SAMU orienta população sobre uso adequado do atendimento

Foto: Assis Cavalcanti/Secom

A Secretaria da Saúde (SES), por meio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), reforça as orientações à população sobre os cuidados necessários para o acionamento do serviço de acordo com o tipo de cada necessidade. A falta de informação pode causar deslocamentos desnecessários ou complicar as classificações das ocorrências pelas equipes que atendem as solicitações por telefone.

A coordenadora do Samu, Dra. Kátia Kaam Salvestro, explica que o Samu é destinado a prestar assistência qualificada em casos de urgência e emergência. Ocorrências como acidentes de trânsito com vítimas, problemas cardíacos, intoxicação, crises convulsivas, acidente vascular cerebral (AVC), incidentes com produtos perigosos, ou seja, situações que precisam ser resolvidas de maneira imediata. Ao ligar para o Samu, os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) são atendidos pelo Técnico Auxiliar de Regulação Médica (Tarm), que começa o socorro fazendo algumas perguntas a quem está do outro ladro da linha com o intuito de acelerar o atendimento, registrar dados da ocorrência e o motivo da solicitação.

Os procedimentos são acompanhados por um médico regulador do SAMU, responsável e capacitado para avaliar a solicitação. Ele é quem avalia as ligações por motivos de doenças ou traumas que necessitam do atendimento móvel, de quem entra em contato pelos números 190,192 e 193. A partir disso, o profissional dará resposta ao atendimento, que vai desde uma orientação médica por telefone, até o envio de unidade de transporte (SAMA), Suporte Básico (BETA), Avançado (ALFA), Unidade de Resgate dos Bombeiros (UR) ou GRAU (Grupo de Resgate e Atendimento a Urgências), dependendo da gravidade de cada caso.

O médico regulador é o principal profissional para ajudar no atendimento pré-hospitalar, pois ele analisa sobre a gravidade de cada caso, envia todos os recursos necessários para o atendimento e ajuda a monitorar e orientar o atendimento. Em alguns casos, o médico presta orientações médicas, indicando o que o usuário deve fazer naquela situação de urgência.

Segundo Kátia, alguns casos podem ser resolvidos e amenizados com as orientações médicas através do atendimento por telefone. “Um desengasgo, início de compressão torácica em paradas cardiopulmonares podem ser controlados até que a ambulância chegue. Assim como uma contenção de sangramento, indicação de qual unidade de saúde procurar para cada caso, ou a forma de posicionar uma pessoa que está passando mal, são exemplos de situações de urgência e emergência em que o Samu pode atuar com essa orientação médica”, comenta.

Outra orientação importante é que crianças não façam ligações para o serviço. No entanto, numa situação de extrema necessidade, isso pode acontecer. Caso isso aconteça, a criança precisa informar de imediato que está sozinha, e que aquilo não é uma brincadeira ou um trote, e ajudar respondendo corretamente tudo que for questionado. É uma situação delicada, mas o serviço faz de tudo para contribuir para que nenhum paciente sofra por falta de assistência, tendo um serviço eficiente e de qualidade.

Para oferecer um atendimento de excelência em Sorocaba, o Samu possui um número considerável de funcionários que atuam noite e dia na cidade: três rádios operadores, 18 telefonistas, 24 condutores, 30 técnicos de enfermagem, sete enfermeiros e 29 médicos compõe o time de profissionais.