O DEDA QUESTÃO

A Polícia Militar cumpriu mandado expedido pela justiça para a reintegração de posse em um terreno de 1,8 milhão de metros quadrados, de propriedade particular, que havia sido invadido por cerca de 3 mil pessoas no dia 13 de março passado. A área fica no Parque Vitória Régia, na Zona Norte de Sorocaba, na altura do número 6.400 da avenida Itavuvu, e como sempre acontece em ocasiões como essa, sensibilizou a opinião pública.

Nessa semana, exatamente um mês depois dessa ação, e após alerta do presidente do Secovi (Sindicato da Habitação), empresário Flávio Amary, de que é perceptível que há um aumento de áreas invadidas irregularmente na cidade, a Prefeitura de Sorocaba, através de quatro secretarias municipais, além de cinco órgãos públicos ligados à segurança e ao social, deram início à Operação Legalidade que tem a função de “trabalhar na regularização das moradias da cidade e também com a segurança dos moradores”.

A Secretaria de Planejamento e Projetos – responsável pelo uso de solo em Sorocaba – foi a responsável por reunir, na quinta-feira (12 de abril), representantes da Prefeitura, Polícia Militar, Cetesb, Polícia Ambiental, Bombeiros, Itesp (Instituto da Terra do Estado), Urbes (responsável pelo trânsito) e Saae (responsável pela água e esgoto), para definir como serão as ações que estes órgãos deverão realizar a partir de agora.

“A Operação Legalidade tem como objetivo resolver o problema das construções clandestinas que colocam em risco a vidas das pessoas e, além disso, de devolver ao poder público o controle destas construções. A determinação de organizar o uso de solo na cidade é do nosso prefeito José Crespo que me confiou essa missão como Secretario de Planejamento e Projeto. Nossas secretarias estão dispostas a contribuir com as ações para que possamos dar mais segurança e qualidade de vida aos moradores”, disse o secretário responsável pela pasta, Luiz Alberto Fioravante.

Durante a reunião, que foi realizada no CPI-7, as autoridades discutiram sobre uma das áreas já identificadas com problemas, no bairro Brigadeiro Tobias. Recentemente, a Polícia Militar sobrevoou o local e identificou as áreas irregulares. “Nós recebemos muitas reclamações e críticas deste local e, por isso, é importante que todas estas lideranças estejam juntas com o mesmo objetivo, incluindo a Promotoria Pública que não pode estar aqui hoje, mas estaremos os posicionando sobre as decisões tomadas ”, disse o Cel. Antonio Valdir Gonçalves, comandante do CPI-7. O próximo passo da Operação Legalidade é definir quais ações efetivas serão realizadas e por quais órgãos, neste primeiro local identificado.

Depois da reunião, representantes da Prefeitura e da PM atenderam alguns dos moradores que também foram até o quartel. “A boa notícia que damos a estes moradores é que somos mais de cinco órgãos envolvidos nesta Operação. Assim, acredito que em mais duas semanas, ações efetivas já estejam ocorrendo no local”, concluiu Fioravante.

Participaram também da reunião Marcelo Regalado (secretário da Fazenda), Danilo César de Oliveira (Planejamento e Projetos), Raiane Mendes Silva (Planejamento e Projetos), Bianca Valezin (Planejamento e Projetos), Amauri Farias (Planejamento e Projetos), Jose Mendes Neto (Planejamento e Projetos e Defesa Civil), Mariana Ferreira (vereador Apolo), Marcos Mariano (comandante da Guarda Civil Municipal), Ricardo Corrá (URBES), Davi Dutra (coordenador da Defesa Civil), Ten. Cel Miguel Ângelo (Comandante do 15º Grupamento dos Bombeiros), Ten. Cel. Carlos Mello (comandante 7º batalhão), Capitão Guilherme Boppré (Polícia Ambiental), Fábio Medeiros (Itesp), Rafael Neto (Cetesb), Rodolfo Barbosa (SAAE), Manoel dos Santos (Fundação Itesp) e Capitão da Polícia Militar Alexandre Oliveira.

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