Rua da Penha vai virar ‘calçadão’ de tráfego compartilhado entre pedestres e carros

Atualizado às 10h19

O presidente da Urbes, Luis Alberto Fioravante, anunciou que a rua da Penha virará em breve um ‘calçadão’ de tráfego compartilhado entre carros e pedestres. A informação foi dada em primeira mão durante entrevista ao vivo no Jornal da Ipanema, da Rádio Ipanema, nesta manhã de sexta-feira (10).

Fioravante defendeu que o experimento de alargamento da calçada feita na via, ocorrido entre fevereiro e março, teve resultados positivos. Com as faixas verdes priorizando o pedestre, o fluxo de pessoas transitando passou de 1,5 milhões/mês para 4 milhões/mês.

O presidente não divulgou data para o início do ‘calçadão’ e nem em qual trecho esta modalidade funcionará, mas afirmou que os estudos já estão concluídos.

A Prefeitura de Sorocaba realizou o teste entre 16 de fevereiro e 23 de março. Neste período, duas faixas paralelas foram pintadas de verde. Após este estudo finalizado, foram feitas novas sinalizações, com vagas para idosos, descida de estudantes, faixas para pedestres e as demarcações da Zona Azul.

A intervenção ocorreu no trecho entre os cruzamentos das ruas Miranda de Azevedo, Padre Luiz e Coronel Benedito Pires, em um total de 255 metros de extensão.

De acordo com a Prefeitura, a ampliação experimental das calçadas na rua da Penha, Centro de Sorocaba, chegou ao fim após 36 dias do projeto, com uma média de 22,6% de fluxo de pedestres somente na via estendida (faixa verde). Os dados foram obtidos em sistemas de contagem manual. Na contagem eletrônica, a média diária de pedestres que passou somente na área de ampliação é de 1.485, quase um terço do número médio das pessoas que circularam pela calçada, contabilizado em 4.950. O projeto foi realizado em 255 metros, entre os cruzamentos das ruas Miranda de Azevedo, Padre Luiz e Coronel Benedito Pires.

Rua Penha pintada de verde

Além da contagem, foram realizadas pesquisas de avaliação da proposta e, principalmente, para obtenção de dados fundamentais sobre os pedestres que circulam por lá. O resultado parcial mostra que 70,6% gostaria que fosse permanente e 55,9% gostou do novo desenho da rua. Outra informação importante obtida reforça a importância do projeto, 60% das pessoas que circulam a pé pelo Centro chegaram até o local de transporte coletivo. Nas próximas semanas os dados completos da pesquisa serão divulgados.

Mesmo que parcial a avaliação a comissão responsável acredita que o projeto atingiu a meta que é dar prioridade ao pedestre. “Durante a intervenção, foram proibidos temporariamente o estacionamento em 17 vagas de carros. Se comparamos este número ao de pedestres, ele acaba sendo muito inferior. Além disso, o projeto promoveu em dois quarteirões características dos modernos e confortáveis centros de cidades que são referências no mundo, onde a população frequenta cafés, lanchonetes e lojas”, declara o secretário da Mobilidade e Acessibilidade, Luiz Alberto Fioravante.

O projeto de alargamento das calçadas deve atender a alta demanda de circulação de pedestres na rua da Penha, corroborando direta e indiretamente para a melhoria do espaço público, ambiental e econômica do espaço urbano, conforme está previsto no Plano Diretor da cidade. O projeto definitivo encontra-se em fase de execução.

As premissas do Programa de Alargamento de Calçadas consistem em desenvolver proteção, diversidade, versatilidade, atratividade, conectividade, resiliência e sustentabilidade. Juntos, eles corroboram direta e indiretamente para a melhoria do espaço público, ambiental e econômica do espaço urbano. Estes critérios estão implícitos nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU e mudam o conceito hierárquico da mobilidade, colocando o pedestre na posição mais importante das prioridades.

13 Comentários

  1. Hoje ouvi a entrevista do senhor Fioravante na radio Ipanema, quando o assunto foi um prédio construído de forma irregular em área invadindo me causou espanto com a resposta, agora já esta construído ,não há como demolir, será que não da mesmo ou há algum interesse neste processo.
    Fosse eu , morador da periferia do subúrbio, será que teria o mesmo tratamento depois de construir um casebre?

    • É meu caro Denis também acompanhei a entrevista….. não tenha dúvidas…. tem muito e muito interesse atrás d tudo isso…. não a sobra d dúvidas…… até em certo trecho da entrevista ele mencionou q a construtora ficará responsável pelo recapeamento d algumas ruas ao redor do predio

  2. Perguntar não ofende.. quem vai pagar a obra? MRV, CRB, Planeta, Shopping Cianê, ACSO? Já que a prefeitura não tem mais um pooto nos cofres, a super quadrilha do Crespo limpou tudo.

  3. Será que finalmente sairá a primeira obra do governo Crespo? A promessa pelo menos já está inaugurada, uma das especialidades desse desgoverno corrupto e incompetente: inaugurar promessas.

  4. O atual e famoso “Calçadão da 13 de Maio”, visava impedir o trânsito de carros nas ruas do local e transformar a região em uma grande praça, onde os consumidores poderiam transitar tranquilamente, um verdadeiro shopping a céu aberto no centro de Campinas.
    Foi inaugurada na década de 70 e atualmente é referência de localização e comércio varejista na cidade ! Uma obra que deu certo caiu nas “graças” dos Campineiros….. uma prova física de que os calçadões funcionam…..

  5. Por mim a Rua da Penha devia virar calçadão tudo, já é apertado vai ficar pior, eu tenho o discernimento de estacionar bem longe e andar no Centro a pé, mas acomodados e preguiçosos não conseguem fazer isso.

  6. Isso sempre funciona e sempre irá funcionar !
    Basta visitar grandes metrópoles como São Paulo e Campinas, por exemplo.
    Bem vindos a Metrópole de Sorocaba !

  7. O poder dos Shopping Center é mesmo poderoso pois só a eles é interessante acabar com o comércio central,em uma cidade onde as vagas de estacionamento são precárias diminuir mais vagas é condenar a pena de morte o movimento de consumidores na área central,lamentavel

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