Dez grandes momentos de “Game of Thrones” antes da estreia da última temporada

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Erick Rodrigues

Abril finalmente chegou! Com certeza, o mês mais esperado para os fãs de “Game of Thrones”, que vão começar a se despedir desse fenômeno da televisão mundial, já igualado a outras grandes produções do gênero como “The Sopranos” e “Breaking Bad”.

A trama, baseada nos livros de George R. R. Martin, trouxe, ao longo das temporadas já exibidas, os elementos necessários para manter os espectadores fiéis à disputa pelo trono de ferro de Westeros. Com uma abordagem adulta, a fantasia sobre o poder e a rivalidade nos Sete Reinos começou focando nas ações da família Stark, que comandava o Norte e vivia a expectativa da chegada do inverno mais rígido e duradouro já visto.

Enquanto os Stark cuidavam da segurança e do bem-estar do povo do Norte, em King´s Landing, quem sentava no trono de ferro era Robert Baratheon, que tinha acabado com o reinado dos Targaryen e assumido o posto. Ele só não contava que o resultado da união com Cersei Lannister poderia ameaçar a permanência dele nessa posição.

Em “Game of Thrones”, as surpresas sempre foram recorrentes. Por isso, os espectadores se habituaram às mudanças de foco da história, aos momentos impactantes e, claro, às mortes de personagens, que não permitiram que o público tivesse apego a eles.

A série chega ao oitavo e último ano, que começa no dia 14 de abril, cercada por muita expectativa e gerando muitas dúvidas. Pensando nisso, resolvi listar dez momentos de “Game of Thrones” que tenham marcado a trama para mim. Além do critério subjetivo, também levei em consideração a importância dessas sequências para o andamento da narrativa. Então, vamos a eles!

DEZ MOMENTOS DE GAME OF THRONES

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– O empurrão em Bran Stark (1ª temporada)

Logo no início, “Game of Thrones” mostrou que não estava para brincadeira. Bran (Isaac Hempstead Wright), o filho caçula de Ned Stark (Sean Bean), descobriu um dos primeiros segredos da série: o caso entre os irmãos Cersei (Lena Headey) e Jaime Lannister (Nikolaj Coster-Waldau). Mesmo sendo uma criança, o garoto sofreu as consequências da descoberta e foi empurrado de uma torre por Jamie, ficando paralisado da cintura para baixo. Apesar de ser um acontecimento íntimo, que envolvia a rotina das famílias da trama, ele serviu para acirrar os ânimos entre os personagens na disputa pelo poder em Westeros.

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– A morte de Ned Stark (1ª temporada)

Para muitos, essa foi a primeira grande surpresa de “Game of Thrones”. Quando todo mundo pensava que Ned Stark era um nome certo para entrar nessa disputa pelo trono, as reviravoltas da trama colocaram o protetor do Norte como uma vítima da ambição dos Lannister. Cersei e o filho, Joffrey (Jack Gleeson), armaram para acabar com um dos personagens mais íntegros que a atração tinha e executaram essa tarefa diante de todos. Ned é decapitado e tem a cabeça exposta para que a população veja o destino do patriarca dos Stark. Muita gente ficou de boca aberta ao perceber que o personagem que detinha o foco da história naquele momento foi sacrificado.

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– O Casamento Vermelho (3ª temporada)

Considerada uma das sequências mais marcantes de toda a série, o Casamento Vermelho também representou um grande baque para a família Stark. Robb (Richard Madden) queria se livrar de um antigo compromisso com a família Frey, mas acabou vendo aliados e familiares sendo vítimas de um massacre sangrento. Além do filho mais velho de Ned, a matriarca dos Stark também acabou morta nessa armadilha, assim como a mulher de Robb e o filho que eles esperavam. A traição dos Frey deixaria a família Stark reduzida e quase sem poder, mas, bem à frente, o castigo por esse episódio viria para lavar a alma do público.

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– A morte de Joffrey Baratheon (4ª temporada)

Um dos personagens mais odiados de “Game of Thrones” teve uma morte agonizante na quarta temporada. Na festa de casamento dele com Margaery (Natalie Dormer), que representava uma união entre os Lannister e os Tyrell, Joffrey é envenenado diante de todos. Depois de ter causado o sofrimento de muitos personagens, os fãs se sentiram vingados com o destino do impiedoso rei e, ao mesmo tempo, curiosos sobre o identidade do assassino. Quem levou a culpa foram Tyrion Lannister (Peter Dinklage) e Sansa Stark (Sophie Turner), sendo que o primeiro foi considerado um traidor pela família e até foi julgado pelo crime. O verdadeiro culpado só apareceria muitos episódios depois.

