso garantir, voltei para meu sapato alto, a roupa passada e o cabelo no lugar, muito mais feliz do que quando os deixei de lado. Com mais energia, leve, entusiasmada, livre, desafiadora, sem medo de correr e cair na escada (como o Pietro) e mais sorridente com o olhar brilhando (feito a Anna Laura). Não tenho dúvida, quem me encontrar, sentirá a diferença. E se eu fizer uma enquete, ah, a criança interior vai ganhar!

 

Falando em criancice, vi, gostei e indico:

 

"Palavra Cantada", com Sandra Peres e Paulo Tatit, acompanhados de uma trupe animada. Com uma proposta inteligente, lúdica e criativa, o grupo mostra que fazer canções infantis não se resume em blá blá blá e ti ti ti... (você entendeu!)

 

Ao vivo eles confirmam que estão para brincadeira sim! No bom sentido, claro...Tive a feliz oportunidade de assistir o "Palavra Cantada" em Votorantim, na Festa Junina deste ano, e junto com uma turma animada de pais e crianças, me diverti muito! Cantei, dancei, pulei, não medi a alegria!

 

Site do Palavra Cantada:

www.palavracantada.com.br

 

Espero que goste dos vídeos escolhidos... aproveita, que o Youtube tem uma relação legal!

 

“Lápis, caderno, chiclete, pião, sol, bicicleta, skate, calção” e Arnaldo Antunes...


Criança não trabalha!

Levantou com o pé esquerdo hoje? Pode virar música...


Pé com Pé!

 

Até sexta...

 

Abraço.





08/10/1016h53

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Imagem e Poética


“Ele deixou de brigar com a vida. Preferiu tornar-se seu aliado. Só então percebeu que apenas media forças com o destino, em vez de tê-lo a seu favor. O canhão enferrujado é um souvenir para lembrá-lo que existe paz”.

A Poeta de Alcova

 

Foto: Rodrigo Moura

www.photolito.com.br

 

Novidades na próxima quarta...

 

Espero por você!

 

Andréa Freire

08/10/1016h39

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Sinais


Você já se arrependeu de ter deixado uma oportunidade passar e ao olhar para trás viu o quanto perdeu?

 

Sabe quando você diz “não” ao mesmo tempo em que o seu interior insiste no “sim”? Você deita e percebe uma dissonância entre seu ato e sua vontade...  mas é tarde demais para mudar sua decisão. E gruda em você, “para sempre”, aquela sensação de que tudo poderia ter sido diferente, para melhor...

 

O medo paralisa. A insegurança enfraquece. Quando são mais fortes que nós mesmos, passam a ditar, sutilmente, regras que seguimos cegamente, limitam nossa liberdade e desmoralizam o livre arbítrio. Há quem sobrevive dia a dia. Por acostumar-se com o medo e a insegurança, olha para o novo com desdém. Há quem consegue romper a prisão. O mistério, o inevitável, as surpresas, as inconstâncias da vida, são pontes para chegar onde deseja. Um acredita que não sofre mais porque o torpor não lhe permite o discernimento. Outro transforma a dor em desafio e sem medo que ela aumente ou retorne, avança, sempre.

 

Eu acredito em sinais. Na voz interior. Uns chamam de sexto sentido, outros de intuição, voz de Deus, o aviso de um anjo ou, meramente, “sorte”.  Mas para ver os sinais é preciso estar atento ao que a vida fala e oferece. É imprescindível ser atento a si mesmo. O autoconhecimento é um importante aliado contra o medo e a insegurança. Saber quais são nossos limites é o primeiro passo para superá-los. 

 

Vi, gostei e indico:





01/10/1016h46

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No início, a Palavra!


Comecei e parei por três vezes, esta primeira postagem, cada qual com uma abordagem diferente. O amor à Palavra me torna exigente demais comigo mesma. A devoção, a honra e a dedicação que tenho pela Palavra exigem demais de mim, apenas dizer não é suficiente, apenas escrever não é satisfatório, é preciso que a Palavra tenha o sentido pleno de si mesma, o significado em conformidade com o que julgo respeitável. Mais ainda, como se precisasse da sua aprovação, da Palavra, para dizer: “É isto. Está pronto”.

 

O Portal do Jornal Ipanema não é mais um espaço no universo virtual, na rede de pessoas que se estabelece nesta face tecnológica da comunicação. Este blog não tem o sentido banal de um diário virtual ou uma página onde posso dizer o que quero e satisfazer o ego. Escrever para o Portal é de uma responsabilidade tão grande quanto informar o caminho certo para um viajante, tomando cuidado para que ele não se perca e que tenha entendido a informação, compreendido seu caminho. Mas a escolha em seguir é dele. É o livre arbítrio de julgar a informação que adquirimos.

 

Não tenho a intenção de ser perfeita, afinal, seria risível tal afirmação. Entretanto, quero estar em paz com a consciência de ter dado o todo do que propus. Estar em sintonia com a credibilidade, a qualidade da informação e o compromisso com o leitor, tão explícitos pelo Portal do Jornal Ipanema, é uma responsabilidade não apenas da jornalista e educadora, mas da cidadã que sou.

 

Quero agradecer o espaço concedido pelo editor-chefe Urbano Martins e toda a atenção dispensada a mim por Rubens Pellini Filho, responsável pela versão online do Jornal Ipanema. Parabenizar os diretores Francisco Pagliato Neto e Juliana Camargo Pagliato Consani pela rede de comunicação estabelecida em consonância entre os veículos: Rádio Jovem Pan, Jornal Ipanema versão impressa e o Portal.

 

Acredito que uma breve apresentação é sinônimo de educação. Sou radialista e jornalista formada, com atuação na imprensa sorocabana desde 1996, quando integrei, orgulhosamente, a equipe da rádio CBN Clube. Anteriormente (1989) já havia trabalhado em rádio na minha cidade de origem, Itapeva/SP, e ainda em dois jornais diários (1993 e 1994). Em 1998, passei a atuar na área de Assessoria de Imprensa, também em veículos segmentados: revista e jornal tablóide. Neste ano, um novo passo abriu outro caminho: como educadora, atuando na Universidade da Terceira Idade (Uniso). A partir deste trabalho criei o blog “O Sabor da Maturidade” (www.osabordamaturidade.com). Encantada pela poesia desde sempre, antes mesmo de me apaixonar pelo jornalismo, possuo um blog pessoal chamado: A Poeta de Alcova (www.apoetadealcova.com).

 

Neste espaço, trarei a pluralidade que me agrada e que possa também interessar aos que descobrirão afinidades comigo: novidades da internet; reflexão construtiva sobre fatos e assuntos que vierem à mente; cobertura de eventos culturais e sociais dos quais participarei; divulgação de projetos que promovem positivamente o ser humano; dicas de sites, blogs, filmes e livros; vídeo, música, fotografia; e é claro, doses essenciais de palavras poéticas, minhas e de outros autores. Quanta pluralidade! Para organizar, definirei os dias de postagens com seu perfil de conteúdo.

 

Será sempre um prazer falar com você!

Abraço.


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Sorocaba

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Fonte: CPTEC/INPE


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