Um vídeo recebido no fim da tarde desta segunda-feira (14), pelo Ipa Online, mostra a reação dos usuários do transporte coletivo após a suposta ameaça feita pelo prefeito José Crespo (DEM) a um motorista de ônibus, que ocorreu na manhã da última segunda e resultou em uma paralisação geral dos condutores no fim da tarde em Sorocaba.

Uma usuária fez a filmagem, na linha do Cajuru, a visitada pelo prefeito. “Olha a situação desse ônibus que se encontra. O problema é só aqui no Cajuru, né?”, ironiza ela. “As outras linhas todas normais…”, continua. “Para completar mais um pouquinho, o prefeito Crespo me para esse ônibus e dá ordem para o motorista parar o ônibus em todos pontos, com a situação que se encontra”, relata ela mostrando que o veículo já está lotado.

Em certo trecho da gravação, a mesma cita a ameaça de demissão ao motorista que teria sido feita por Crespo, fato repudiado pelo sindicato dos Rodoviários durante assembleia ocorrida dentro da paralisação. “E ainda ameaçou o motorista de demissão por justa causa. É lindo isso, né? Não tem o que fazer, vem de manhã abordar os trabalhadores em vez de vir dar uma força”, reclama a passageira. “Nós pagamos e super caro essa passagem para ele vir fazer isso: dar odem ao motorista. Parar em todos os pontos com o ônibus lotado desse jeito”, finaliza.

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Presidente da Urbes defende Crespo

O presidente da Urbes, Luiz Franchim, defendeu o prefeito José Crespo (DEM), durante entrevista ao Jornal da Ipanema, da Rádio Ipanema, nesta manhã de terça-feira (15), após o episódio de suposta ameaça a um motorista de ônibus que resultou em paralisação de todos os condutores no fim da tarde de segunda-feira (14), em Sorocaba.

De acordo com Franchim, a situação foi iniciada na sexta-feira (11), quando o vereador João Donizeti (PSDB) revelou um áudio de uma suposta usuária do transporte afirmando que um grupo iria depredar e até mesmo ‘tacar fogo’ em ônibus caso o motorista não parasse no ponto. Nesse mesmo dia o condutor foi afastado de sua função. O intervalo entre as linhas foi reduzido também de 15 para 12 minutos.

“O prefeito não fez ação nenhuma comigo. A gente elimina o problema e vê como tá a a linha. Ele foi verificar o que queria e aconteceu essa situação”, relatou sobre a confusão e ameaça ao condutor.

Franchim considerou a paralisação “exagerada” e disse que a atitude resultou em 30 mil usuários do transporte prejudicados. “Acho que existem milhões de maneira de rechaçar a atitude de quaçlquer pessoa. A pior delas é prejudicar a população”, finalizou.

A confusão

Os motoristas do transporte coletivo de Sorocaba paralisaram as atividades, na tarde desta segunda-feira (14). A categoria acusa o prefeito José Crespo (DEM) de assédio moral. Os motoristas se reuniram no Parque das Águas, Zona Norte de Sorocaba. Os ônibus voltaram a circular por volta das 21h.

De acordo com o Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba e Região, a paralisação ocorreu após uma suposta ameaça aos motoristas no Cajuru. Em nota, o sindicato informou que “o prefeito Crespo esteve no bairro Cajuru, abordou os motoristas e ameaçou demissão”.

Já a Prefeitura de Sorocaba, por meio de nota, informou que, “em uma fiscalização feita pela manhã, junto com assessores do 6º andar do Paço Municipal, o prefeito apenas cobrou que o motorista parasse nos pontos de ônibus para atender os usuários do transporte coletivo”.