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– O julgamento de Tyrion (4ª temporada)

Considerado “a ovelha negra” dos Lannister, Tyrion foi julgado injustamente pelo assassinato de Joffrey. Na verdade, a ocasião serviu para passar a limpo a relação dele com a família, que sempre o encarou como uma criatura estranha. Além de extravasar todos os sentimentos carregados em anos de rejeição, Tyrion faz um discurso forte e, depois, exige que seja julgado em combate. O evento serviu para posicionar definitivamente o personagem na história, encaminhando-o para o encontro com Daenerys Targaryen (Emilia Clarke) e para uma participação mais efetiva contra a família dele.

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– A Caminhada da Vergonha (5ª temporada)

Cersei encontrou no Alto Pardal (Jonathan Pryce) um adversário à altura e comeu o pão que o diabo amassou nas mãos dele. Julgada pela Fé dos Sete por conta dos pecados que cometeu, especialmente os sexuais, a rainha foi detida, mas, em seguida, o Alto Pardal permitiu que ela voltasse ao castelo. Isso, no entanto, não foi nada fácil. Cersei teve os cabelos cortados à força e foi obrigada a caminhar nua, ao mesmo tempo em que o povo atirava objetos e zombava dela. Enquanto fazia a caminhada, Cersei era seguida por uma seguidora da Fé, que gritava “vergonha” durante o trajeto. O mundo dá voltas e, mais à frente, a rainha teria sua vingança.

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– A Batalha dos Bastardos (6ª temporada)

Para retomar o controle de Winterfell e, consequentemente, do Norte, os Stark que restaram precisavam derrotar o cruel Ramsay Bolton (Iwan Rheon). No evento conhecido como “Batalha dos Bastardos”, Jon Snow (Kit Harington) e Bolton conduzem seus exércitos no combate definitivo e sangrento pelo controle do Norte. A vitória só foi possível por conta dos reforços adicionados por Lord Baelish (Aidan Gillen) e Sansa, que resultaram na esperada queda de Bolton. O castigo, no entanto, não termina aí e o personagem encontra um desfecho, que o fez pagar por todas as maldades cometidas ao longo da série.

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– A explosão do Septo de Baelor (6ª temporada)

Era só uma questão de tempo e oportunidade até que Cersei encontrasse uma forma de se vingar da Caminhada da Vergonha. E isso foi feito em grande estilo, em uma das sequências mais impactantes da sexta temporada. Enquanto todos os inimigos dela se reuniam no Septo de Baelor para acompanhar o julgamento da rainha, Cersei esperava bem longe dali para ver o plano de vingança em prática. Como não seria suficiente eliminar apenas um inimigo, ela decidiu acabar com a maior parte deles de uma vez e causou a explosão do Septo. Entre as vítimas, estavam o Alto Pardal e Margaery, nessa altura, casada com Tommen (Dean-Charles Chapman), o filho da rainha. A vingança de Cersei não terminou aí e ela conseguiu torturar Unella, a septã que a conduziu por aquela caminhada vergonhosa.

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– A morte de Lord Baelish (7ª temporada)

Petyr Baelish sempre foi o personagem mais sorrateiro de “Game of Thrones”, tramando e atuando nos bastidores dos principais eventos da série. Por conta dessa atuação “nas sombras” e fiel apenas à própria integridade, pode-se dizer que ele até durou bastante na história. A última das tramoias dele foi tentar jogar as irmãs Sansa e Arya (Maisie Williams) uma contra a outra, mas as personagens mostraram que a passagem de tempo fez com que elas ficassem bem menos ingênuas. O plano se volta contra ele, que acaba sendo confrontando diante de todos, em Winterfell. A destreza de Arya com a espada concretiza o destino de Lord Baelish.

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– A queda da Muralha (7ª temporada)

Um dos acontecimentos mais aguardados de “Game of Thrones” começou a se concretizar no final da sétima temporada. O exército do Rei da Noite finalmente terminou a caminhada até a Muralha que protege Westeros e chegou lá bem mais reforçado. Além de ganhar muitos outros mortos-vivos para reforçar as fileiras de batalha, o grupo também passou a contar com um dos dragões de Daenerys Targaryen, morto em combate. O “dragão de gelo” foi crucial para que os White Walkers derrubassem a Muralha e invadissem Westeros, deixando os fãs na expectativa sobre a chegada deles a Winterfell, a região mais próxima ao muro que impedia a passagem dessas criaturas. A batalha com o Rei da Noite é um dos momentos mais aguardados na oitava e última temporada.