A CPFL Piratininga, distribuidora da CPFL Energia que atende 1,7 milhão de clientes em 27 municípios no litoral e interior paulista, contabilizou 195,6 mil clientes sem energia por conta de interrupções provocadas por pipas entre janeiro e julho de 2018. O número é 29,4% menor em relação ao mesmo período de 2017, quando 277,2 mil consumidores tiveram o fornecimento interrompido por conta deste fator.

Entre as cinco cidades com maior número de consumidores atendidos pela CPFL Piratininga, Sorocaba, São Vicente e Praia Grande lideram as interrupções de energia, com 304, 235 e 218 casos, respectivamente. Santos, por sua vez, lidera o ranking de duração média das interrupções com 3h38, seguida por São Vicente, com 3h03.

Dados apurados pela área operacional da distribuidora mostram que, entre janeiro e julho deste ano, foram registradas 1.584 ocorrências nos 27 municípios abastecidos pela distribuidora. Em média, cada interrupção deixou 123 clientes sem energia por 2h21.

Os dados de 2018 ainda mostram uma queda de 38,2% na quantidade de ocorrências em relação ao mesmo período de 2017, quando foram registradas 2.564 interrupções por conta do brinquedo. O tempo que os consumidores ficaram sem energia diminuiu 9,6%, já que, em 2017, a média de suspensão do fornecimento foi de 2h36. Somadas todos os episódios, o passatempo infantil provocou 3.722 horas acumuladas de falta de energia em 2018.

A brincadeira de pipas em áreas urbanas, porém, é um tema de extrema seriedade. Além da falta de energia, impactando o bem-estar e conforto da população, empinar pipa perto da rede elétrica pode causar acidentes sérios ou, até mesmo, fatais. Esse risco se acentua se o brinquedo estiver sendo usado com cerol ou linha chilena, condutores de eletricidade.

Uso de cerol ou linha chilena é considerado crime

O uso de cerol (mistura de cola, limalha e vidro moído) ou da “linha chilena” é considerado crime penal, capitulado nos artigos 129, 132 e 278, do Código Penal Brasileiro, e no artigo 37, da Lei das Contravenções Penais. A formulação destas linhas, por conterem limalha de ferro, provoca curtos-circuitos e choques, além de ser um risco para ciclistas, motociclistas e a população em geral, podendo causar graves ferimentos.

Para que crianças e adolescentes possam brincar de empinar sem abrir mão da segurança, a Campanha Chega de Choque da CPFL Energia compartilha 10 dicas de segurança:

– Empine pipas longe de rede elétrica, em locais livres onde não exista nenhum tipo de cabo de energia, de serviço telefônico ou antenas de celular. Isso evita acidentes e interferências na qualidade desses serviços;

– Dê preferência a espaços abertos como praças, parques e campos de futebol para usar o brinquedo. Evite também soltar pipas em canteiros centrais de ruas, avenidas, rodovias ou qualquer lugar onde exista fluxo de veículos;

– Evite a utilização de “rabiolas”, pois elas agarram nos fios elétricos, desligando o sistema e provocando choques, muitas vezes fatais;

– Linhas metálicas não devem ser usadas no lugar da linha comum. Nunca use cerol ou a linha “chilena”, elas são proibidas por lei;

– Não utilize papel alumínio na confecção da pipa. Isso é perigoso, pois este material, em contato com os fios, provoca curtos-circuitos;

– Caso a pipa enrosque nos fios, é melhor desistir do brinquedo. A tentativa de recuperá-lo traz sérios riscos. Evite remover a pipa com canos ou bambus;

– Não é indicado soltar pipas na chuva. Ela funciona como para-raios, conduzindo energia;

– Não é indicado subir nas lajes das casas para empinar pipa. Qualquer distração pode causar uma queda;

– Tenha cuidado com ciclistas e motociclistas. Em velocidade, linhas podem não ser vistas e, com isso, causar graves acidentes, sobretudo se tiverem cerol ou se a linha for a chilena;

– É aconselhável ter sempre um adulto responsável acompanhando as crianças no momento da brincadeira.