Por Gabriel Bitencourt

Na última edição de minha coluna na Rádio Ipanema (27/03), falei sobre os projetos de lei relacionados com o comércio de animais de estimação que, recentemente, se tornaram leis.

Na Austrália, a lei proíbe a reprodução de cachorros e gatos para vendas em lojas foi aprovada no estado de Victoria, onde fica a metrópole Melbourne.

Em outubro do ano passado, a Califórnia, famoso estado dos Estados Unidos da América por seu vanguardismo nas questões comportamentais, proibiu a venda de animais oriundos de criadouros. Só poderão ser vendidos em lojas, cachorros, gatos e coelhos, entre outros, que venham de abrigos de animais.

Esses são apenas alguns dados que sinalizam novos tempos, apontam para mudança de comportamento entre seres humanos e os outros animais, porém, os holofotes que têm sido jogados sobre essa verdadeira indústria – que é a produção de filhotes para a venda – e mostrado duras e tristes realidades contribuíram muito.

As pessoas, em geral, quando vão comprar um lindo filhote de um cãozinho de raça em uma loja não sabem o que ocorre nos bastidores onde as matrizes são tratadas como máquinas reprodutoras.

Obviamente, que há exceções, porém, não é só este o fator que levou a Califórnia e Victória a esta proibição. Tanto lá como aqui, há uma quantidade enorme de animais em abrigos e nas ruas, carentes de adoção.

Ontem, dia (28/03), a ativista e protetora dos animais, Luisa Mell, em mais uma ação de resgate de animais em situação de sofrimento, resgatou 118 cãezinhos de raça em um canil clandestino.

O vídeo que ela transmitiu durante o ato mostra situações degradantes, um nível de maus-tratos inimaginável para quem vê, apenas, o filhotinho fofinho na loja.

O recado que Luisa dá, emocionada, durante o vídeo é: “parem de comprar animais”.

Enquanto houver demanda, casos como este continuarão existindo.