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Após suspeita de fraude, prefeito de SP suspende contratos de compras na Saúde

Foto: Fotoarena/Folhapress
Postado em: 08/08/2020

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Folhapress

 

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), suspendeu as licitações que estavam em fase inicial da Secretaria Municipal de Saúde relacionadas à AHM (Autarquia Hospitalar Municipal).

 

A decisão foi tomada na sexta-feira (7) um dia após a operação Nudus, da Polícia Federal, apontar suspeitas de fraudes em dois contratos emergenciais para a aquisição de 600 mil aventais descartáveis que seriam destinados a hospitais da capital gerenciados pela autarquia. Juntos, os dois contratos somam R$ 11 milhões.

 

Segundo a Polícia Federal, a chefe do setor de compras da AHM é namorada do dono da empresa responsável pelo fornecimento dos aventais.

 

Na quinta (6), a Polícia Federal esteve nos endereços dos dois suspeitos, mas os localizou num hospital da capital paulista. Os celulares de ambos e uma amostra dos aventais foram apreendidos.

 

Os aventais serão encaminhados à perícia para comprovar ou não a justificativa apresentada para explicar o alto custo: o produto teria proteção contra bactérias.

 

Também na quinta, o controlador-geral do município, João Manoel Scudeler de Barros, oficiou o TCU (Tribunal de Contas da União) e solicitou documentos e provas colhidas pela Polícia Federal nas investigações sobre o caso.

 

Barros fará uma investigação interna para responsabilizar empresas e servidores públicos envolvidos nos supostos esquemas de fraude.

 

A AHM, que administra 11 hospitais municipais da capital paulista, como o Jabaquara (zona sul) e o Tatuapé, o Ermelino Matarazzo e o Tide Setúbal (zona leste), será extinta, de acordo com a Lei 17.433/2020, sancionada no último dia 30 de julho.

 

De acordo com o secretário municipal de Saúde, Édson Aparecido, a pasta será reorganizada administrativamente. Com a mudança, a gestão dos hospitais passará a ser feita pela própria secretaria de Saúde.

 

Em nota, a Prefeitura de São Paulo informa que, por determinação do prefeito Bruno Covas, todas as concorrências serão retomadas para a SMS (Secretaria Municipal de Saúde).

 

"A Controladoria Geral do Município abriu uma sindicância para apurar eventuais irregularidades em compras da Autarquia Hospitalar Municipal e enviou ofícios ao Tribunal de Contas da União e à Polícia Federal solicitando compartilhamento de informações", diz o texto.

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