Vladimir Platonow/ABr
14/01/2011 07h53
No Rio
Sobe para 506 mortos em tragédia na Região Serrana do Rio
À medida que equipes de resgate avançam por áreas devastadas pelas
chuvas, a tragédia na Região Serrana ganha contornos mais trágicos.
Segundo balanço, subiu para 506 o número de mortes confirmadas no Rio de
Janeiro. Em Teresópolis, morreram 223 pessoas. Em Nova Friburgo, o
número subiu para 225. Em Sumidouro, a prefeitura confirmou um total de
19 mortos. Já em Petrópolis, a prefeitura divulgou que o total de mortos
chega a 39 mortos.
No início da tarde desta quinta-feira, a presidente Dilma Rousseff visitou a cidade de Nova Friburgo
(RJ), uma das mais atingidas pelos deslizamentos e soterramentos, onde
andou pelas ruas e conversou com moradores. A presidente fez um sobrevoo
de helicóptero pela área afetada, acompanhada pelo ministro da
Integração Nacional, Fernando Bezerra, e do ministro da Saúde, Alexandre
Padilha.
Durante coletiva, Dilma revelou que o “governo federal vai estar aqui,
no Estado do Rio de Janeiro, solidário e cooperando com o governo
estadual e com as prefeituras, no sentido de agora, resgatar, e depois
reconstruir. Estamos aqui também para prevenir e garantir que a
reconstrução seja um momento de prevenção”.
Autoridades locais revelam que os números podem aumentar, já que as
buscas por mais vítimas devem continuar nos próximos dias e as áreas são
de difícil acesso.
Esta já é considerada a maior tragédia climática da história país. O
número de vítimas ultrapassou o registrado em 1967, na cidade de
Caraguatatuba, no litoral norte de São Paulo. Naquela tragédia, tida até
então como a maior do Brasil, 436 pessoas morreram.