sorocaba, 27 de Novembro de 2014 - 03h11

Gaeco investiga CDP de Sorocaba após denúncias de esquema de corrupção



Gaeco  investiga CDP de Sorocaba após denúncias de esquema de corrupção Sergio Ratto / Ipanema Online

Promotores do Gaeco, durante coletiva de imprensa

O grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) revelou nesta quinta-feira (3) durante entrevista coletiva que já foi aberto um processo de investigação dentro do Centro de Detenção Provisória de Sorocaba (CDP). As investigações tiveram início em 2013 e correm em segredo de justiça. Os promotores de justiça, Claudio Bonadia e Antonio Farto Neto que integram o trabalho de investigação, comentaram que até agora quatro pessoas já foram ouvidas e um número considerado de provas já foi recolhido, porém ainda não há provas suficientes para pedir a prisão preventiva dos investigados.

Os promotores solicitam a colaboração de pessoas com informações sobre o caso, ou que tenham sido vítimas de crimes de corrupção praticados no CDP. Está agendada para esta sexta-feira (4) uma reunião com Corregedoria do Sistema da Administração Penitenciária. “Na reunião, promotores vão compartilhar o que foi investigado. Até porque todos foram pegos de surpresa”, comentaram. Em nota, a Secretaria da Administração Penitenciária informa que está apurando as denúncias. 

O caso

Denúncias de agressão, manipulação de poder, venda de vagas em melhores celas e entrada de drogas foram feitas pelo coordenador do Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo ao programa Conexão Repórter, do SBT, apresentado pelo jornalista Roberto Cabrini, transmitido nesta quarta-feira (2). Na reportagem de cunho investigativo, o diretor Márcio Coutinho, consta como envolvido no caso.

Durante a matéria, que mostrou a rotina de agentes penitenciários, familiares de presos na fila de visitas confirmaram a existência do esquema. Uma das entrevistadas afirmou ter pago R$ 1.500 para transferir um preso a um "lugar bom". Sem se identificar, um agente penitenciário detalhou a existência da prática, que chegaria a custar de R$ 800 a R$ 2 mil, valores negociados com advogados dos presos. O mesmo agente também comentou sobre a facilitação da entrada de drogas à unidade. Nas entrevistas, também foram mostrados casos de agressão e assédio moral, supostamente praticado pelo diretor.

Procurado pela reportagem, o diretor do CDP disse que só poderia falar após autorização da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP).



Anuncie aqui

Audiência do Portal Dpto. Comercial Tabelas do Jornal IPAgraf Dúvidas