Por Gabriel Bitencourt 

Neste feriado prolongado de 12 de outubro, fizemos uma viagem a Campos do Jordão, minha esposa, minha filha e eu.

Delícia de viagem!

Vale destacar a excelente qualidade dos parques, dos museus e a oferta de comidas veganas de ótima qualidade e com preços razoáveis.

Parte desta viagem eu dediquei às incursões pelas matas em busca do frescor, da gostosura, das belas paisagens, das lindas árvores, das flores e, principalmente, de uma de minhas grandes paixões: as aves.

Tive a agradável companhia do Thiago Carneiro, um guia jordanense que se autodenomina uma “minhoca da terra”.

Ele e eu saímos ao amanhecer e retornamos quando as corujas já terminavam sua intensa vocalização de início da noite sob um céu lindamente estrelado.

De bom, os 12 lifers – aves com as quais tive meu primeiro contato direto – em apenas um dia; de triste, o fato de que duas das espécies de aves fotografadas se encontram na lista de animais ameaçados de extinção.

Uma delas, o Papagaio-de-peito-roxo, fotografei saindo de um ninho (benditos sejam seus futuros filhotes!).

A informação do Thiago, entretanto, foi de que há pouco mais de dez anos, em Campos do Jordão, ele contabilizava um bando de mais de uma centena de indivíduos e que, hoje, eles não passam de algumas dezenas.

Foi bom ver aquelas belezuras e fotografá-las, mas foi triste saber que o prognóstico é de que algumas delas só serão vistas pelas próximas gerações através de fotos (como as que fiz) ou aprisionadas em zoológicos.