Por Gabriel Bitencourt

Vi certa vez, em Sorocaba, um homem pedindo esmolas em um dos semáforos da cidade e, para chamar atenção dos motoristas, usava – é bem esse o termo, USAVA – um trêmulo cãozinho que se apoiava em seus ombros e cabeça.

Sem muito refletir sobre a relação ali estabelecida – ao meu ver uma exploração de um animal, constantemente, com medo de cair – os motoristas doavam suas moedas, por conta da afeição que temos pelos animais.

Nunca mais o vi, mas soube que sua ação é quase cotidiana na região do bairro Campolim.

Uma amiga presenciou cenas que considera como maus tratos ao animal e trocou ideias comigo sobre a possibilidade de denunciarmos. Por muitas vezes, eu o procurei para fazer uma foto em que, de maneira insofismável, ficasse demostrada a exploração do animal.

Não consegui.

Neste meio tempo, vi uma situação totalmente diferente e muito comum a catadores de materiais reciclados que transportam seus protegidos animais de estimação sobre os pesados carrinhos no qual transportam os materiais que recolhem.

Um jovem, transportava em seu carrinho, em uma movimentada avenida, de forma confortável e carinhosa, dois cãezinhos.

Cena carinhosa e muito diversa da outra.

Mesmo sem uma foto como a que gostaria, resolvi escrever sobre o assunto para alertar as pessoas sobre a situação de exploração do animal e para fazer uma denúncia formal à secretaria de Meio Ambiente, a fim de que ela tome as devidas providências legais para a proteção do animal.

P.S. Coincidentemente, depois que terminei este artigo, soube que a Patrulha Ambiental, hoje mesmo, apreendeu o animal e o destinou para um tutor responsável.

Que bom!

Parabéns a eles!

1 Comentário

  1. VIDA LONGA AO SPIKE… TAMBÉM NUNCA GOSTEI DA FORMA DE EXPLORAÇÃO DO CÃOZINHO.
    PARABÉNS AOS GUARDAS MUNICIPAIS PELA INICIATIVA.

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