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Laudo indica que veneno de rato foi misturado à comida entregue a moradores de rua

Jovem Pan News
Postado em: 30/07/2020

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Um laudo apontou nesta quinta-feira, 30, que veneno de rato foi misturado à comida entregue a pessoas em situação de rua no dia 22 em Itapevi, na Grande São Paulo. Vagner Aparecido Gouveia, de 37 anos, e José Conceição, de 61 anos, morreram com sinais de intoxicação após consumir o alimento. Outras três foram entregues a um vendedor de churros, de 42 anos, que as levou para a casa, onde moram duas crianças, também foram contaminadas. O garoto de 11 anos permanece internado, sem previsão de alta, e a adolescente de 17 anos passou mal e foi internada, mas saiu do hospital no último domingo. A polícia investiga agora se as marmitas foram envenenadas no posto de combustível ou no momento da preparação. As refeições foram doadas por uma família que faz parte da Igreja Evangélica.

A pastora Agda Lopes Casimiro, de 51 anos, se disse “perplexa” com a situação. Ela chegou a procurar a polícia para informar que preparou a comida, e negou que houvesse quaisquer problemas. Segundo Agda, ela comeu junto aos familiares o mesmo alimento, mas não passaram mal. 

Câmeras de Segurança mostram o momento em que a pastora entrega as marmitas aos dois homens num posto de gasolina. Eles foram encontrados mortos horas depois. Policiais estão investigando estas imagens para identificar as pessoas que estavam no local, além de alguma outra atividade estranha. O caso deixou de ser considerado morte suspeita, e passou a ser homicídio doloso, quando não há intenção de matar.

O prefeito de Itapevi, Igor Soares, se disse “indignado” com a situação. “Estou indignado com alguns seres que se chamam de ‘humanos’! Recebi logo cedo a informação que foram distribuídas marmitas com comida contaminada em Itapevi”, publicou na ocasião em suas redes sociais. 

De acordo com ele, a prefeitura mantém convênio com uma entidade para receber as pessoas em situação de rua, mas nem todas desejam ir para o local. “Neste período de pandemia o Ginásio do Centro de Iniciação ao Esporte (CIE) está sendo usado como abrigo. Lá recebem café da manhã, almoço e jantar, além de terem espaços para banho e dormir, com respeito e dignidade”, afirmou.

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