Por Gabriel Bitencourt

Em fevereiro deste ano escrevi um artigo relacionado com a poluição dos plásticos sobre o planeta e, principalmente, o seu impacto nos oceanos.

Vou dar continuidade a ele e, para tanto, copio seu trecho inicial.

“Em janeiro deste ano, durante a realização do Fórum Econômico Mundial, foi divulgado um preocupante relatório dando conta de que, se a utilização de plásticos se mantiver nos atuais patamares, em 2050 os oceanos terão, em peso, mais plástico do que peixe.

Quando estes dados saem da boca de ambientalistas ou de estudos acadêmicos, claro, já é motivo de preocupação, mas quando se origina em fórum econômico da envergadura daquele, no qual se reúnem os principais chefes de Estado do mundo, aí, o peso da informação se robustece.

Normalmente, nestes encontros se conflitam os interesses econômicos com os socioambientais. Eles de um lado e os interesses ambientais de outro. É isto que nos dá a dimensão da gravidade da situação: até eles estão preocupados com este problema!”

Pois bem, de fevereiro – data em que publiquei o referido artigo – até hoje, temos assistido uma verdadeira guerra aos plásticos, especialmente, aqueles cujo uso não é imprescindível para nossa boa qualidade de vida.

Um dos grandes emblemas desta guerra são os canudinhos.

Mostrar o quanto os tais canudinhos podem ser dispensáveis pode ser a porta de entrada para que possamos refletir sobre a utilidade ou inutilidade de outros objetos: a sacola plástica que nos oferecem na farmácia para se colocar uma caixa de remédio – já muito bem embalado e protegido – ou que, na padaria, no dão para embalar uma embalagem – o saco de papel – com pães em seu interior.

Enquanto a consciência ambiental não atinge a massa de consumidores, vários países têm lançado mão de legislações mais ou menos duras com o objetivo de reduzir o número de plástico descartado no ambiente.

O Quênia – que já foi um dos maiores exportadores de sacolas plásticas -, em 2017 produziu uma das legislações mais duras sobre o tema. A lei prevê multa de U$ 40 mil e prisão de até quatro anos para quem estiver comercializando, comprando ou, simplesmente, usando sacolas plásticas.

Com esta medida, a quantidade de animais marinhos mortos no litoral queniano por sufocamento com plásticos caiu quase 70%.

E você vai esperar a chegada de uma legislação parecida com a queniana ou tomará atitude movida pela consciência ambiental?