O DEDA QUESTÃO

O Conselho Superior do Ministério Público determinou que o Ministério Público em Sorocaba investigue as denúncias que em julho de 2017 o prefeito Crespo desferiu contra a vice-prefeita Jaqueline Coutinho: crimes de improbidade por violação ao dever de atendimento ao princípio de legalidade na Administração Pública (ao usar um ex-funcionário do Saae para tarefas pessoais); e, também, por falta de decoro, injúria e assédio moral contra a então secretária do prefeito, Taty Polis, que se tornou o pivô da desavença entre vice e prefeito e levou a Câmara a cassar o mandato do prefeito.

O Conselho Superior do MP entende que tais denúncias não poderiam ter sido arquivadas, como foram, sem a devida investigação dos fatos alegados. Assim, o que o prefeito disse à época sobre a vice precisará passar pelo básico de qualquer denúncia e que o Conselho entendeu que não aconteceu.

Vale ressaltar que o prefeito, em julho de 2017, direcionou ao delegado seccional Marcelo Carriel a sua denúncia e pedido de investigação contra a vice-prefeita que, assim como Carriel, é delegada de polícia.

Vice-prefeita

Perguntei à vice-prefeita, Jaqueline Coutinho, qual o posicionamento dela a respeito da decisão do Conselho Superior do MP, que foi contrário à decisão do MP local e mandou investigar denúncia de 17 de julho de 2017 de uso de funcionário e de assédio moral.

E ela respondeu: Essa decisão do Conselho do MP gerou os procedimentos que tramitam hoje em uma das Promotorias locais e já encaminhei através da Secretaria de Assuntos Jurídicos minha manifestação quanto aos fatos. Qualquer ilação ou imputação que tente macular minha imagem sempre ilibada e legalista pode ter o viés de assaque político com vistas a futuras eleições e a possibilidade de eventual candidatura.

Em seguida, perguntei se essa decisão, de fazer a investigação, muda a relação harmoniosa que ela e o prefeito mantém desde a volta dele ao cargo.

E ela respondeu: Esses procedimentos no MP em nada modificam a dinâmica do relacionamento com o Chefe do Executivo que deve ser colaborativo e agregador objetivando que a administração siga de forma evolutiva e tranquila.