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Sorocaba deve ter queda de R$ 278 milhões no orçamento devido à pandemia; Jaqueline apresentou dados ao governador em reunião com "aglomeração"

Agência Sorocaba
Postado em: 12/05/2020

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A prefeita de Sorocaba, Jaqueline Coutinho (PSL), apresentou nesta segunda-feira (11) ao governador João Dória (PSDB) e aos prefeitos integrantes do Conselho Municipalista a perspectiva negativa do orçamento municipal para 2020. Além da queda no orçamento, que pode comprometer serviços essenciais, a prefeita também demonstrou preocupação em torno dos números de leitos em UTI nas cidades da região.

“Hoje o cenário econômico nos mostra que se tivermos um PIB a menor em 1,8% Sorocaba deve fechar o ano com uma queda de receita da ordem de R$ 278 milhões. Por isso, importante essa retomada, isso sempre fundamentado em parâmetros da Saúde que nos autorize”, destacou a prefeita Jaqueline Coutinho. A prefeita também defendeu a necessidade da retomada gradual, levando-se em conta o cenário de cada cidade ou região. Posição que foi levantada também por outros prefeitos. 

Durante a conferência Jaqueline fez um balanço dos casos confirmados na cidade assim como o número de leitos disponíveis e ocupados nas 48 cidades que integram a Diretoria Regional de Saúde (DRS-16). Expôs a preocupação em torno dos números de leitos de UTI nas cidades da região, destacando a necessidade de aumentar o número no Hospital Adib Jatene, referência para essas cidades, pois mesmo com o incremento de 10 vagas, seis delas já haviam sido utilizadas.

A primeira reunião com o Conselho Municipalista criado pelo Governo do Estado foi sediada no Palácio dos Bandeirantes, para discutir ações de combate ao coronavírus (COVID-19) e prefeitos de cidades-sede das 15 regiões administrativas do Estado e os secretários estaduais.

Essa primeira reunião foi presidida pelo governador João Doria (PSDB). Foram mais de cinco horas de reunião, sendo finalizada por volta das 19h desta segunda-feira. Uma nova reunião, desta vez virtual está marcada para a tarde desta terça-feira (12).

Chamou a atenção o formato da reunião, presencial e com os prefeitos sentados um ao lado do outro, não respeitando um distanciamento mínimo. Ao menos 22 pessoas participaram do encontro. Eles, porém, usavam máscaras.

Os chefes dos executivos municipais receberam informações estatísticas sobre a pandemia em todo Estado e a importância de manter as ações de isolamento social nos municípios.

“O Plano São Paulo será atualizado constantemente, com a ajuda de vocês, e todas as nossas decisões estarão amparadas nas avaliações e decisões da Saúde. O programa de quarentena do Estado de São Paulo recebeu elogios de cientistas, especialistas, professores e estudiosos brasileiros e internacionais. Isso nos serve de indicativo de que estamos no bom caminho. Não há nada que não possa ser melhorado ou aperfeiçoado, mas estamos no caminho certo”, destacou o governador.

O início da retomada das atividades econômicas será norteado, segundo explicou o governador João Dória, pelo Plano São Paulo, cuja construção tem levado em conta o diálogo permanente com setor econômico, sociedade civil e municípios. 

Os requisitos para a flexibilização da quarentena vão se basear em critérios técnicos, que incluem, como fatores principais, a redução sustentada dos números de novos casos de infecção pelo coronavírus e a manutenção da taxa de ocupação dos leitos de UTI em patamar inferior a 60%. As medidas são semelhantes às já adotadas por países como, por exemplo, Estados Unidos, Alemanha, Áustria e China.

Balanço

Os números sobre o avanço da covid-19 foram apresentados pelo secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi. Ele destacou que o coronavírus estava restrito à Região Metropolitana de São Paulo até meados de março. 

Em menos de 45 dias, a doença avançou pelo interior e litoral e chegou a todas as regiões administrativas do Estado. Em 17 de março somente nove cidades da RMSP tinham casos e apenas a Capital registrava óbitos. Hoje, a doença está em todo território paulista com casos registrados em 414 municípios (64% das 645 cidades do Estado).

O levantamento da SDR aponta ainda que o contágio cresce proporcionalmente a um ritmo quatro vezes mais rápido no interior e litoral do que na Região Metropolitana de São Paulo. Entre os dias 1º e 30 de abril, o número de casos registrados cresceu 3.302% no Interior (de 129 casos para 4.389), enquanto que na RMSP o crescimento foi de 770% (de 2.793 para 24.309). Dados atualizados indicam que a taxa de ocupação de leitos na capital e demais cidade da RMSP é de 89,6%. Já no Estado, o índice hoje é de 68,2%.

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